Jó 3
Versão Católica (VC, 2024) vs NVI
1 Então Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento.
1 Depois disso Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento,
2 Jó falou nestes termos:
2 dizendo:
3 Pereça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: uma criança masculina foi concebida!
3 "Pereça o dia do meu nascimento e a noite em que se disse: ‘Nasceu um menino! ’
4 Que esse dia se mude em trevas! Que Deus, lá do alto, não se incomode com ele; que a luz não brilhe sobre ele!
4 Transforme-se aquele dia em trevas, e Deus, lá do alto, não se importe com ele; não resplandeça a luz sobre ele.
5 Que trevas e obscuridade se apoderem dele, que nuvens o envolvam, que eclipses o apavorem,
5 Chamem-no de volta as trevas e a mais densa escuridão; coloque-se uma nuvem sobre ele e o negrume aterrorize a sua luz.
6 que a sombra o domine; esse dia, que não seja contado entre os dias do ano, nem seja computado entre os meses!
6 Apoderem-se daquela noite densas trevas! Não seja ela incluída entre os dias do ano, nem faça parte de nenhum dos meses.
7 Que seja estéril essa noite, que nenhum grito de alegria se faça ouvir nela.
7 Seja aquela noite estéril, e nela não se ouçam brados de alegria.
8 Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoaram os dias, aqueles que são hábeis para evocar Leviatã!
8 Amaldiçoem aquele dia os que amaldiçoam os dias e são capazes de atiçar o Leviatã.
9 Que as estrelas de sua madrugada se obscureçam, e em vão espere a luz, e não veja abrirem-se as pálpebras da aurora,
9 Fiquem escuras as suas estrelas matutinas, e espere ele em vão pela luz do sol e não veja os primeiros raios da alvorada,
10 já que não fechou o ventre que me carregou para me poupar a vista do mal!
10 pois não fechou as portas do ventre materno para evitar que eu contemplasse males.
11 Por que não morri no seio materno, por que não pereci saindo de suas entranhas?
11 "Por que não morri ao nascer, e não pereci quando saí do ventre?
12 Por que dois joelhos para me acolherem, por que dois seios para me amamentarem?
12 Por que houve joelhos para me receberem e seios para me amamentarem?
13 Estaria agora deitado e em paz, dormiria e teria o repouso
13 Agora eu bem poderia estar deitado em paz e achar repouso
14 com os reis, árbitros da terra, que constroem para si mausoléus;
14 junto aos reis e conselheiros da terra, que construíram para si lugares que agora jazem em ruínas,
15 com os príncipes que possuíam o ouro, e enchiam de dinheiro as suas casas.
15 com governantes que possuíam ouro, que enchiam suas casas de prata.
16 Ou então, como o aborto escondido, eu não teria existido, como as crianças que não viram o dia.
16 Por que não me sepultaram como criança abortada, como um bebê que nunca viu a luz do dia?
17 Ali, os maus cessam os seus furores, ali, repousam os exaustos de forças,
17 Ali os ímpios já não se agitam, e ali os cansados permanecem em repouso;
18 ali, os prisioneiros estão tranqüilos, já não mais ouvem a voz do exator.
18 os prisioneiros também desfrutam sossego, já não ouvem mais os gritos do feitor de escravos.
19 Ali, juntos, os pequenos e os grandes se encontram, o escravo ali está livre do jugo do seu senhor.
19 Os simples e os poderosos ali estão, e o escravo está livre de seu senhor.
20 Por que conceder a luz aos infelizes, e a vida àqueles cuja alma está desconsolada,
20 "Por que se dá luz aos infelizes, e vida aos de alma amargurada,
21 que esperam a morte, sem que ela venha, e a procuram mais ardentemente do que um tesouro,
21 aos que anseiam pela morte, e esta não vem, e a procuram mais do que a um tesouro oculto,
22 que são felizes até ficarem transportados de alegria, quando encontrarem o sepulcro?
22 aos que se enchem de alegria e exultam quando vão para a sepultura?
23 Ao homem cujo caminho é escondido e que Deus cerca de todos os lados?
23 Por que se dá vida àquele cujo caminho é oculto, e a quem Deus fechou as saídas?
24 Em lugar do pão tenho meus suspiros, e os meus gemidos se espalham como a água.
24 Pois me vêm suspiros em vez de comida; meus gemidos transbordam como água.
25 Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me.
25 O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu.
26 Não tenho paz, nem descanso, nem repouso; só tenho agitação.
26 Não tenho paz, nem tranqüilidade, nem descanso; somente inquietação".
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