Jó 38
Versão Católica (VC, 2024) vs ARIB
1 Então, do seio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta:
1 Depois disso o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho, dizendo:
2 Quem é aquele que obscurece assim a Providência com discursos sem inteligência?
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
3 Cinge os teus rins como um homem; vou interrogar-te e tu me responderás.
3 Agora cinge os teus lombos, como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás.
4 Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso.
4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe tomou as medidas, já que o sabes? Quem sobre ela estendeu o cordel?
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que repousam suas bases? Quem colocou nela a pedra de ângulo,
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 sob os alegres concertos dos astros da manhã, sob as aclamações de todos os filhos de Deus?
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?
8 Quem fechou com portas o mar, quando brotou do seio maternal,
8 Ou quem encerrou com portas o mar, quando este rompeu e saiu da madre;
9 quando lhe dei as nuvens por vestimenta, e o enfaixava com névoas tenebrosas;
9 quando eu lhe pus nuvens por vestidura, e escuridão por faixas,
10 quando lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
10 e lhe tracei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos,
11 dizendo: Chegarás até aqui, não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas?
11 e lhe disse: Até aqui virás, porém não mais adiante; e aqui se quebrarão as tuas ondas orgulhosas?
12 Algum dia na vida deste ordens à manhã? Indicaste à aurora o seu lugar,
12 Desde que começaram os teus dias, deste tu ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar,
13 para que ela alcançasse as extremidades da terra, e dela sacudisse os maus,
13 para que agarrasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela?
14 para que ela tome forma como a argila de sinete e tome cor como um vestido,
14 A terra se transforma como o barro sob o selo; e todas as coisas se assinalam como as cores dum vestido.
15 para que seja recusada aos maus a sua luz, e sejam quebrados seus braços já erguidos?
15 E dos ímpios é retirada a sua luz, e o braço altivo se quebranta.
16 Foste até as fontes do mar? Passaste até o fundo do abismo?
16 Acaso tu entraste até os mananciais do mar, ou passeaste pelos recessos do abismo?
17 Apareceram-te, porventura, as portas da morte? Viste, por acaso, as portas da tenebrosa morada?
17 Ou foram-te descobertas as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
18 Abraçaste com o olhar a extensão da terra? Fala, se sabes tudo isso!
18 Compreendeste a largura da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isso.
19 Qual é o caminho da morada luminosa? Onde é a residência das trevas?
19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar,
20 Poderias alcançá-la em seu domínio, e reconhecer as veredas de sua morada?
20 para que às tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas para a sua casa?
21 Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido: são tão numerosos os teus dias!
21 De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e porque é grande o número dos teus dias!
22 Penetraste nos depósitos da neve? Visitaste os armazéns dos granizos,
22 Acaso entraste nos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
23 que reservo para os tempos de tormento, para os dias de luta e de batalha?
23 que eu tenho reservado para o tempo da angústia, para o dia da peleja e da guerra?
24 Por que caminho se espalha o nevoeiro, e o vento do oriente se expande pela terra?
24 Onde está o caminho para o lugar em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
25 Quem abre um canal para os aguaceiros, e uma rota para o relâmpago,
25 Quem abriu canais para o aguaceiro, e um caminho para o relâmpago do trovão;
26 para fazer chover sobre uma terra desabitada, sobre um deserto sem seres humanos,
26 para fazer cair chuva numa terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há gente;
27 para regar regiões vastas e desoladas, para nelas fazer germinar a erva verdejante?
27 para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer a tenra relva?
28 Terá a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho?
28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
29 De que seio sai o gelo, quem engendra a geada do céu,
29 Do ventre de quem saiu o gelo? E quem gerou a geada do céu?
30 quando endurecem as águas como a pedra, e se torna sólida a superfície do abismo?
30 Como pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.
31 És tu que atas os laços das Plêiades, ou que desatas as correntes do Órion?
31 Podes atar as cadeias das Plêiades, ou soltar os atilhos do Oriom?
32 És tu que fazes sair a seu tempo as constelações, e conduzes a grande Ursa com seus filhinhos?
32 Ou fazer sair as constelações a seu tempo, e guiar a ursa com seus filhos?
33 Conheces as leis do céu, regulas sua influência sobre a terra?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o seu domínio sobre a terra?
34 Levantarás a tua voz até as nuvens, e o dilúvio te obedecerá?
34 Ou podes levantar a tua voz até as nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35 Tua ordem fará os relâmpagos surgirem, e dir-te-ão eles: Eis-nos aqui?
35 Ou ordenarás aos raios de modo que saiam? Eles te dirão: Eis-nos aqui?
36 Quem pôs a sabedoria nas nuvens, e a inteligência no meteoro?
36 Quem pôs sabedoria nas densas nuvens, ou quem deu entendimento ao meteoro?
37 Quem pode enumerar as nuvens, e inclinar as urnas do céu,
37 Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres do céu, quem os esvaziará,
38 para que a poeira se mova em massa compacta, e os seus torrões se aglomerem?
38 quando se funde o pó em massa, e se pegam os torrões uns aos outros?
39 És tu que caças a presa para a leoa, e que satisfazes a fome dos leõezinhos
39 Podes caçar presa para a leoa, ou satisfazer a fome dos filhos dos leões,
40 quando estão deitados em seus covis, ou quando se emboscam nas covas?
40 quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando seus filhinhos gritam para Deus, quando andam de um lado para outro sem comida?
41 Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando os seus pintainhos clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?
Atalhos do teclado
- Capítulo anterior←
- Próximo capítulo→
- Versículo anteriork
- Próximo versículoj
- Limpar seleçãoEsc
- Esta ajuda?
Estude este capítulo no WhatsApp
Peça à IA da Bíblia Fala para explicar Jó 38, comparar traduções ou montar um estudo — tudo direto pelo WhatsApp.