Jó 13

Versão Católica (VC, 2024) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram;
1 Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 aquilo que vós sabeis, eu também o sei, não vos sou inferior em nada.
2 Como vós o sabeis, o sei eu também; não vos sou inferior.
3 Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, é com Deus que eu desejaria discutir,
3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me perante Deus.
4 pois vós não sois mais que impostores, não sois senão médicos que não prestam para nada.
4 Vós, porém, sois inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada.
5 Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios.
5 Tomara que vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 Escutai, pois, minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar.
6 Ouvi agora a minha defesa e escutai os argumentos dos meus lábios.
7 Para defender Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor?
7 Porventura, por Deus falareis perversidade e por ele enunciareis mentiras?
8 Tereis, para com ele, juízos preconcebidos, e vos arvorais em ser seus advogados?
8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis por Deus?
9 Seria, porventura, bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana um homem?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de qualquer homem?
10 Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente.
10 Certamente, vos repreenderá, se em oculto fizerdes distinção de pessoas.
11 Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão?
11 Porventura, não vos espantará a sua alteza? E não cairá sobre vós o seu temor?
12 Vossos argumentos são razões de poeira, vossas dilapidações são obras de barro.
12 As vossas memórias são como a cinza; as vossas alturas, como alturas de lodo.
13 Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer!
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu; e venha sobre mim o que vier.
14 Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.
14 Por que razão tomaria eu a minha carne com os dentes e poria a minha vida na minha mão?
15 Se ele me mata, nada mais tenho a esperar, e assim mesmo defenderei minha causa diante dele.
15 Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei diante dele.
16 Isso já será minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença.
16 Também isto será a minha salvação, porque o ímpio não virá perante ele.
17 Escutai, pois, meu discurso, dai ouvido às minhas explicações;
17 Ouvi com atenção as minhas razões; e com os vossos ouvidos, a minha demonstração.
18 estou pronto para defender minha causa, sei que sou eu quem tem razão.
18 Eis que já tenho ordenado a minha causa e sei que serei achado justo.
19 Se alguém quiser demandar contra mim no mesmo instante desejarei calar e morrer.
19 Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
20 Poupai-me apenas duas coisas! E não me esconderei de tua face:
20 Duas coisas somente faze comigo; então, me não esconderei do teu rosto:
21 afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores.
21 Desvia a tua mão para longe de mim e não me espante o teu terror.
22 Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica.
22 Chama, pois, e eu responderei; ou, eu falarei e tu, responde-me.
23 Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?
24 Por que escondes o teu rosto e me tens por teu inimigo?
25 Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?
25 Porventura, quebrantarás a folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
26 Pois queres ditar contra mim amargas sentenças, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade,
26 Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
27 queres enfiar os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos, e contar os rastos de meus pés?
27 Também pões os meus pés em cepos, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés,
28 {E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça}.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a veste, a qual rói a traça.

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