Jó 41

Versão Católica (VC, 2024) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol, e amarrar-lhe a língua com uma corda?
1 Poderás pescar com anzol o leviatã ou ligarás a sua língua com a corda?
2 Serás capaz de passar um junco em suas ventas, ou de furar-lhe a mandíbula com um gancho?
2 Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada?
3 Ele te fará muitos rogos, e te dirigirá palavras ternas?
3 Porventura, multiplicará as suas suplicações para contigo? Ou brandamente te falará?
4 Concluirá ele um pacto contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo?
4 Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre?
5 Brincarás com ele como com um pássaro, ou atá-lo-ás para divertir teus filhos?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas?
6 Será ele vendido por uma sociedade de pescadores, e dividido entre os negociantes?
6 Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes?
7 Crivar-lhe-ás a pele de dardos, fincar-lhe-ás um arpão na cabeça?
7 Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça de arpéus de pescadores?
8 Tenta pôr a mão nele, sempre te lembrarás disso, e não recomeçarás.
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais tal intentarás.
9 Tua esperança será lograda, bastaria seu aspecto para te arrasar.
9 Eis que a sua esperança falhará; porventura, nenhum à sua vista será derribado?
10 Ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem lhe resistiria face a face?
10 Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?
11 Quem pôde afrontá-lo e sair com vida, debaixo de toda a extensão do céu?
11 Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir- lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
12 Não quero calar {a glória} de seus membros, direi seu vigor incomparável.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da relação das suas forças, nem da graça da sua compostura.
13 Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura?
13 Quem descobriria a superfície da sua veste? Quem entrará entre as suas queixadas dobradas?
14 Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas;
15 As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado.
16 uma toca a outra, o ar não passa por entre elas;
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem um assopro passa por entre elas.
17 uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir.
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
18 Seu espirro faz jorrar a luz, seus olhos são como as pálpebras da aurora.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 De sua goela saem chamas, escapam centelhas ardentes.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 De suas ventas sai uma fumaça, como de uma marmita que ferve entre chamas.
20 Do seu nariz procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira.
21 Seu hálito queima como brasa, a chama jorra de sua goela.
21 O seu hálito faz acender os carvões; e da sua boca sai chama.
22 Em seu pescoço reside a força, diante dele salta o espanto.
22 No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer.
23 As barbelas de sua carne são aderentes, esticadas sobre ele, inabaláveis.
23 Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move.
24 Duro como a pedra é seu coração, sólido como a mó fixa de um moinho.
24 O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.
25 Quando se levanta, tremem as ondas, as vagas do mar se afastam.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos, ficam fora de si.
26 Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo.
26 Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha.
27 O ferro para ele é palha; o bronze, pau podre.
27 Ele reputa o ferro palha, e o cobre, pau podre.
28 A flecha não o faz fugir, as pedras da funda são palhinhas para ele.
28 A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29 O martelo lhe parece um fiapo de palha; ri-se do assobio da azagaia.
29 As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança.
30 Seu ventre é coberto de cacos de vidro pontudos, é uma grade de ferro que se estende sobre a lama.
30 Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama.
31 Faz ferver o abismo como uma panela, faz do mar um queimador de perfumes.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem.
32 Deixa atrás de si um sulco brilhante, como se o abismo tivesse cabelos brancos.
32 Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
33 Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada;
33 Na terra, não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.
34 afronta tudo o que é elevado, é o rei dos mais orgulhosos animais.
34 Todo o alto vê; é rei sobre todos os filhos de animais altivos.

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