Jó 41
Versão Católica (VC, 2024) vs ARA
1 Poderás tu fisgar Leviatã com um anzol, e amarrar-lhe a língua com uma corda?
1 Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda?
2 Serás capaz de passar um junco em suas ventas, ou de furar-lhe a mandíbula com um gancho?
2 Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho?
3 Ele te fará muitos rogos, e te dirigirá palavras ternas?
3 Acaso, te fará muitas súplicas? Ou te falará palavras brandas?
4 Concluirá ele um pacto contigo, a fim de que faças dele sempre teu escravo?
4 Fará ele acordo contigo? Ou tomá-lo-ás por servo para sempre?
5 Brincarás com ele como com um pássaro, ou atá-lo-ás para divertir teus filhos?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho? Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas?
6 Será ele vendido por uma sociedade de pescadores, e dividido entre os negociantes?
6 Acaso, os teus sócios negociam com ele? Ou o repartirão entre os mercadores?
7 Crivar-lhe-ás a pele de dardos, fincar-lhe-ás um arpão na cabeça?
7 Encher-lhe-ás a pele de arpões? Ou a cabeça, de farpas?
8 Tenta pôr a mão nele, sempre te lembrarás disso, e não recomeçarás.
8 Põe a mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás.
9 Tua esperança será lograda, bastaria seu aspecto para te arrasar.
9 Eis que a gente se engana em sua esperança; acaso, não será o homem derribado só em vê-lo?
10 Ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem lhe resistiria face a face?
10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim?
11 Quem pôde afrontá-lo e sair com vida, debaixo de toda a extensão do céu?
11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
12 Não quero calar {a glória} de seus membros, direi seu vigor incomparável.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
13 Quem levantou a dianteira de sua couraça? Quem penetrou na dupla linha de sua dentadura?
13 Quem lhe abrirá as vestes do seu dorso? Ou lhe penetrará a couraça dobrada?
14 Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Sua costa é um aglomerado de escudos, cujas juntas são estreitamente ligadas;
15 As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta.
16 uma toca a outra, o ar não passa por entre elas;
16 A tal ponto uma se chega à outra, que entre elas não entra nem o ar.
17 uma adere tão bem à outra, que são encaixadas sem se poderem desunir.
17 Umas às outras se ligam, aderem entre si e não se podem separar.
18 Seu espirro faz jorrar a luz, seus olhos são como as pálpebras da aurora.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 De sua goela saem chamas, escapam centelhas ardentes.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 De suas ventas sai uma fumaça, como de uma marmita que ferve entre chamas.
20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem.
21 Seu hálito queima como brasa, a chama jorra de sua goela.
21 O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.
22 Em seu pescoço reside a força, diante dele salta o espanto.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
23 As barbelas de sua carne são aderentes, esticadas sobre ele, inabaláveis.
23 Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
24 Duro como a pedra é seu coração, sólido como a mó fixa de um moinho.
24 O seu coração é firme como uma pedra, firme como a mó de baixo.
25 Quando se levanta, tremem as ondas, as vagas do mar se afastam.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; quando irrompe, ficam como que fora de si.
26 Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo.
26 Se o golpe de espada o alcança, de nada vale, nem de lança, de dardo ou de flecha.
27 O ferro para ele é palha; o bronze, pau podre.
27 Para ele, o ferro é palha, e o cobre, pau podre.
28 A flecha não o faz fugir, as pedras da funda são palhinhas para ele.
28 A seta o não faz fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29 O martelo lhe parece um fiapo de palha; ri-se do assobio da azagaia.
29 Os porretes atirados são para ele como palha, e ri-se do brandir da lança.
30 Seu ventre é coberto de cacos de vidro pontudos, é uma grade de ferro que se estende sobre a lama.
30 Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31 Faz ferver o abismo como uma panela, faz do mar um queimador de perfumes.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como caldeira de unguento.
32 Deixa atrás de si um sulco brilhante, como se o abismo tivesse cabelos brancos.
32 Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido.
33 Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de nada;
33 Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo.
34 afronta tudo o que é elevado, é o rei dos mais orgulhosos animais.
34 Ele olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os animais orgulhosos.
Atalhos do teclado
- Capítulo anterior←
- Próximo capítulo→
- Versículo anteriork
- Próximo versículoj
- Limpar seleçãoEsc
- Esta ajuda?
Estude este capítulo no WhatsApp
Peça à IA da Bíblia Fala para explicar Jó 41, comparar traduções ou montar um estudo — tudo direto pelo WhatsApp.