Jó 13
French Bible Bovet Bonnet (1900) (FREBBB) vs NAA
1 Tout cela, mon œil l'a vu, Mon oreille l'a entendu et l'a saisi.
1 “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 Ce que vous savez, je le sais, moi aussi : Je ne vous suis pas inférieur.
2 O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
3 Non ! Mais c'est au Puissant que je veux parler ; Il me plaît d'entrer en cause avec Dieu.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
4 Vous, vous n'employez qu'un vernis trompeur, Vous êtes tous des médecins de néant !
4 Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
5 Que ne gardez-vous le silence ! Cela vous serait imputé à sagesse.
5 Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!”
6 Ecoutez donc ma réprimande, Soyez attentifs aux réclamations de mes lèvres.
6 “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
7 Voulez-vous défendre Dieu par des discours iniques, Prononcer pour lui des mensonges ?
7 Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
8 Voulez-vous faire acception de personnes en sa faveur, Ou vous faire ses avocats ?
8 Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
9 Vous en trouverez-vous bien, quand il sondera vos cœurs ? Le tromperez-vous comme on trompe un homme ?
9 Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
10 Il ne manquera pas de vous châtier, Si en secret vous faites acception de personnes.
10 Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
11 Sa majesté ne vous épouvantera-t-elle pas, Sa terreur ne tombera-t-elle pas sur vous ?
11 A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
12 Vos mémorables sentences sont des sentences de cendre ; Vos forteresses seront des forteresses d'argile.
12 As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.”
13 Taisez-vous, et je parlerai, moi, Et qu'il m'arrive ce qu'il pourra !
13 “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
14 Je veux prendre ma chair entre mes dents, Et mettre ma vie dans mes mains.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
15 Sans doute, il me tuera ; je n'espère plus rien ; Je veux lui prouver en face mon innocence.
15 Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
16 Cela même servira à ma délivrance, Car un impie ne subsiste pas devant lui.
16 Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
17 Ecoutez bien mon discours ; Que mon explication pénètre dans vos oreilles.
17 Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
18 Voici, j'ai disposé mes arguments, Je sais que j'ai raison.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.”
19 Qui donc plaidera contre moi ? Je me tairais aussitôt et je mourrais.
19 “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
20 Seulement, ne me refuse pas ces deux choses, Et je ne chercherai pas à me cacher loin de toi :
20 Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
21 Eloigne de dessus moi ta main, Et que tes terreurs ne m'effraient plus !
21 tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.”
22 Alors, produis ta plainte et je répondrai, Ou bien je parlerai et tu répliqueras.
22 “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
23 Combien ai-je commis de fautes et de péchés ? Fais-moi connaître mon offense et mon péché !
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.”
24 Pourquoi caches-tu ta face Et me regardes-tu comme ton ennemi ?
24 “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
25 Veux-tu épouvanter une feuille qui vole, Poursuivre une paille desséchée,
25 Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?”
26 Que tu écrives contre moi des choses amères, Que tu me tiennes compte des fautes de ma jeunesse,
26 “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 Que tu mettes mes pieds dans des entraves, Que tu surveilles tous mes sentiers, Que tu traces une limite à mes pas ?
27 Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 Et lui, il tombe en poussière comme un bois pourri, Comme un habit que la teigne a dévoré.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.”
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