Jó 20

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs VC

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VC Versão Católica
1 Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
1 Sofar de Naama falou nestes termos:
2 Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
2 É por isso que meus pensamentos me sugerem uma resposta, e estou impaciente por falar.
3 Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
3 Ouvi queixas injuriosas, foram palavras vãs que responderam a meu espírito.
4 Porventura, não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
4 Não sabes bem que, em todos os tempos, desde que o homem foi posto na terra,
5 o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas, apenas de um momento?
5 o triunfo dos maus é breve, e a alegria do ímpio só dura um instante?
6 Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens,
6 Ainda mesmo que sua estatura chegasse até o céu e sua cabeça tocasse a nuvem,
7 como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
7 como o seu próprio esterco, ele perece para sempre, e aqueles que o viam, indagam onde ele está.
8 Como um sonho, voa, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
8 Como um sonho, ele voa, ninguém mais o encontra, desaparece como uma visão noturna.
9 O olho que o viu jamais o verá, nem olhará mais para ele o seu lugar.
9 O olho que o viu, já não mais o vê, nem o verá mais a sua morada.
10 Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restaurarão a sua fazenda.
10 Seus filhos aplacarão os pobres, suas mãos restituirão suas riquezas.
11 Os seus ossos estão cheios do vigor da sua juventude, mas deitar-se-ão com ele no pó.
11 Seus ossos estavam cheios de vigor juvenil, sua mocidade deita-se com ele no pó.
12 Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
12 Se o mal lhe foi doce na boca, se o ocultou debaixo da língua,
13 e o guarde, e o não deixe, antes, o retenha no seu paladar,
13 se o reteve e não o abandonou, se o saboreou com seu paladar,
14 contudo, a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
14 esse alimento se transformará em suas entranhas, e se converterá interiormente em fel de áspides.
15 Engoliu fazendas, mas vomitá-las-á; do seu ventre, Deus as lançará.
15 Vomitará as riquezas que engoliu; Deus as fará sair-lhe do ventre.
16 Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
16 Sugava o veneno de áspides, a língua da víbora o matará.
17 Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
17 Não verá correr os riachos de óleo, as torrentes de mel e de leite.
18 Restituirá o seu trabalho e não o engolirá; conforme o poder de sua mudança, não saltará de gozo,
18 Vomitará seu ganho, sem poder engoli-lo, não gozará o fruto de seu tráfico.
19 porque oprimiu, desamparou os pobres e roubou a casa que não edificou;
19 Porque maltratou, desamparou os pobres, roubou uma casa que não tinha construído,
20 porquanto não sentiu sossego no seu ventre, da sua tão desejada fazenda coisa nenhuma reterá.
20 porque sua avidez é insaciável, não salvará o que lhe era mais caro.
21 Nada lhe sobejará para comer; pelo que a sua fazenda não será durável.
21 Nada escapava à sua voracidade: é por isso que sua felicidade não há de durar.
22 Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a mão dos miseráveis virá sobre ele.
22 Em plena abundância, sentirá escassez; todos os golpes da infelicidade caem sobre ele.
23 Haja, porém, ainda, de que possa encher o seu ventre, e Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira e a fará chover sobre ele quando for comer.
23 Para encher-lhe o ventre {Deus} desencadeia o fogo de sua cólera, e fará chover a dor sobre ele.
24 Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de aço o atravessará.
24 Se foge diante da arma de ferro, o arco de bronze o traspassa,
25 Arrancará o dardo do seu corpo, e resplandecente virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
25 um dardo sai-lhe das costas, um aço fulgurante sai-lhe do fígado. O terror desaba sobre ele,
26 Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, e devorará o que ficar na sua tenda.
26 e ser-lhe-ão reservadas as trevas. Um fogo, que o homem não acendeu, o devora e consome o que sobra em sua tenda.
27 Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
27 Os céus revelam seu crime, a terra levanta-se contra ele,
28 As rendas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira, todas se derramarão.
28 uma torrente joga-se contra sua casa, que é levada no dia da cólera divina.
29 Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe reserva.
29 Tal é a sorte que Deus reserva ao mau, e a herança que Deus lhe destina.

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