Jó 38

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NTLH

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NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000
1 Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo:
1 Depois disso, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó a seguinte resposta:
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
2 “As suas palavras só mostram a sua ignorância; quem é você para pôr em dúvida a minha sabedoria?
3 Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.
3 Mostre agora que é valente e responda às perguntas que lhe vou fazer.
4 Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.
4 “Onde é que você estava quando criei o mundo? Se você é tão inteligente, explique isso.
5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
5 Você sabe quem resolveu qual seria o tamanho do mundo e quem foi que fez as medições?
6 Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,
6 Em cima de que estão firmadas as colunas que sustentam a terra? Quem foi que assentou a pedra principal do alicerce do mundo?
7 Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
7 Na manhã da criação, as estrelas cantavam em coro, e os servidores celestiais soltavam gritos de alegria.
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;
8 “Quando o Mar jorrou do ventre da terra, quem foi que fechou os portões para segurá-lo?
9 Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?
9 Fui eu que cobri o Mar com as nuvens e o envolvi com a escuridão.
10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
10 Marquei os seus limites e fechei com trancas as suas portas.
11 E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?
11 E eu lhe disse: ‘Você chegará até este ponto e daqui não passará. As suas altas ondas pararão aqui.’
12 Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar;
12 “Jó, alguma vez na sua vida você ordenou que viesse a madrugada e assim começasse um novo dia?
13 Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela;
13 Você alguma vez mandou que a luz se espalhasse sobre a terra, sacudindo os perversos e os expulsando dos seus esconderijos?
14 E se transformasse como o barro sob o selo, e se pusessem como vestidos;
14 A luz do dia mostra as formas das montanhas e dos vales, como se fossem as dobras de um vestido ou as marcas de um
15 E dos ímpios se desvie a sua luz, e o braço altivo se quebrante;
15 Essa luz é clara demais para os perversos e os impede de praticar a violência.
16 Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?
16 “Jó, você já visitou as nascentes do mar? Já passeou pelo fundo do oceano?
17 Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
17 Alguém já lhe mostrou os portões do mundo dos mortos , aquele mundo de escuridão sem fim?
18 Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
18 Você tem alguma ideia da largura da terra? Responda, se é que você sabe tudo isso.
19 Onde está o caminho onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar;
19 “De onde vem a luz, e qual é a origem da escuridão?
20 Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas da sua casa?
20 Você sabe mostrar a elas até onde devem chegar e depois fazer com que voltem outra vez ao ponto de partida?
21 De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!
21 Sim, você deve saber, pois é bem idoso e já havia nascido quando o mundo foi criado…
22 Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
22 “Você alguma vez visitou os depósitos onde eu guardo a neve e as chuvas de pedra,
23 Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
23 que ficam reservadas para tempos de sofrimento e para dias de lutas e de guerras?
24 Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
24 Você já esteve no lugar onde nasce o sol ou no ponto onde começa a soprar o vento leste?
25 Quem abriu para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões,
25 “Quem foi que abriu um canal para deixar cair os aguaceiros e marcou o caminho por onde a tempestade deve passar?
26 Para chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há homem;
26 Quem faz a chuva cair no deserto, em lugares onde ninguém mora?
27 Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva?
27 Quem rega as terras secas e despovoadas, fazendo nascer nelas o capim?
28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
28 Será que a chuva e o orvalho têm pai?
29 De que ventre procedeu o gelo? E quem gerou a geada do céu?
29 E quem é a mãe do gelo e da geada,
30 Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.
30 que faz com que as águas virem pedra e que o mar fique coberto por uma camada de gelo?
31 Ou poderás tu ajuntar as delícias do Sete-estrelo ou soltar os cordéis do Órion?
31 “Será que você pode amarrar com uma corda as estrelas das Sete-Cabrinhas ou soltar as correntes que prendem as Três-Marias?
32 Ou produzir as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?
32 Você pode fazer aparecer a estrela-d'alva, ou guiar a Ursa Maior e a Ursa Menor?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o domínio deles sobre a terra?
33 Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na terra?
34 Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
34 “Será que a sua voz pode chegar até as nuvens e mandar que caia tanta chuva, que você fique coberto por um dilúvio?
35 Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
35 Você pode fazer com que os raios apareçam e venham dizer-lhe: ‘Estamos às suas ordens?’
36 Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?
36 Quem deu sabedoria às aves, como o íbis, que anuncia as enchentes do rio Nilo, ou como o galo, que canta antes da chuva?
37 Quem numerará as nuvens com sabedoria? Ou os odres dos céus, quem os esvaziará,
37 Quem é capaz de contar as nuvens? Quem pode derramar a sua água em forma de chuva,
38 Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros?
38 que faz o pó virar barro, ligando os torrões uns aos outros?
39 Porventura caçarás tu presa para a leoa, ou saciarás a fome dos filhos dos leões,
39 “Será que é você quem dá de comer às leoas e mata a fome dos leõezinhos,
40 Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
40 quando estão escondidos nas suas covas ou ficam de tocaia nas moitas?
41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?
41 Quem é que alimenta os corvos, quando andam de um lado para outro com fome, quando os seus filhotes gritam a mim pedindo comida?

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