Jó 39
Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs ARC
1 “Você sabe quando nascem os cabritos selvagens ou já viu nascerem as
1 Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos, ou consideraste as dores das cervas?
2 Você sabe quantos meses as suas fêmeas levam para darem cria ou qual é o momento do parto?
2 Contarás os meses que cumprem ou sabes o tempo do seu parto?
3 Você sabe quando elas se abaixam para dar cria, trazendo a este mundo os seus filhotes?
3 Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4 Os filhotes crescem fortes, no campo; depois vão embora e não voltam mais.
4 Seus filhos enrijam, crescem com o trigo, saem, e nunca mais tornam para elas.
5 “Quem deu a liberdade aos jumentos selvagens? Quem os deixou andar soltos, à vontade?
5 Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo,
6 Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa e os deixei viver nas terras salgadas.
6 ao qual dei o ermo por casa e a terra salgada, por moradas?
7 Eles não querem saber do barulho das cidades; não podem ser domados, nem obrigados a levar cargas.
7 Ri-se do arruído da cidade; não ouve os muitos gritos do exator.
8 Eles pastam nas montanhas, onde procuram qualquer erva verde para comer.
8 O que descobre nos montes é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde.
9 “Será que um touro selvagem vai querer trabalhar para você? Será que ele vai passar a noite no seu curral?
9 Querer-te-á servir o unicórnio ou ficará na tua cavalariça?
10 Será que você consegue prendê-lo com cordas ao arado a fim de arar a terra ou puxar o rastelo?
10 Ou amarrarás o unicórnio ao rego com uma corda, ou estorroará após ti os vales?
11 Será que você pode confiar na grande força que ele tem, deixando por conta dele o trabalho pesado que há para fazer?
11 Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
12 Você espera que ele traga o trigo que você colher e o amontoe no terreiro?
12 Ou te fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?
13 “Como batem rápidas as asas da avestruz! Mas nenhuma avestruz voa como a cegonha.
13 Bate alegre as asas o avestruz, que tem penas de cegonha;
14 A avestruz põe os seus ovos no chão para que a areia quente os faça chocar.
14 ele deixa os seus ovos na terra e os aquenta no pó.
15 Ela nem pensa que alguém vai pisá-los ou que algum animal selvagem pode esmagá-los.
15 E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou de que podem calcá-los os animais do campo.
16 Ela age como se os ovos não fossem seus e não se importa que os seus esforços fiquem perdidos.
16 Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho, porquanto está sem temor.
17 Fui eu que a fiz assim, sem juízo, e não lhe dei sabedoria.
17 Porque Deus o privou de sabedoria e não lhe repartiu entendimento.
18 Porém, quando ela corre, corre tão depressa, que zomba de qualquer cavalo e cavaleiro.
18 A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo e do que vai montado nele.
19 “Jó, por acaso, foi você quem fez os cavalos tão fortes? Foi você quem enfeitou o pescoço deles com a crina?
19 Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço de crinas?
20 É você quem os faz pular como gafanhotos e assustar as pessoas com os seus rinchos?
20 Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21 Impacientes, eles cavoucam o chão com as patas e correm para a batalha com todas as suas forças.
21 Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados.
22 Eles não têm medo. Nada os assusta, e a espada não os faz recuar.
22 Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada.
23 Por cima deles, as flechas assobiam, e as lanças e os
23 Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e o dardo.
24 Tremendo de impaciência, eles saem galopando e, quando a corneta soa, não podem parar quietos.
24 Sacudindo-se e removendo-se, escarva a terra e não faz caso do som da buzina.
25 Eles respondem com rinchos aos toques das cornetas; de longe sentem o cheiro da batalha e ouvem a gritaria e as ordens de comando.
25 Ao soar das buzinas, diz: Eia! E de longe cheira a guerra, e o trovão dos príncipes, e o alarido.
26 “É você quem ensina o gavião a voar e abrir as asas no seu voo para o Sul?
26 Ou voa o gavião pela tua inteligência, estendendo as suas asas para o sul?
27 Será que a águia espera que você dê ordem a fim de que ela faça o seu ninho lá no alto?
27 Ou se remonta a águia ao teu mandado e põe no alto o seu ninho?
28 Ela mora nas pedras mais altas e no alto das rochas constrói o seu ninho seguro.
28 Nas penhas, mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros.
29 Dali enxerga o animal que ela vai atacar, os seus olhos o avistam de longe.
29 Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam desde longe.
30 Onde há um animal morto, aí se ajuntam as águias, e os filhotes chupam o sangue.”
30 Seus filhos chupam o sangue; e onde há mortos, ela aí está.
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