Jó 39

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 “Você sabe quando nascem os cabritos selvagens ou já viu nascerem as
1 “Você sabe o tempo em que as cabras-monteses têm os filhos ou cuidou das corças quando dão suas crias?
2 Você sabe quantos meses as suas fêmeas levam para darem cria ou qual é o momento do parto?
2 Pode contar os meses que cumprem? Ou sabe o tempo do seu parto?
3 Você sabe quando elas se abaixam para dar cria, trazendo a este mundo os seus filhotes?
3 Elas se encurvam para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4 Os filhotes crescem fortes, no campo; depois vão embora e não voltam mais.
4 Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais voltam para elas.
5 “Quem deu a liberdade aos jumentos selvagens? Quem os deixou andar soltos, à vontade?
5 Quem pôs em liberdade o jumento selvagem? Quem soltou as suas cordas?
6 Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa e os deixei viver nas terras salgadas.
6 Eu lhe dei o deserto por casa e a terra salgada por morada.
7 Eles não querem saber do barulho das cidades; não podem ser domados, nem obrigados a levar cargas.
7 Ele se ri do tumulto da cidade, não ouve os gritos do guia.
8 Eles pastam nas montanhas, onde procuram qualquer erva verde para comer.
8 Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde.
9 “Será que um touro selvagem vai querer trabalhar para você? Será que ele vai passar a noite no seu curral?
9 Será que o boi selvagem aceitará trabalhar para você? Será que ele passará a noite junto da sua manjedoura?
10 Será que você consegue prendê-lo com cordas ao arado a fim de arar a terra ou puxar o rastelo?
10 Por acaso você consegue prendê-lo ao arado com cordas? Ou irá ele atrás de você para desfazer os torrões nos campos do vale?
11 Será que você pode confiar na grande força que ele tem, deixando por conta dele o trabalho pesado que há para fazer?
11 Você vai confiar nele, por causa da grande força que ele tem, ou deixará o seu trabalho por conta dele?
12 Você espera que ele traga o trigo que você colher e o amontoe no terreiro?
12 Você acredita que ele trará para casa o que você semeou e o recolherá na sua eira?”
13 “Como batem rápidas as asas da avestruz! Mas nenhuma avestruz voa como a cegonha.
13 “A avestruz bate alegre as asas, como se tivesse asas e plumagem de cegonha.
14 A avestruz põe os seus ovos no chão para que a areia quente os faça chocar.
14 Ela põe os seus ovos no chão e deixa que sejam chocados na areia,
15 Ela nem pensa que alguém vai pisá-los ou que algum animal selvagem pode esmagá-los.
15 e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que os animais do campo podem pisá-los.
16 Ela age como se os ovos não fossem seus e não se importa que os seus esforços fiquem perdidos.
16 Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus. Embora seja em vão o seu trabalho, ela está tranquila,
17 Fui eu que a fiz assim, sem juízo, e não lhe dei sabedoria.
17 porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento.
18 Porém, quando ela corre, corre tão depressa, que zomba de qualquer cavalo e cavaleiro.
18 Mas, quando de um salto se levanta para correr, ri do cavalo e do cavaleiro.”
19 “Jó, por acaso, foi você quem fez os cavalos tão fortes? Foi você quem enfeitou o pescoço deles com a crina?
19 “Por acaso foi você quem deu força ao cavalo ou revestiu o seu pescoço de crinas?
20 É você quem os faz pular como gafanhotos e assustar as pessoas com os seus rinchos?
20 É você quem o faz pular como gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21 Impacientes, eles cavoucam o chão com as patas e correm para a batalha com todas as suas forças.
21 Escarva no vale, satisfeito com a sua força, e sai ao encontro dos inimigos.
22 Eles não têm medo. Nada os assusta, e a espada não os faz recuar.
22 Zomba do medo e não se espanta; não recua por causa da espada.
23 Por cima deles, as flechas assobiam, e as lanças e os
23 Sobre ele balança a aljava, cintila a lança e o dardo.
24 Tremendo de impaciência, eles saem galopando e, quando a corneta soa, não podem parar quietos.
24 Com ímpeto e fúria vai engolindo as distâncias e não se contém ao som do clarim.
25 Eles respondem com rinchos aos toques das cornetas; de longe sentem o cheiro da batalha e ouvem a gritaria e as ordens de comando.
25 A cada toque do clarim ele diz: ‘Avante!’ Cheira de longe a batalha, o grito dos comandantes e o alarido de guerra.”
26 “É você quem ensina o gavião a voar e abrir as asas no seu voo para o Sul?
26 “Será que é pela inteligência que você tem que o falcão voa, estendendo as suas asas para o Sul?
27 Será que a águia espera que você dê ordem a fim de que ela faça o seu ninho lá no alto?
27 Ou é por uma ordem sua que a águia sobe e faz o seu ninho lá no alto?
28 Ela mora nas pedras mais altas e no alto das rochas constrói o seu ninho seguro.
28 Ela mora no penhasco onde faz a sua morada, no alto do penhasco, em lugar seguro.
29 Dali enxerga o animal que ela vai atacar, os seus olhos o avistam de longe.
29 Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
30 Onde há um animal morto, aí se ajuntam as águias, e os filhotes chupam o sangue.”
30 Seus filhotes chupam sangue; onde há mortos, ali ela está.”

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