Jó 13

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram;
1 Eis que tudo isso viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 aquilo que vós sabeis, eu também o sei, não vos sou inferior em nada.
2 Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
3 Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, é com Deus que eu desejaria discutir,
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus.
4 pois vós não sois mais que impostores, não sois senão médicos que não prestam para nada.
4 Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada.
5 Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios.
5 Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 Escutai, pois, minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar.
6 Ouvi agora a minha defesa e atentai para os argumentos dos meus lábios.
7 Para defender Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor?
7 Porventura, falareis perversidade em favor de Deus e a seu favor falareis mentiras?
8 Tereis, para com ele, juízos preconcebidos, e vos arvorais em ser seus advogados?
8 Sereis parciais por ele? Contendereis a favor de Deus?
9 Seria, porventura, bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana um homem?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer?
10 Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente.
10 Acerbamente vos repreenderá, se em oculto fordes parciais.
11 Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão?
11 Porventura, não vos amedrontará a sua dignidade, e não cairá sobre vós o seu terror?
12 Vossos argumentos são razões de poeira, vossas dilapidações são obras de barro.
12 As vossas máximas são como provérbios de cinza, os vossos baluartes, baluartes de barro.
13 Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer!
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
14 Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a vida na minha mão.
15 Se ele me mata, nada mais tenho a esperar, e assim mesmo defenderei minha causa diante dele.
15 Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento.
16 Isso já será minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença.
16 Também isto será a minha salvação, o fato de o ímpio não vir perante ele.
17 Escutai, pois, meu discurso, dai ouvido às minhas explicações;
17 Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição.
18 estou pronto para defender minha causa, sei que sou eu quem tem razão.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.
19 Se alguém quiser demandar contra mim no mesmo instante desejarei calar e morrer.
19 Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito.
20 Poupai-me apenas duas coisas! E não me esconderei de tua face:
20 Concede-me somente duas coisas; então, me não esconderei do teu rosto:
21 afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores.
21 alivia a tua mão de sobre mim, e não me espante o teu terror.
22 Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica.
22 Interpela-me, e te responderei ou deixa-me falar e tu me responderás.
23 Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?
24 Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo?
25 Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?
25 Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás a palha seca?
26 Pois queres ditar contra mim amargas sentenças, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade,
26 Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 queres enfiar os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos, e contar os rastos de meus pés?
27 Também pões os meus pés no tronco, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 {E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça}.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça.

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