Jó 30

Beebaa Dabu (KPG) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Digau ala e lligi i di au, digaula e gadagada i di au dolomeenei!
1 Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr ao lado dos cães do meu rebanho.
2 Digaula digau huaidu, deai nadau hadinga ai,
2 De que também me serviria a força das suas mãos, homens cujo vigor já pereceu?
3 Digaula e hagaloale huoloo gei e hiigai,
3 De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados.
4 Digaula la digau e daagi nia geinga lodo henua gaa gai,
4 Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro.
5 Nia daangada e wwolowwolo e hagabagi digaula gi daha,
5 Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão;
6 Digaula e noho hua i lodo nia bongoo,
6 habitam nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas.
7 Digaula nogo wwolowwolo gadoo be nia manu lodo geinga,
7 Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
8 Digaula la di buini balumee, gei hagalee e dau!
8 São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados.
9 “Dolomeenei gei nia dama daane digaula gu lloomoi e gadagada mai gi di au,
9 Mas agora sou a sua canção de motejo e lhes sirvo de provérbio.
10 Digaula e gulugulua i di au, e hagamaanadu bolo ginaadou e humalia i di au.
10 Abominam-me, fogem para longe de mim e não se abstêm de me cuspir no rosto.
11 Idimaa God dela ne hai au gi haadanga balua,
11 Porque Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
12 Digau aanei e hai baahi mai gi di au
12 À direita se levanta uma súcia, e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição.
13 Digaula gu duuli dogu ala bolo ginaadou ga daaligi au.
13 Arruínam a minha vereda, promovem a minha calamidade; gente para quem já não há socorro.
14 Digaula gu ulu gi lodo nia bongoo
14 Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante entre as ruínas.
15 Au gu bolebole huoloo i dogu madagu.
15 Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade.
16 “Dolomeenei, gei au gu hoohoo gaa made,
16 Agora, dentro de mim se me derrama a alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
17 Ogu iwi huogodoo e mmae i di boo,
17 A noite me verruma os ossos e os desloca, e não descansa o mal que me rói.
18 God guu kumi dogu uwa, guu dada ogu goloo gi daha.
18 Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha veste, mal que me cinge como a gola da minha túnica.
19 Mee guu hudu au gi lodo nia gelegele pigi,
19 Deus, tu me lançaste na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza.
20 “Meenei God, au gu gahigahi Goe, gei Goe hagalee e hila mai.
20 Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.
21 Goe gu hai hua au haga huaidu,
21 Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates.
22 Goe guu wanga au gi di madangi gi ilia gi daha,
22 Levantas-me sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; dissolves-me no estrondo da tempestade.
23 Au gu iloo bolo Goe gaa wanga au gi di made,
23 Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente.
24 Goe e aha dela e heebagi gi tangada dela gu mooho,
24 De um montão de ruínas não estenderá o homem a mão e na sua desventura não levantará um grito por socorro?
25 E hai behee?
25 Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
26 Au gu hagadagadagagee gi di tene mo di maalama,
26 Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão.
27 Au gu mooho huoloo i dogu hidi gaagaa mo dogu mmae.
27 O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm.
28 Au e heehee hua gei au e honu i di lodo huaidu, deai dogu haga maalama ai.
28 Ando de luto, sem a luz do sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro.
29 Dogu lee la guu honu i di manawa gee gei e buhi,
29 Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes.
30 Dogu gili gu luuli, au guu wele i di magi welengina.
30 Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre.
31 I mua gei au nogo hagalongolongo gi nia lee tenetene,
31 Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram.

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