Jó 4
VulgSistine: Vulgata Sistina (SM_VULGSISTINE) vs NAA
NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Respondens autem Eliphaz Themanites, dixit:
1 Então Elifaz, o temanita, tomou a palavra e disse:
2 Si coeperimus loqui tibi, forsitan moleste accipies, sed conceptum sermonem tenere quis poterit?
2 “Se alguém tentar falar, você terá paciência para ouvir? Mas quem poderá conter as palavras?
3 Ecce docuisti multos, et manus lassas roborasti:
3 Veja bem! Você ensinou a muitos e fortaleceu mãos cansadas.
4 Vacillantes confirmaverunt sermones tui, et genua trementia confortasti:
4 As suas palavras sustentaram os que tropeçavam, e você fortaleceu joelhos vacilantes.
5 Nunc autem venit super te plaga, et defecisti: tetigit te, et conturbatus es.
5 Mas agora, quando chega a sua vez, você perde a paciência; ao ser atingido, você fica apavorado.
6 Ubi est timor tuus, fortitudo tua, patientia tua, et perfectio viarum tuarum?
6 Você não tem confiança no seu temor a Deus? Não tem esperança na integridade dos seus caminhos?
7 Recordare obsecro te, quis umquam innocens periit? aut quando recti deleti sunt?
7 Pense bem: será que algum inocente já chegou a perecer? E onde os retos foram destruídos?
8 Quin potius vidi eos, qui operantur iniquitatem, et seminant dolores, et metunt eos,
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles colhem.
9 Flante Deo perisse, et spiritu irae eius esse consumptos:
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira são consumidos.
10 Rugitus leonis, et vox leaenae, et dentes catulorum leonum contriti sunt.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos são quebrados.
11 Tigris periit, eo quod non haberet praedam, et catuli leonis dissipati sunt.
11 O leão morre, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.”
12 Porro ad me dictum est verbum absconditum, et quasi furtive suscepit auris mea venas susurri eius.
12 “Uma palavra me foi trazida em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 In horrore visionis nocturnae, quando solet sopor occupare homines,
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre as pessoas,
14 Pavor tenuit me, et tremor, et omnia ossa mea perterrita sunt:
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 Et cum spiritus me praesente transiret, inhorruerunt pili carnis meae.
15 Então um espírito passou por diante de mim; e se arrepiaram os cabelos do meu corpo.
16 Stetit quidam, cuius non agnoscebam vultum, imago coram oculis meis, et vocem quasi aurae lenis audivi.
16 Ele parou, mas não reconheci a sua aparência. Um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 Numquid homo, Dei comparatione iustificabitur, aut factore suo purior erit vir?
17 ‘Pode um mortal ser justo diante de Deus? Pode alguém ser puro diante do seu Criador?
18 Ecce qui serviunt ei, non sunt stabiles, et in angelis suis reperit pravitatem:
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 Quanto magis hi qui habitant domos luteas, qui terrenum habent fundamentum, consumentur velut a tinea?
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados como a traça!
20 De mane usque ad vesperam succidentur: et quia nullus intelligit, in aeternum peribunt.
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que ninguém se importe com isso.
21 Qui autem reliqui fuerint, auferentur ex eis: morientur, et non in sapientia.
21 Se o fio da vida lhes é cortado, morrem e não alcançam a sabedoria.’”
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