Jó 13

Versão Católica (VC, 2024) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram;
1 “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 aquilo que vós sabeis, eu também o sei, não vos sou inferior em nada.
2 O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
3 Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, é com Deus que eu desejaria discutir,
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
4 pois vós não sois mais que impostores, não sois senão médicos que não prestam para nada.
4 Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
5 Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios.
5 Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!”
6 Escutai, pois, minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar.
6 “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
7 Para defender Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor?
7 Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
8 Tereis, para com ele, juízos preconcebidos, e vos arvorais em ser seus advogados?
8 Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
9 Seria, porventura, bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana um homem?
9 Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
10 Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente.
10 Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
11 Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão?
11 A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
12 Vossos argumentos são razões de poeira, vossas dilapidações são obras de barro.
12 As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.”
13 Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer!
13 “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
14 Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
15 Se ele me mata, nada mais tenho a esperar, e assim mesmo defenderei minha causa diante dele.
15 Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
16 Isso já será minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença.
16 Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
17 Escutai, pois, meu discurso, dai ouvido às minhas explicações;
17 Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
18 estou pronto para defender minha causa, sei que sou eu quem tem razão.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.”
19 Se alguém quiser demandar contra mim no mesmo instante desejarei calar e morrer.
19 “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
20 Poupai-me apenas duas coisas! E não me esconderei de tua face:
20 Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
21 afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores.
21 tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.”
22 Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica.
22 “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
23 Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.”
24 Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?
24 “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
25 Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?
25 Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?”
26 Pois queres ditar contra mim amargas sentenças, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade,
26 “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 queres enfiar os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos, e contar os rastos de meus pés?
27 Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 {E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça}.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.”

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