Jó 41

Versão Católica (VC, 2024) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol, e amarrar-lhe a língua com uma corda?
1 “Você é capaz de pescar o monstro Leviatã com um anzol e prender a sua língua com uma corda?
2 Serás capaz de passar um junco em suas ventas, ou de furar-lhe a mandíbula com um gancho?
2 Você consegue passar uma vara de junco pelo nariz dele? Ou furar o queixo dele com um gancho?
3 Ele te fará muitos rogos, e te dirigirá palavras ternas?
3 Por acaso ele lhe fará muitas súplicas? Ou lhe falará palavras brandas?
4 Concluirá ele um pacto contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo?
4 Será que ele fará um acordo com você, para que seja seu escravo para sempre?
5 Brincarás com ele como com um pássaro, ou atá-lo-ás para divertir teus filhos?
5 Será que você vai brincar com ele, como se fosse um passarinho? Irá prendê-lo com uma corda, para dá-lo às suas meninas?
6 Será ele vendido por uma sociedade de pescadores, e dividido entre os negociantes?
6 Será que os seus sócios o colocarão à venda? Ou irão reparti-lo entre os negociantes?
7 Crivar-lhe-ás a pele de dardos, fincar-lhe-ás um arpão na cabeça?
7 Você consegue encher de arpões a pele dele? Ou cravar fisgas de pesca na sua cabeça?
8 Tenta pôr a mão nele, sempre te lembrarás disso, e não recomeçarás.
8 Ponha a mão sobre ele; você se lembrará da luta e nunca mais repetirá o gesto.”
9 Tua esperança será lograda, bastaria seu aspecto para te arrasar.
9 “Eis que a gente se engana na esperança que tem; não é fato que alguém cairá por terra só em vê-lo?
10 Ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem lhe resistiria face a face?
10 Ninguém é tão ousado, que se atreva a despertá-lo.” “Quem então será capaz de se erguer diante de mim?
11 Quem pôde afrontá-lo e sair com vida, debaixo de toda a extensão do céu?
11 Quem primeiro deu algo a mim, para que eu tenha de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.”
12 Não quero calar {a glória} de seus membros, direi seu vigor incomparável.
12 “Não me calarei a respeito das pernas do Leviatã, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
13 Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura?
13 Quem poderá tirar a capa do seu dorso? Ou lhe penetrará a dupla couraça?
14 Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?
14 Quem abriria as portas de sua boca? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas;
15 As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta.
16 uma toca a outra, o ar não passa por entre elas;
16 A tal ponto uma se junta à outra, que entre elas não passa nem o ar.
17 uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir.
17 Elas se ligam umas às outras, aderem entre si e não podem ser separadas.
18 Seu espirro faz jorrar a luz, seus olhos são como as pálpebras da aurora.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como os raios do amanhecer.
19 De sua goela saem chamas, escapam centelhas ardentes.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 De suas ventas sai uma fumaça, como de uma marmita que ferve entre chamas.
20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente sobre juncos em chama.
21 Seu hálito queima como brasa, a chama jorra de sua goela.
21 O sopro dele acende o carvão; da sua boca saem chamas.
22 Em seu pescoço reside a força, diante dele salta o espanto.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
23 As barbelas de sua carne são aderentes, esticadas sobre ele, inabaláveis.
23 Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
24 Duro como a pedra é seu coração, sólido como a mó fixa de um moinho.
24 O coração dele é duro como uma pedra, firme como a pedra inferior de um moinho.
25 Quando se levanta, tremem as ondas, as vagas do mar se afastam.
25 Quando ele se levanta, os valentes tremem; quando ele irrompe, ficam como que fora de si.
26 Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo.
26 Se o golpe de espada o alcança, isso não tem efeito algum, e o mesmo vale para a lança, o dardo ou a flecha.
27 O ferro para ele é palha; o bronze, pau podre.
27 Para ele, o ferro é como palha, e o cobre, como pau podre.
28 A flecha não o faz fugir, as pedras da funda são palhinhas para ele.
28 As flechas não o fazem fugir; para ele, as pedras das fundas se transformam em palha.
29 O martelo lhe parece um fiapo de palha; ri-se do assobio da azagaia.
29 Os porretes são para ele como talos de capim; quando agitam a lança, ele dá risada.
30 Seu ventre é coberto de cacos de vidro pontudos, é uma grade de ferro que se estende sobre a lama.
30 Debaixo do ventre ele tem escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31 Faz ferver o abismo como uma panela, faz do mar um queimador de perfumes.
31 Leva as profundezas a ferver como panela; torna o mar como caldeira de unguento.
32 Deixa atrás de si um sulco brilhante, como se o abismo tivesse cabelos brancos.
32 Deixa atrás de si um sulco luminoso, como se o abismo tivesse uma cabeleira branca.
33 Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada;
33 Na terra, não há ninguém como ele, pois foi feito para nunca ter medo.
34 afronta tudo o que é elevado, é o rei dos mais orgulhosos animais.
34 O Leviatã olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os orgulhosos.”

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