Jó 41

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARIB

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ARIB Almeida Revisada Imprensa Bíblica
1 Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda?
1 Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?
2 Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho?
2 Poderás meter-lhe uma corda de junco no nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?
3 Acaso, te fará muitas súplicas? Ou te falará palavras brandas?
3 Porventura te fará muitas súplicas, ou brandamente te falará?
4 Fará ele acordo contigo? Ou tomá-lo-ás por servo para sempre?
4 Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho? Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas?
5 Brincarás com ele, como se fora um pássaro, ou o prenderás para tuas meninas?
6 Acaso, os teus sócios negociam com ele? Ou o repartirão entre os mercadores?
6 Farão os sócios de pesca tráfico dele, ou o dividirão entre os negociantes?
7 Encher-lhe-ás a pele de arpões? Ou a cabeça, de farpas?
7 Poderás encher-lhe a pele de arpões, ou a cabeça de fisgas?
8 Põe a mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás.
8 Põe a tua mão sobre ele; lembra-te da peleja; nunca mais o farás!
9 Eis que a gente se engana em sua esperança; acaso, não será o homem derribado só em vê-lo?
9 Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será um homem derrubado só ao vê-lo?
10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim?
10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo; quem, pois, é aquele que pode erguer-se diante de mim?
11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois tudo quanto existe debaixo de todo céu é meu.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua estrutura.
13 Quem lhe abrirá as vestes do seu dorso? Ou lhe penetrará a couraça dobrada?
13 Quem lhe pode tirar o vestido exterior? Quem lhe penetrará a couraça dupla?
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
14 Quem jamais abriu as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta.
15 As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como por um selo apertado.
16 A tal ponto uma se chega à outra, que entre elas não entra nem o ar.
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas.
17 Umas às outras se ligam, aderem entre si e não se podem separar.
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
18 Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem.
20 Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.
21 O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.
21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele anda saltando o terror.
23 Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
23 Os tecidos da sua carne estão pegados entre si; ela é firme sobre ele, não se pode mover.
24 O seu coração é firme como uma pedra, firme como a mó de baixo.
24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, firme como a pedra inferior duma mó.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; quando irrompe, ficam como que fora de si.
25 Quando ele se levanta, os valentes são atemorizados, e por causa da consternação ficam fora de si.
26 Se o golpe de espada o alcança, de nada vale, nem de lança, de dardo ou de flecha.
26 Se alguém o atacar com a espada, essa não poderá penetrar; nem tampouco a lança, nem o dardo, nem o arpão.
27 Para ele, o ferro é palha, e o cobre, pau podre.
27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.
28 A seta o não faz fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
28 A seta não o poderá fazer fugir; para ele as pedras das fundas se tornam em restolho.
29 Os porretes atirados são para ele como palha, e ri-se do brandir da lança.
29 Os bastões são reputados como juncos, e ele se ri do brandir da lança.
30 Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
30 Debaixo do seu ventre há pontas agudas; ele se estende como um trilho sobre o lodo.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como caldeira de unguento.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento.
32 Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido.
32 Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
33 Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo.
33 Na terra não há coisa que se lhe possa comparar; pois foi feito para estar sem pavor.
34 Ele olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os animais orgulhosos.
34 Ele vê tudo o que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.

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