Jó 13
La Bible Augustin Crampon 1923 (CRAMP23) vs ARC
1 Voilà que mon oeil a vu tout cela, mon oreille l`a entendu et compris.
1 Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 Ce que vous savez, moi aussi je le sais, je ne vous suis en rien inférieur.
2 Como vós o sabeis, o sei eu também; não vos sou inferior.
3 Mais je veux parler au Tout-Puissant, je veux plaider ma cause avec Dieu.
3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me perante Deus.
4 Car vous n`êtes que des charlatans, vous êtes tous des médecins inutiles.
4 Vós, porém, sois inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada.
5 Que ne gardiez-vous le silence! Il vous eût tenu lieu de sagesse.
5 Tomara que vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 Écoutez, je vous prie, ma défense, soyez attentifs au plaidoyer de mes lèvres.
6 Ouvi agora a minha defesa e escutai os argumentos dos meus lábios.
7 Parlerez-vous mensonge en faveur de Dieu, pour lui, parlerez-vous tromperie?
7 Porventura, por Deus falareis perversidade e por ele enunciareis mentiras?
8 Ferez-vous pour Dieu acception de personnes, vous constituerez-vous avocats?
8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis por Deus?
9 Vous en saura-t-il gré, s`il sonde vos coeurs? Le tromperez-vous comme on trompe un homme?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de qualquer homem?
10 Certainement il vous condamnera, si vous faites en secret acception de personnes.
10 Certamente, vos repreenderá, se em oculto fizerdes distinção de pessoas.
11 Oui, sa majesté vous épouvantera, ses terreurs tomberont sur vous.
11 Porventura, não vos espantará a sua alteza? E não cairá sobre vós o seu temor?
12 Vos arguments sont des raisons de poussière, vos forteresses sont des forteresses d`argile.
12 As vossas memórias são como a cinza; as vossas alturas, como alturas de lodo.
13 Taisez-vous, laissez-moi, je veux parler; il m`en arrivera ce qu`il pourra.
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu; e venha sobre mim o que vier.
14 Je veux prendre ma chair entre les dents, je veux mettre mon âme dans ma main.
14 Por que razão tomaria eu a minha carne com os dentes e poria a minha vida na minha mão?
15 Quand il me tuerait, que je n`aurais rien à espérer, je défendrai devant lui ma conduite.
15 Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei diante dele.
16 Mais il sera mon salut, car l`impie ne saurait paraître en sa présence.
16 Também isto será a minha salvação, porque o ímpio não virá perante ele.
17 Écoutez donc mes paroles, prêtez l`oreille à mon discours.
17 Ouvi com atenção as minhas razões; e com os vossos ouvidos, a minha demonstração.
18 Voici que j`ai préparé ma cause, je sais que je serai justifié.
18 Eis que já tenho ordenado a minha causa e sei que serei achado justo.
19 Est-il quelqu`un qui veuille plaider contre moi? A l`instant même je veux me taire et mourir.
19 Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
20 Seulement épargne-moi deux choses, ô Dieu, et je ne me cacherai pas devant ta face:
20 Duas coisas somente faze comigo; então, me não esconderei do teu rosto:
21 éloigne ta main de dessus moi, et que tes terreurs ne m`épouvantent plus.
21 Desvia a tua mão para longe de mim e não me espante o teu terror.
22 Après cela, appelle, et je répondrai; ou bien je parlerai d`abord, et tu me répondras.
22 Chama, pois, e eu responderei; ou, eu falarei e tu, responde-me.
23 Quel est le nombre de mes iniquités et de mes péchés? Fais-moi connaître mes transgressions et mes offenses.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 Pourquoi cacher ainsi ton visage, et me regarder comme ton ennemi!
24 Por que escondes o teu rosto e me tens por teu inimigo?
25 Veux-tu donc effrayer une feuille agitée par le vent, poursuivre une paille desséchée,
25 Porventura, quebrantarás a folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
26 pour que tu écrives contre moi des choses amères, pour que tu m`imputes les fautes de ma jeunesse,
26 Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
27 pour que tu mettes mes pieds dans les ceps, que tu observes toutes mes démarches, que tu traces une limite à la plante de mes pieds,
27 Também pões os meus pés em cepos, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés,
28 alors que mon corps se consume comme un bois vermoulu, comme un vêtement que dévore la teigne.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a veste, a qual rói a traça.
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