Jó 39

Godɨn Eghaghanim: Akar Gavgavir Dɨkɨrɨzir Ghurim ko Igiam (MSY2020) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Nɨ ti fo, azenibar dughiar manamra, mɨghsɨamɨn itir memen amebaba oti?
1 Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias?
2 — ausente —
2 Podes contar os meses que cumprem? Ou sabes o tempo do seu parto?
3 — ausente —
3 Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4 Meme ko dian nguzir kaba uan amebaba ko, tuziba ko ruaribar ikia ekevegha gavgafi.
4 Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais tornam para elas.
5 “Tina donkin atiabar beniba fɨrizɨ,
5 Quem despediu livre o jumento selvagem, e quem soltou as prisões ao asno veloz,
6 Kɨ danganir gumazamiziba ikia ingarir puvatɨzir isa me ganɨngi,
6 ao qual dei o ermo por casa e a terra salgada por moradas?
7 Donkin atiaba fo, me nguibar ekiabar ikɨtɨ gumazamiziba benibar me ikɨva, ingangarim damusɨ pamten me dagarvagham.
7 Ri-se do tumulto da cidade, não ouve os muitos gritos do arrieiro.
8 Egha me pura mɨghsɨabagh arua,
8 Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde.
9 “Jop, bulmakaun atiaba ti nɨ bagh ingangarim damuam o?
9 Acaso, quer o boi selvagem servir-te? Ou passará ele a noite junto da tua manjedoura?
10 Nɨ ti benim bulmakaun atiam dafagh a damutɨ, a bizir osɨmtɨzibagh ekuam o?
10 Porventura, podes prendê-lo ao sulco com cordas? Ou gradará ele os vales após ti?
11 Nɨ fo, bulmakaun atiam gavgavir ekiam iti,
11 Confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cuidado o teu trabalho?
12 Nɨ ghaze, a mangɨ nɨn azenimɨn witɨn aniziba inigh izɨ,
12 Fiarás dele que te traga para a casa o que semeaste e o recolha na tua eira?
13 “Poneba bar akongezir dughiaba, me uan avɨziba onava dav sosi.
13 O avestruz bate alegre as asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade?
14 Poneba uan aroriaba pura nguazimɨn dar atɨgh, egh da ategh mangɨgham,
14 Ele deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,
15 Egha da tong kamaghɨn nɨghnɨzir puvatɨ,
15 e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que podem pisá-los os animais do campo.
16 Poneba deravɨra uan aroriabagh amir puvatɨ,
16 Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus; embora seja em vão o seu trabalho, ele está tranquilo,
17 Kɨ nɨghnɨzir aghuim ko fofozir aghuim dagh anɨngizir puvatɨ,
17 porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento;
18 Ezɨ da dɨkavigha ivemarir dughiabar, da bar puvɨra ivemara, uan avɨziba pamten dav sogh,
18 mas, quando de um salto se levanta para correr, ri-se do cavalo e do cavaleiro.
19 “Jop, nɨ ti gavgavim hoziabagh anɨdi? Egha nɨ ti arɨzir ruariba, dar tuebagh arɨsi?
19 Ou dás tu força ao cavalo ou revestirás o seu pescoço de crinas?
20 Nɨrara ti hoziabagh amima, da odezibar mɨn bar pɨn uari akuri?
20 Acaso, o fazes pular como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21 Men gavgavir ekiam me gamima, me bar akongegha
21 Escarva no vale, folga na sua força e sai ao encontro dos armados.
22 Hoziaba atiatir puvatɨgha, nɨghnɨzir avɨribagh amir puvatɨ. Mɨdorozir ekiam a pura bizim,
22 Ri-se do temor e não se espanta; e não torna atrás por causa da espada.
23 Da mɨdorozir gumaziba atera ivemarima, men barir mɨtariba tɨngazi,
23 Sobre ele chocalha a aljava, flameja a lança e o dardo.
24 Me sɨgham givir dughiam, hoziaba pura nɨmɨra itir puvatɨ,
24 De fúria e ira devora o caminho e não se contém ao som da trombeta.
25 Me sɨgham givir dughiam, hoziaba arai.
25 Em cada sonido da trombeta, ele diz: Avante! Cheira de longe a batalha, o trovão dos príncipes e o alarido.
26 “Kuarazir isaba, nɨ ti fofozim ko nɨghnɨzim dagh anɨngizɨ, da overiamɨn mɨghagha arua,
26 Ou é pela tua inteligência que voa o falcão, estendendo as asas para o Sul?
27 Kuarazir bagaba ti nɨ mɨzuai, nɨ dav kemeghtɨ,
27 Ou é pelo teu mandado que se remonta a águia e faz alto o seu ninho?
28 Da mɨghsɨabar ghua dagɨar ekiaba itir danganir kurabar, uan mɨkonibar ingari.
28 Habita no penhasco onde faz a sua morada, sobre o cimo do penhasco, em lugar seguro.
29 Da uan danganir kabar ikia deravɨra saghon mar asɨzibar gari.
29 Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
30 Ezɨ bagabar nguziba, asɨzir kabar ghuzibar amasa bar ifonge.
30 Seus filhos chupam sangue; onde há mortos, ela aí está.

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