Jó 20

Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs VC

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VC Versão Católica
1 Então Zofar, o naamatita, tomou a palavra e disse:
1 Sofar de Naama falou nestes termos:
2 “Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso.
2 É por isso que meus pensamentos me sugerem uma resposta, e estou impaciente por falar.
3 Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o meu espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento.”
3 Ouvi queixas injuriosas, foram palavras vãs que responderam a meu espírito.
4 “Será que você não sabe que desde todos os tempos, desde que o ser humano foi posto sobre a terra,
4 Não sabes bem que, em todos os tempos, desde que o homem foi posto na terra,
5 o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos maus é momentânea?
5 o triunfo dos maus é breve, e a alegria do ímpio só dura um instante?
6 Ainda que a sua presunção chegue aos céus, e a sua cabeça atinja as nuvens,
6 Ainda mesmo que sua estatura chegasse até o céu e sua cabeça tocasse a nuvem,
7 como o seu próprio esterco, ele apodrecerá para sempre, e os que o conheceram perguntarão: ‘Onde está ele?’
7 como o seu próprio esterco, ele perece para sempre, e aqueles que o viam, indagam onde ele está.
8 Voará como um sonho e não será encontrado; será afugentado como uma visão da noite.
8 Como um sonho, ele voa, ninguém mais o encontra, desaparece como uma visão noturna.
9 Os olhos que o viram não o verão mais, e o lugar onde ele estava não o verá outra vez.
9 O olho que o viu, já não mais o vê, nem o verá mais a sua morada.
10 Os seus filhos procurarão aplacar os pobres, e com as suas mãos ele lhes devolverá os seus bens.
10 Seus filhos aplacarão os pobres, suas mãos restituirão suas riquezas.
11 Ainda que os seus ossos estejam cheios do vigor da sua juventude, esse vigor se deitará com ele no pó.”
11 Seus ossos estavam cheios de vigor juvenil, sua mocidade deita-se com ele no pó.
12 “Ainda que o mal seja doce na sua boca, e ele o esconda debaixo da língua,
12 Se o mal lhe foi doce na boca, se o ocultou debaixo da língua,
13 e o saboreie, e não o queira largar, mas o retenha em sua boca,
13 se o reteve e não o abandonou, se o saboreou com seu paladar,
14 o fato é que a sua comida se transformará no seu estômago; será veneno de cobra no seu interior.
14 esse alimento se transformará em suas entranhas, e se converterá interiormente em fel de áspides.
15 Engoliu riquezas, mas terá de vomitá-las; Deus o obrigará a lançá-las de seu ventre.
15 Vomitará as riquezas que engoliu; Deus as fará sair-lhe do ventre.
16 Sugou veneno de cobra; a mordedura da víbora o matará.
16 Sugava o veneno de áspides, a língua da víbora o matará.
17 Não se deliciará com a vista dos ribeiros e dos rios transbordantes de mel e de leite.
17 Não verá correr os riachos de óleo, as torrentes de mel e de leite.
18 Devolverá o fruto do seu trabalho e não o engolirá; do lucro dos seus negócios não tirará prazer nenhum.
18 Vomitará seu ganho, sem poder engoli-lo, não gozará o fruto de seu tráfico.
19 Porque oprimiu e desamparou os pobres, roubou casas que não construiu.
19 Porque maltratou, desamparou os pobres, roubou uma casa que não tinha construído,
20 Por não haver limites à sua cobiça, não chegará a salvar as coisas por ele desejadas.
20 porque sua avidez é insaciável, não salvará o que lhe era mais caro.
21 Nada escapou à sua cobiça insaciável; por isso a sua prosperidade não durará.
21 Nada escapava à sua voracidade: é por isso que sua felicidade não há de durar.
22 Na plenitude da sua riqueza, ficará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.”
22 Em plena abundância, sentirá escassez; todos os golpes da infelicidade caem sobre ele.
23 “Para encher-lhe a barriga, Deus mandará sobre ele o furor da sua ira, que, por alimento, mandará chover sobre ele.
23 Para encher-lhe o ventre {Deus} desencadeia o fogo de sua cólera, e fará chover a dor sobre ele.
24 Se fugir das armas de ferro, uma flecha de bronze o atravessará.
24 Se foge diante da arma de ferro, o arco de bronze o traspassa,
25 Ele arranca a flecha das suas costas, e esta vem brilhando com o seu fel; e o pavor tomará conta dele.
25 um dardo sai-lhe das costas, um aço fulgurante sai-lhe do fígado. O terror desaba sobre ele,
26 Todas as calamidades serão reservadas contra os seus tesouros; um fogo não aceso por mãos humanas o consumirá e devorará o que ficar na sua tenda.”
26 e ser-lhe-ão reservadas as trevas. Um fogo, que o homem não acendeu, o devora e consome o que sobra em sua tenda.
27 “Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
27 Os céus revelam seu crime, a terra levanta-se contra ele,
28 As riquezas de sua casa serão levadas embora; como água serão derramadas no dia da ira de Deus.
28 uma torrente joga-se contra sua casa, que é levada no dia da cólera divina.
29 Esta é, da parte de Deus, a sorte do ímpio; esta é a herança decretada por Deus.”
29 Tal é a sorte que Deus reserva ao mau, e a herança que Deus lhe destina.

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