Jó 24

Songhai de Gao (SES) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 «Macin se Hini-kul-koyoo si waati kayandi ciitiyan se?
1 Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não veem tais dias?
2 Boroyaŋ ga ngi faarey kanjey silbawey hibi kʼi tonton,
2 Há os que removem os limites, roubam os rebanhos e os apascentam.
3 I ga alyatimey farkawey dii ka koy,
3 Levam do órfão o jumento, da viúva, tomam-lhe o boi.
4 I ga alfukaarey kaa fondaa ga,
4 Desviam do caminho aos necessitados, e os pobres da terra todos têm de esconder-se.
5 Sanda ganjifarka kaŋ goo saajoo ra,
5 Como asnos monteses no deserto, saem estes para o seu mister, à procura de presa no campo aberto, como pão para eles e seus filhos.
6 I ga subey dunbu hawsaa ra,
6 No campo segam o pasto do perverso e lhe rabiscam a vinha.
7 I ga cijinoo tee gaa koonu bila bankaaray,
7 Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio.
8 Tondi hondey ncirɲey nʼi tayandi,
8 Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
9 Boroyaŋ ga alyatimoo hoobu kʼa taa ɲaŋoo kone,
9 Orfãozinhos são arrancados ao peito, e dos pobres se toma penhor;
10 I ga dira gaa koonu bila bankaaray,
10 de modo que estes andam nus, sem roupa, e, famintos, arrastam os molhos.
11 I ga jii tee zaytuɲaŋey jere,
11 Entre os muros desses perversos espremem o azeite, pisam-lhes o lagar; contudo, padecem sede.
12 Koyraa ra borey kaŋ ga buu ga yooyo,
12 Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos clama; e, contudo, Deus não tem isso por anormal.
13 Boroyaŋ no kaŋ ture gaayoo ga,
13 Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas.
14 Boro wiikaw ga tun waati kaŋ gaayoo bangay,
14 De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão.
15 Zinateeri ga almaaroo monno,
15 Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.
16 Kubaa ra, i ga hugey kayri ka huru i ra,
16 Nas trevas minam as casas, de dia se conservam encerrados, nada querem com a luz.
17 Ngi kul se, subbaahi manʼti kala buuyan biyoo,
17 Pois a manhã para todos eles é como sombra de morte; mas os terrores da noite lhes são familiares.
18 War ga nee kaŋ haroo ga koy nda boro futu nda gaabi,
18 Vós dizeis: Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; maldita é a porção dos tais na terra; já não andam pelo caminho das vinhas.
19 Sanda takaa kaŋ nda kogay
19 A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim faz a sepultura aos que pecaram.
20 Gundoo kaŋ ra a hun dirɲa a,
20 A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança deles; como árvore será quebrado o injusto,
21 Woy gun do a ga koy, woy kaŋ sii nda ize,
21 aquele que devora a estéril que não tem filhos e não faz o bem à viúva.
22 Amma Irkoy ga nga gaaboo ka gaabikoyney kar.
22 Não! Pelo contrário, Deus por sua força prolonga os dias dos valentes; veem-se eles de pé quando desesperavam da vida.
23 A gʼa naŋ, a ga hongu nga goo alaafiya ra,
23 Ele lhes dá descanso, e nisso se estribam; os olhos de Deus estão nos caminhos deles.
24 Boro laaley ga jerandi waati kayna, woo banda ga, i ga dere.
24 São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os mais; são cortados como as pontas das espigas.
25 Manʼti woo no wala, may no ma hin kʼay taarandi?
25 Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?

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