Jó 31

mri2012 (MRI2012) vs VC

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VC Versão Católica
1 “Kua oti tāku kawenata ki ōku kanohi;
1 Eu havia feito um pacto com meus olhos: não desejaria olhar nunca para uma virgem.
2 He aha tā te Atua wāhi e tuwha mai ai i runga?
2 Que parte me daria Deus lá do alto, que sorte o Todo-poderoso me enviaria dos céus?
3 He teka ianei he whakangaromanga mō te tangata kino,
3 A infelicidade não está reservada ao injusto, e o infortúnio ao iníquo?
4 He teka ianei e kitea ana e ia ōku ara,
4 Não conhece Deus os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
5 “Ki te mea i haere ahau i runga i te tekateka noa,
5 Se caminhei com a mentira, se meu pé correu atrás da fraude,
6 kia pāunatia ahau i runga i te pāuna tika,
6 que Deus me pese em justas balanças e reconhecerá minha integridade.
7 ki te mea i kotiti kē tōku hīkoinga i te ara,
7 Se meus passos se desviaram do caminho, se meu coração seguiu meus olhos, se às minhas mãos se apegou qualquer mácula,
8 kāti, ko ahau hei whakatō, ā, mā tētahi atu e kai;
8 semeie eu e outro o coma, e que minhas plantações sejam desenraizadas!
9 “Ki te mea i whakawairangitia tōku ngākau e te wahine,
9 Se meu coração foi seduzido por uma mulher, se fiquei à espreita à porta de meu vizinho,
10 heoi kia huri parāoa tāku wahine mā tētahi atu,
10 que minha mulher gire a mó para outro e que estranhos a possuam!
11 He kino rawa hoki tērā;
11 Pois isso teria sido um crime, um delito dependente da justiça,
12 He ahi hoki tērā e kai ana ki te whakangaromanga rawa,
12 um fogo que devoraria até o abismo, e que teria arruinado todos os meus bens.
13 “Ki te mea i whakahāweatia e ahau te whakawā
13 Nunca violei o direito de meus escravos, ou de minha serva, em suas discussões comigo.
14 ka pēhea rā ahau ina whakatika te Atua?
14 Que farei eu quando Deus se levantar? Quando me interrogar, que lhe responderei?
15 He teka rānei nā tōku kaihanga ia i hanga i roto i te kōpū?
15 Aquele que me criou no ventre, não o criou também a ele? Um mesmo criador não nos formou no seio da nossa mãe?
16 “Ki te mea i kaiponuhia e ahau tā ngā rawakore i hiahia ai,
16 Não recusei aos pobres aquilo que desejavam, não fiz desfalecer os olhos da viúva,
17 ki te mea rānei i kainga tāku maramara e tōku kotahi,
17 não comi sozinho meu pedaço de pão, sem que o órfão tivesse a sua parte;
18 he mea whakatupu ia nāku nō tōku taitamarikitanga rā anō me te mea ko tōna pāpā ahau;
18 desde minha infância cuidei deste como um pai, desde o ventre de minha mãe fui o guia da viúva.
19 ki te mea i kite ahau i tētahi e tata ana ki te mate, he kore nō te kākahu,
19 Se vi perecer um homem por falta de roupas, e o pobre que não tinha com que cobrir-se,
20 ki te mea kīhai tōna hope i whakapai ki ahau,
20 sem que seus rins me tenham abençoado, aquecido como estava com a lã de minhas ovelhas;
21 ki te mea i ara tōku ringa hei pēhi i te pani,
21 se levantei a mão contra o órfão, quando me via apoiado pelos juízes,
22 nā, kia marere atu tōku pokohiwi i roto i te peke,
22 que meu ombro caia de minhas costas, que meu braço seja arrancado de seu cotovelo!
23 Ko te whiu hoki a te Atua tāku i wehi ai;
23 Pois o temor de Deus me invadiu, e diante de sua majestade não posso subsistir.
24 “Ki te mea i ū tōku whakaaro ki te kōura,
24 Nunca pus no ouro minha segurança, nem jamais disse ao ouro puro: És minha esperança.
25 ki te mea i koa ahau ki te maha o ōku rawa,
25 Nunca me rejubilei por ser grande a minha riqueza, nem pelo fato de minha mão ter ajuntado muito.
26 ki te mea i kite ahau i te rā e whiti ana,
26 Quando eu via o sol brilhar, e a lua levantar-se em seu esplendor,
27 ā, ka kūmea pukutia atu tōku ngākau,
27 jamais meu coração deixou-se seduzir em segredo, e minha mão não foi levada à boca para um beijo.
28 nā, he kino tēnei hei whiunga mā ngā kaiwhakawā:
28 Isto seria um crime digno de castigo, pois eu teria renegado o Deus do alto.
29 “Ki te mea i koa ahau ki te whakangaromanga o te tangata i kino ki ahau,
29 Nunca me alegrei com a ruína de meu inimigo, e nem exultei quando a infelicidade o feriu.
30 āe, kīhai ahau i tuku i tōku māngai kia hara,
30 Não permiti que minha língua pecasse, reclamando sua morte por uma imprecação.
31 ki te mea kāhore ngā tāngata o tōku tēneti i mea,
31 Jamais as pessoas de minha tenda me disseram: Há alguém que não saiu satisfeito.
32 Kīhai te manene i moe i waho;
32 O estrangeiro não passava a noite fora, eu abria a minha porta ao viajante.
33 ki te mea i pērā ahau me Ārama, i hīpoki i ōku hē,
33 Nunca dissimulei minha culpa aos homens, escondendo em meu peito minha iniqüidade,
34 i wehi hoki ahau i te huihui nui,
34 como se temesse a multidão e receasse o desprezo das famílias, a ponto de me manter quieto sem pôr o pé fora da porta.
35 auē, me i whakarongo mai tētahi ki ahau!
35 Oh, se eu tivesse alguém para me ouvir! Eis a minha assinatura: que o Todo-poderoso me responda! Que o meu adversário escreva também um memorial.
36 Inā, kua amohia e ahau i runga i tōku pokohiwi;
36 Será que eu não o poria sobre meus ombros, e não cingiria minha fronte com ele como de uma coroa?
37 Kua whakaaturia e ahau ki a ia te maha o ōku hīkoinga;
37 Dar-lhe-ia conta de todos os meus passos, e me apresentaria diante dele altivo como um príncipe.
38 “Ki te tangi tāku oneone, he whakahē ki ahau,
38 Se minha terra clamou contra mim, e seus sulcos derramaram lágrimas,
39 ki te mea i kainga e ahau ōna hua he mea kīhai i utua,
39 se comi seus frutos sem pagar, se afligi a alma de seu possuidor,
40 nā, kia riro pū te wīti i te tātarāmoa,
40 que em vez de trigo produza espinhos, e joio em vez de cevada! Aqui terminam os discursos de Jó.

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