Jó 6

Godɨn Eghaghanim: Akar Gavgavir Dɨkɨrɨzir Ghurim ko Igiam (MSY2020) vs ARC

Sair da comparação
ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Ezɨ Jop kamaghɨn Elifasɨn akam ikarvasi:
1 Então, Jó respondeu e disse:
2 “O, kɨ uabɨn apangkufi.
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 Guizbangɨra, nan osɨmtɨzir kurar kaba, ongarir dadarimɨn itir gigimɨn osɨmtɨzim, bar a gafiragham.
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
4 Godɨn Gavgaviba Bar Itim, barir marasinɨn kuram itibar na gasi.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 “Donkin atiaba ko bulmakauba, damamin graziba ikɨtɨ,
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
6 Eghtɨ dagher isɨngtɨziba puvatɨziba, e ti pura dar amam o? Puvatɨ.
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 Nan navir averiam dagher kamaghɨn garibagh ifongezir puvatɨ.
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
8 “Oio, kɨ kamaghsua, God nan azangsɨzim baregh,
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 Kɨ kamaghsua,
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
10 Kɨ fo, kɨ akɨrim ragha Godɨn akam gasarazir puvatɨ,
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
11 Nan gavgaviba bar gɨfa,
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
12 Nɨ ghaze, nan gavgavim ti, bras ko dagɨamɨn mɨn iti, a?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 Bar guizbangɨra, nan gavgavim bar gɨvazɨ,
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
14 “Gumazim osɨmtɨzir ekiam itir dughiam,
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Kɨ garima, ia nan namakaba ia bar deraghavɨra na gifari.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 Amozir dughiamɨn daghuriba izevegha pamtemɨn emɨri.
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
17 Egha aruemɨn dughiamɨn daghurir kaba bar dakegha dɨpaba puvatɨ.
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 Dughiar maba gumaziba uan kamelɨn biziba ateriba ko, tuaviba ataghɨragha tuavir igharazibar zui.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
19 — ausente —
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
20 — ausente —
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
21 Ia ti uaghan daghurir dakezir kabar mɨn ami.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
22 Manmaghɨn ami?
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
23 O, kɨ ti apanibar dafaribar uabɨ iniasa ian azara?
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 “Aria, ia nan sure damutɨ, kɨ arazir kurar amiziba deragh dagh fogham.
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
25 E fo, fofozir gumazim guizɨn akam mɨkɨmtɨ, an mɨgɨrɨgɨaba gumazir igharazibar nɨghnɨzibar amutɨ,
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
26 Osɨmtɨzir kam bar na gasɨghasɨki.
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 Kɨ ghaze, ia ti borir asaghasazibagh eghuvamin gumazim amɨsɨvɨsɨ, satu gikararangam.
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
28 “Aria, e uari, ia deravɨra gan na tuisɨgh.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 Ia mɨgɨrɨgɨar kaba ko arazir derazir puvatɨziba atakigh,
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
30 Ia ti ghaze, nan mɨgɨrɨgɨam derazir puvatɨ.
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?

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