Jó 13
Versão Católica (VC, 2024) vs NVT
1 Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram;
1 “Vi tudo isso com os próprios olhos; ouvi com os próprios ouvidos, e agora entendo.
2 aquilo que vós sabeis, eu também o sei, não vos sou inferior em nada.
2 O que vocês sabem, eu também sei; não são melhores que eu.
3 Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, é com Deus que eu desejaria discutir,
3 Quero falar diretamente com o Todo-poderoso, quero defender minha causa diante de Deus.
4 pois vós não sois mais que impostores, não sois senão médicos que não prestam para nada.
4 Vocês me difamam com mentiras; são médicos incapazes de curar.
5 Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios.
5 Se ao menos se calassem! É a atitude mais sábia que poderiam tomar.
6 Escutai, pois, minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar.
6 Ouçam minha defesa, prestem atenção a meus argumentos.
7 Para defender Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor?
7 “Vocês querem defender Deus com mentiras? Apresentam argumentos desonestos em nome dele?
8 Tereis, para com ele, juízos preconcebidos, e vos arvorais em ser seus advogados?
8 Distorcem seu testemunho em favor dele? Acaso são advogados de Deus?
9 Seria, porventura, bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana um homem?
9 O que acontecerá quando ele decidir investigá-los? Conseguirão enganá-lo como enganam qualquer pessoa?
10 Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente.
10 Não! Certamente ele os repreenderá se distorcerem às escondidas seu testemunho em favor dele.
11 Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão?
11 Acaso a majestade dele não os aterrorizará? O terror dele não cairá sobre vocês?
12 Vossos argumentos são razões de poeira, vossas dilapidações são obras de barro.
12 Suas frases feitas valem tanto quanto cinzas; sua defesa é fraca como um pote de barro.
13 Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer!
13 “Calem-se e deixem-me em paz! Permitam-me falar, e eu arcarei com as consequências.
14 Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.
14 Sim, porei minha vida em risco e direi o que penso de fato.
15 Se ele me mata, nada mais tenho a esperar, e assim mesmo defenderei minha causa diante dele.
15 Ainda que Deus me mate, ele é minha única esperança; apresentarei a ele minha causa.
16 Isso já será minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença.
16 Isto, porém, é o que me salvará: não sou ímpio; se o fosse, não poderia me colocar diante dele.
17 Escutai, pois, meu discurso, dai ouvido às minhas explicações;
17 “Escutem bem o que vou dizer, ouçam-me com atenção.
18 estou pronto para defender minha causa, sei que sou eu quem tem razão.
18 Preparei minha defesa; serei declarado inocente.
19 Se alguém quiser demandar contra mim no mesmo instante desejarei calar e morrer.
19 Quem pode discutir comigo a esse respeito? E, se provarem que estou errado, me calarei e morrerei.”
20 Poupai-me apenas duas coisas! E não me esconderei de tua face:
20 “Ó Deus, concede-me estas duas coisas, e não me esconderei de ti.
21 afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores.
21 Remove tua mão de cima de mim e não me assustes com tua temível presença.
22 Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica.
22 Chama-me, e eu responderei; ou permita que eu fale e responde-me.
23 Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas.
23 Diga-me, o que fiz de errado? Mostra-me minha rebeldia e meu pecado.
24 Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?
24 Por que te afastas de mim? Por que me tratas como teu inimigo?
25 Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?
25 Atormentarias uma folha soprada pelo vento? Perseguirias a palha seca?
26 Pois queres ditar contra mim amargas sentenças, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade,
26 “Escreves acusações amargas contra mim e trazes à tona os pecados de minha juventude.
27 queres enfiar os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos, e contar os rastos de meus pés?
27 Prendes meus pés com correntes, vigias todos os meus caminhos e examinas todas as minhas pegadas.
28 {E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça}.
28 Eu me consumo como madeira que apodrece, como roupa comida pela traça.”
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