Jó 38

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs VC

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VC Versão Católica
1 Depois disso, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó a seguinte resposta:
1 Então, do seio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta:
2 “As suas palavras só mostram a sua ignorância; quem é você para pôr em dúvida a minha sabedoria?
2 Quem é aquele que obscurece assim a Providência com discursos sem inteligência?
3 Mostre agora que é valente e responda às perguntas que lhe vou fazer.
3 Cinge os teus rins como um homem; vou interrogar-te e tu me responderás.
4 “Onde é que você estava quando criei o mundo? Se você é tão inteligente, explique isso.
4 Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso.
5 Você sabe quem resolveu qual seria o tamanho do mundo e quem foi que fez as medições?
5 Quem lhe tomou as medidas, já que o sabes? Quem sobre ela estendeu o cordel?
6 Em cima de que estão firmadas as colunas que sustentam a terra? Quem foi que assentou a pedra principal do alicerce do mundo?
6 Sobre que repousam suas bases? Quem colocou nela a pedra de ângulo,
7 Na manhã da criação, as estrelas cantavam em coro, e os servidores celestiais soltavam gritos de alegria.
7 sob os alegres concertos dos astros da manhã, sob as aclamações de todos os filhos de Deus?
8 “Quando o Mar jorrou do ventre da terra, quem foi que fechou os portões para segurá-lo?
8 Quem fechou com portas o mar, quando brotou do seio maternal,
9 Fui eu que cobri o Mar com as nuvens e o envolvi com a escuridão.
9 quando lhe dei as nuvens por vestimenta, e o enfaixava com névoas tenebrosas;
10 Marquei os seus limites e fechei com trancas as suas portas.
10 quando lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
11 E eu lhe disse: ‘Você chegará até este ponto e daqui não passará. As suas altas ondas pararão aqui.’
11 dizendo: Chegarás até aqui, não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas?
12 “Jó, alguma vez na sua vida você ordenou que viesse a madrugada e assim começasse um novo dia?
12 Algum dia na vida deste ordens à manhã? Indicaste à aurora o seu lugar,
13 Você alguma vez mandou que a luz se espalhasse sobre a terra, sacudindo os perversos e os expulsando dos seus esconderijos?
13 para que ela alcançasse as extremidades da terra, e dela sacudisse os maus,
14 A luz do dia mostra as formas das montanhas e dos vales, como se fossem as dobras de um vestido ou as marcas de um
14 para que ela tome forma como a argila de sinete e tome cor como um vestido,
15 Essa luz é clara demais para os perversos e os impede de praticar a violência.
15 para que seja recusada aos maus a sua luz, e sejam quebrados seus braços já erguidos?
16 “Jó, você já visitou as nascentes do mar? Já passeou pelo fundo do oceano?
16 Foste até as fontes do mar? Passaste até o fundo do abismo?
17 Alguém já lhe mostrou os portões do mundo dos mortos , aquele mundo de escuridão sem fim?
17 Apareceram-te, porventura, as portas da morte? Viste, por acaso, as portas da tenebrosa morada?
18 Você tem alguma ideia da largura da terra? Responda, se é que você sabe tudo isso.
18 Abraçaste com o olhar a extensão da terra? Fala, se sabes tudo isso!
19 “De onde vem a luz, e qual é a origem da escuridão?
19 Qual é o caminho da morada luminosa? Onde é a residência das trevas?
20 Você sabe mostrar a elas até onde devem chegar e depois fazer com que voltem outra vez ao ponto de partida?
20 Poderias alcançá-la em seu domínio, e reconhecer as veredas de sua morada?
21 Sim, você deve saber, pois é bem idoso e já havia nascido quando o mundo foi criado…
21 Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido: são tão numerosos os teus dias!
22 “Você alguma vez visitou os depósitos onde eu guardo a neve e as chuvas de pedra,
22 Penetraste nos depósitos da neve? Visitaste os armazéns dos granizos,
23 que ficam reservadas para tempos de sofrimento e para dias de lutas e de guerras?
23 que reservo para os tempos de tormento, para os dias de luta e de batalha?
24 Você já esteve no lugar onde nasce o sol ou no ponto onde começa a soprar o vento leste?
24 Por que caminho se espalha o nevoeiro, e o vento do oriente se expande pela terra?
25 “Quem foi que abriu um canal para deixar cair os aguaceiros e marcou o caminho por onde a tempestade deve passar?
25 Quem abre um canal para os aguaceiros, e uma rota para o relâmpago,
26 Quem faz a chuva cair no deserto, em lugares onde ninguém mora?
26 para fazer chover sobre uma terra desabitada, sobre um deserto sem seres humanos,
27 Quem rega as terras secas e despovoadas, fazendo nascer nelas o capim?
27 para regar regiões vastas e desoladas, para nelas fazer germinar a erva verdejante?
28 Será que a chuva e o orvalho têm pai?
28 Terá a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho?
29 E quem é a mãe do gelo e da geada,
29 De que seio sai o gelo, quem engendra a geada do céu,
30 que faz com que as águas virem pedra e que o mar fique coberto por uma camada de gelo?
30 quando endurecem as águas como a pedra, e se torna sólida a superfície do abismo?
31 “Será que você pode amarrar com uma corda as estrelas das Sete-Cabrinhas ou soltar as correntes que prendem as Três-Marias?
31 És tu que atas os laços das Plêiades, ou que desatas as correntes do Órion?
32 Você pode fazer aparecer a estrela-d'alva, ou guiar a Ursa Maior e a Ursa Menor?
32 És tu que fazes sair a seu tempo as constelações, e conduzes a grande Ursa com seus filhinhos?
33 Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na terra?
33 Conheces as leis do céu, regulas sua influência sobre a terra?
34 “Será que a sua voz pode chegar até as nuvens e mandar que caia tanta chuva, que você fique coberto por um dilúvio?
34 Levantarás a tua voz até as nuvens, e o dilúvio te obedecerá?
35 Você pode fazer com que os raios apareçam e venham dizer-lhe: ‘Estamos às suas ordens?’
35 Tua ordem fará os relâmpagos surgirem, e dir-te-ão eles: Eis-nos aqui?
36 Quem deu sabedoria às aves, como o íbis, que anuncia as enchentes do rio Nilo, ou como o galo, que canta antes da chuva?
36 Quem pôs a sabedoria nas nuvens, e a inteligência no meteoro?
37 Quem é capaz de contar as nuvens? Quem pode derramar a sua água em forma de chuva,
37 Quem pode enumerar as nuvens, e inclinar as urnas do céu,
38 que faz o pó virar barro, ligando os torrões uns aos outros?
38 para que a poeira se mova em massa compacta, e os seus torrões se aglomerem?
39 “Será que é você quem dá de comer às leoas e mata a fome dos leõezinhos,
39 És tu que caças a presa para a leoa, e que satisfazes a fome dos leõezinhos
40 quando estão escondidos nas suas covas ou ficam de tocaia nas moitas?
40 quando estão deitados em seus covis, ou quando se emboscam nas covas?
41 Quem é que alimenta os corvos, quando andam de um lado para outro com fome, quando os seus filhotes gritam a mim pedindo comida?
41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando seus filhinhos gritam para Deus, quando andam de um lado para outro sem comida?

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