Jó 6
GerGruenewald: 1924 Grünewaldbibel (SM_GERGRUENEWALD) vs ARC
ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Da gab ihm Job zur Antwort:
1 Então, Jó respondeu e disse:
2 "Wenn doch mein Gram, mein Leid gewogen würde auf einer Waage, ganz genau,
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 so wär es schwerer als des Meeres Sand. Deshalb sind meine Worte unbedacht.
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
4 Des Höchsten Pfeile kenne ich zu gut, mein Geist saugt doch ihr Gift in sich hinein. Die Gottesschrecken überfallen mich.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 Auf grüner Au, schreit da der Esel, und brüllt der Stier bei seinem Futter?
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
6 Kann man denn Fades ohne Salz genießen; besitzt das Eiweiß Wohlgeschmack?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 So widert es mich an, auch jenes anzurühren, dergleichen gilt mir wie ein Trauerbrot.
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
8 Ach, daß mein Flehen Gnade fände, daß Gott erfüllte meinen Wunsch!
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 Gefiel es Gott, mich zu zermalmen; zerschnitt er rasch in Großmut meinen Lebensfaden!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
10 Dies wäre noch ein Trost für mich; ich tanzte noch im schonungslosen Schmerze, weil ich mit Worten an den Heiligen nicht zurückgehalten.
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
11 Was ist denn meine Kraft, daß ich noch hoffen, mein Zweck, daß ich mich noch gedulden soll?
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
12 Ist meine Körperkraft aus Stein? Ist denn mein Fleisch aus Erz?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 Verdiene ich denn keinen Beistand mehr? Ist jede Hilfe mir zu nehmen?
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
14 Dem Leidenden gebührt von seinem Freunde Liebe, und muß er selbst die Gottesfurcht beiseite lassen.
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Die Brüder aber sind mir untreu wie die Bäche. - Sie zeigen nutzlos sich wie Wasserläufe,
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 die durch die Kälte trauern und die der Schnee verbirgt,
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
17 die ebenso, wenn sie durchglüht, verschwinden, wenn's heiß, getilgt von ihrem Orte sind,
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 und deren Wegeläufe ganz verkehrt. Sie steigen dann als Dunst hinauf und sind nicht mehr zu finden.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
19 Die Karawanen Temas schauen danach aus; die Reisezüge Sabas rechnen drauf.
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
20 Doch ihr Vertrauen täuschet sie; sie kommen hin und sind dann schwer betrogen. -
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
21 Zu gar nichts nutze seid ihr freilich. Ihr seht das Unglück und verzaget.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
22 Ja, habe ich euch gesagt: 'Von Eurem gebt mir! Aus eurem mühevoll erworbenen Gute zahlt für mich!
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
23 Befreit mich aus der Hand des Drängers! Vom harten Gläubiger erlöset mich!'
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Belehrt mich eines Besseren, dann schweige ich. Zeigt mir doch meinen Irrtum!
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
25 Wozu verhöhnt ihr offne Worte, und was beweist denn ein Beweis von euch?
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
26 Ja, haltet ihr schon bloße Worte für Beweis, die Worte eines Armen aber nur für Wind?
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 Laßt ihr auf Waisen etwas kommen, und sprecht ihr gegen euren Freund?
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
28 Nun aber wollet mit Verlaub mir zuhören! Ich täusche eure Aufmerksamkeit mitnichten.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 Hierher kehrt euch! Kein Unrecht laßt geschehen! Hierher kehrt euch! Im Rechte bin ich noch hierin.
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
30 Ist denn auf meiner Zunge einzig Unrecht? Verstehe ich denn nicht, was Sünde ist?"
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?
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