Jó 41

Nova Versão Internacional (NVI, 2000) vs ARIB

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ARIB Almeida Revisada Imprensa Bíblica
1 "Você consegue pescar com anzol o leviatã ou prender sua língua com uma corda?
1 Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?
2 Consegue fazer passar um cordão pelo seu nariz ou atravessar seu queixo com um gancho?
2 Poderás meter-lhe uma corda de junco no nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?
3 Pensa que ele vai lhe implorar misericórdia e lhe vai falar palavras amáveis?
3 Porventura te fará muitas súplicas, ou brandamente te falará?
4 Acha que ele vai fazer acordo com você, para que você o tenha como escravo pelo resto da vida?
4 Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?
5 Acaso você consegue fazer dele um bichinho de estimação, como se ele fosse um passarinho, ou pôr-lhe uma coleira para as suas filhas?
5 Brincarás com ele, como se fora um pássaro, ou o prenderás para tuas meninas?
6 Poderão os negociantes vendê-lo? Ou reparti-lo entre os comerciantes?
6 Farão os sócios de pesca tráfico dele, ou o dividirão entre os negociantes?
7 Você consegue encher de arpões o seu couro, e de lanças de pesca a sua cabeça?
7 Poderás encher-lhe a pele de arpões, ou a cabeça de fisgas?
8 Se puser a mão nele, a luta ficará em sua memória, e nunca mais você tornará a fazê-lo.
8 Põe a tua mão sobre ele; lembra-te da peleja; nunca mais o farás!
9 Esperar vencê-lo é ilusão; só vê-lo já é assustador.
9 Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será um homem derrubado só ao vê-lo?
10 Ninguém é suficientemente corajoso para despertá-lo. Quem então será capaz de resistir a mim?
10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo; quem, pois, é aquele que pode erguer-se diante de mim?
11 Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertence.
11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois tudo quanto existe debaixo de todo céu é meu.
12 "Não deixarei de falar de seus membros, de sua força e de seu porte gracioso.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua estrutura.
13 Quem consegue arrancar sua capa externa? Quem se aproximaria dele com uma rédea?
13 Quem lhe pode tirar o vestido exterior? Quem lhe penetrará a couraça dupla?
14 Quem ousa abrir as portas de sua boca, cercada com seus dentes temíveis?
14 Quem jamais abriu as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Suas costas possuem fileiras de escudos firmemente unidos;
15 As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como por um selo apertado.
16 cada um está tão junto do outro que nem o ar passa entre eles;
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas.
17 estão tão interligados, que é impossível separá-los.
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
18 Seu forte sopro atira lampejos de luz; seus olhos são como os raios da alvorada.
18 Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Tições saem da sua boca; fagulhas de fogo estalam.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Das suas narinas sai fumaça como de panela fervente sobre fogueira de juncos.
20 Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.
21 Seu sopro faz o carvão pegar fogo, e da sua boca saltam chamas.
21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama.
22 Tanta força reside em seu pescoço que o terror vai adiante dele.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele anda saltando o terror.
23 As dobras da sua carne são fortemente unidas; são tão firmes que não se movem.
23 Os tecidos da sua carne estão pegados entre si; ela é firme sobre ele, não se pode mover.
24 Seu peito é duro como pedra, rijo como a pedra inferior do moinho.
24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, firme como a pedra inferior duma mó.
25 Quando ele se ergue, os poderosos se apavoram; fogem com medo dos seus golpes.
25 Quando ele se levanta, os valentes são atemorizados, e por causa da consternação ficam fora de si.
26 A espada que o atinge não lhe faz nada, nem a lança nem a flecha nem o dardo.
26 Se alguém o atacar com a espada, essa não poderá penetrar; nem tampouco a lança, nem o dardo, nem o arpão.
27 Ferro ele trata como palha, e bronze como madeira podre.
27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.
28 As flechas não o afugentam, as pedras das fundas são como cisco para ele.
28 A seta não o poderá fazer fugir; para ele as pedras das fundas se tornam em restolho.
29 O bastão lhe parece fiapo de palha; o brandir da grande lança o faz rir.
29 Os bastões são reputados como juncos, e ele se ri do brandir da lança.
30 Seu ventre é como caco denteado, e deixa rastro na lama como o trilho de debulhar.
30 Debaixo do seu ventre há pontas agudas; ele se estende como um trilho sobre o lodo.
31 Ele faz as profundezas se agitarem como caldeirão fervente, e revolve o mar como pote de ungüento.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento.
32 Deixa atrás de si um rastro cintilante; como se fossem os cabelos brancos do abismo.
32 Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
33 Nada na terra se equipara a ele; criatura destemida!
33 Na terra não há coisa que se lhe possa comparar; pois foi feito para estar sem pavor.
34 Com desdém olha todos os altivos; reina soberano sobre todos os orgulhosos".
34 Ele vê tudo o que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.

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