Jó 36
Versão Católica (VC, 2024) vs ACF
1 Depois Eliú prosseguiu nestes termos:
1 Prosseguiu ainda Eliú, e disse:
2 Espera um pouco e te instruirei, tenho ainda palavras em defesa de Deus;
2 Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus.
3 irei buscar longe a minha ciência, e justificarei meu Criador.
3 De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça.
4 Minhas palavras não são certamente mentirosas, estás tratando com um homem de ciência sólida.
4 Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento.
5 Deus é poderoso, mas não é arrogante, é poderoso por sua ciência:
5 Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria.
6 não deixa viver o mau, faz justiça aos aflitos,
6 Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos.
7 não afasta os olhos dos justos; e os faz assentar com os reis no trono, numa glória eterna.
7 Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados.
8 Se vierem a cair presos, ou se forem atados com os laços da infelicidade,
8 E se estão presos em grilhões, amarrados com cordas de aflição,
9 ele lhes faz reconhecer as suas obras, e as faltas que cometeram por orgulho;
9 Então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto prevaleceram nelas.
10 e abre-lhes os ouvidos para corrigi-los, e diz-lhes que renunciem à iniqüidade.
10 Abre-lhes também os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade.
11 Se escutam e obedecem, terminam seus dias na felicidade, e seus anos na delícia;
11 Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em bem, e os seus anos em delícias.
12 se não, morrem de um golpe, expiram por falta de sabedoria.
12 Porém se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento.
13 Os corações ímpios são entregues à cólera; não clamam a Deus quando ele os aprisiona,
13 E os hipócritas de coração amontoam para si a ira; e amarrando-os ele, não clamam por socorro.
14 morrem em plena mocidade, a vida deles passa como a dos efeminados.
14 A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros.
15 Mas Deus salvará o pobre pela sua miséria, e o instrui pelo sofrimento.
15 Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos.
16 A ti também retirará das fauces da angústia, numa larga liberdade, e no repouso de uma mesa bem guarnecida.
16 Assim também te desviará da boca da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura.
17 E tu te comportas como um malvado, com o risco de incorrer em sentença e penalidade.
17 Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça te sustentam.
18 Toma cuidado para que a cólera não te inflija um castigo, e que o tamanho do resgate não te perca.
18 Porquanto há furor, guarda-te de que não sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele.
19 Levará ele em conta teu grito na aflição, e todos os esforços do vigor?
19 Estimaria ele tanto tuas riquezas? Não, nem ouro, nem todas as forças do poder.
20 Não suspires pela noite, para que os povos voltem para seus lugares.
20 Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar.
21 Guarda-te de declinar para a iniqüidade, e de preferir a injustiça ao sofrimento.
21 Guarda-te, e não declines para a iniqüidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição.
22 Vê, Deus é sublime em seu poder. Que senhor lhe é comparável?
22 Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele?
23 Quem lhe fixou seu caminho? Quem pode dizer-lhe: Fizeste mal?
23 Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dirá: Tu cometeste maldade?
24 Antes pensa em glorificar sua obra, que os humanos celebram em seus cantos.
24 Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam.
25 Todos os homens a contemplam; o mortal a considera de longe.
25 Todos os homens a vêem, e o homem a enxerga de longe.
26 Deus é grande demais para que o possamos conhecer; o número de seus anos é incalculável.
26 Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar.
27 Atrai as gotinhas de água para transformá-las em chuva no nevoeiro,
27 Porque faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva,
28 as nuvens as espalham, e as destilam sobre a multidão dos homens.
28 A qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente.
29 Quem pode compreender como se estendem as nuvens, e o estrépito de sua tenda?
29 Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda?
30 Espalha em volta dele a sua luz, e cobre os cimos das montanhas.
30 Eis que estende sobre elas a sua luz, e encobre as profundezas do mar.
31 É por esse meio que nutre os povos, e fornece-lhes abundância de alimentos.
31 Porque por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância.
32 Nas suas mãos estende o raio, fixa-lhe o alvo a atingir;
32 Com as nuvens encobre a luz, e ordena não brilhar, interpondo a nuvem.
33 seu estrondo o anuncia, o rebanho também anuncia aquele que se aproxima.
33 O que nos dá a entender o seu pensamento, como também ao gado, acerca do temporal que sobe.
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