Jó 38

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Então, do seio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta:
1 Depois disto, o Senhor , do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
2 Quem é aquele que obscurece assim a Providência com discursos sem inteligência?
2 Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?
3 Cinge os teus rins como um homem; vou interrogar-te e tu me responderás.
3 Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber.
4 Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso.
4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento.
5 Quem lhe tomou as medidas, já que o sabes? Quem sobre ela estendeu o cordel?
5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
6 Sobre que repousam suas bases? Quem colocou nela a pedra de ângulo,
6 Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular,
7 sob os alegres concertos dos astros da manhã, sob as aclamações de todos os filhos de Deus?
7 quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?
8 Quem fechou com portas o mar, quando brotou do seio maternal,
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre;
9 quando lhe dei as nuvens por vestimenta, e o enfaixava com névoas tenebrosas;
9 quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas?
10 quando lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas,
11 dizendo: Chegarás até aqui, não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas?
11 e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas?
12 Algum dia na vida deste ordens à manhã? Indicaste à aurora o seu lugar,
12 Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar,
13 para que ela alcançasse as extremidades da terra, e dela sacudisse os maus,
13 para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos?
14 para que ela tome forma como a argila de sinete e tome cor como um vestido,
14 A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos;
15 para que seja recusada aos maus a sua luz, e sejam quebrados seus braços já erguidos?
15 dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta.
16 Foste até as fontes do mar? Passaste até o fundo do abismo?
16 Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo?
17 Apareceram-te, porventura, as portas da morte? Viste, por acaso, as portas da tenebrosa morada?
17 Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?
18 Abraçaste com o olhar a extensão da terra? Fala, se sabes tudo isso!
18 Tens ideia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes.
19 Qual é o caminho da morada luminosa? Onde é a residência das trevas?
19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar,
20 Poderias alcançá-la em seu domínio, e reconhecer as veredas de sua morada?
20 para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa?
21 Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido: são tão numerosos os teus dias!
21 Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias!
22 Penetraste nos depósitos da neve? Visitaste os armazéns dos granizos,
22 Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva,
23 que reservo para os tempos de tormento, para os dias de luta e de batalha?
23 que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
24 Por que caminho se espalha o nevoeiro, e o vento do oriente se expande pela terra?
24 Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra?
25 Quem abre um canal para os aguaceiros, e uma rota para o relâmpago,
25 Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões;
26 para fazer chover sobre uma terra desabitada, sobre um deserto sem seres humanos,
26 para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente;
27 para regar regiões vastas e desoladas, para nelas fazer germinar a erva verdejante?
27 para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva?
28 Terá a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho?
28 Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
29 De que seio sai o gelo, quem engendra a geada do céu,
29 De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu?
30 quando endurecem as águas como a pedra, e se torna sólida a superfície do abismo?
30 As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta.
31 És tu que atas os laços das Plêiades, ou que desatas as correntes do Órion?
31 Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?
32 És tu que fazes sair a seu tempo as constelações, e conduzes a grande Ursa com seus filhinhos?
32 Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?
33 Conheces as leis do céu, regulas sua influência sobre a terra?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra?
34 Levantarás a tua voz até as nuvens, e o dilúvio te obedecerá?
34 Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35 Tua ordem fará os relâmpagos surgirem, e dir-te-ão eles: Eis-nos aqui?
35 Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?
36 Quem pôs a sabedoria nas nuvens, e a inteligência no meteoro?
36 Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?
37 Quem pode enumerar as nuvens, e inclinar as urnas do céu,
37 Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar,
38 para que a poeira se mova em massa compacta, e os seus torrões se aglomerem?
38 para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?
39 És tu que caças a presa para a leoa, e que satisfazes a fome dos leõezinhos
39 Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos,
40 quando estão deitados em seus covis, ou quando se emboscam nas covas?
40 quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando seus filhinhos gritam para Deus, quando andam de um lado para outro sem comida?
41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?

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