Provérbios 27

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Não te gabes do dia de amanhã porque não sabes o que ele poderá engendrar.
1 Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
2 Que seja outro que te louve, não a tua própria boca; um estranho, não teus próprios lábios.
2 Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.
3 Pesada é a pedra, pesada a areia, mais pesada ainda é a cólera de um tolo.
3 Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.
4 Crueldade do furor, ímpetos da cólera: mas quem pode suportar o ciúme?
4 Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?
5 Melhor é a correção manifesta do que uma amizade fingida.
5 Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6 As feridas do amigo são provas de lealdade, mas os beijos do que odeia são abundantes.
6 Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.
7 Saciado o apetite, calca aos pés o favo de mel; para o faminto tudo o que é amargo parece doce.
7 A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.
8 Um pássaro que anda longe do seu ninho: tal é o homem que vive longe da sua terra.
8 Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.
9 Azeite e incenso alegram o coração: a bondade de um amigo consola a alma.
9 Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
10 Não abandones teu amigo, o amigo de teu pai; não vás à casa do teu irmão em dia de aflição. Vale mais um vizinho que está perto, que um irmão distante.
10 Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.
11 Sê sábio, meu filho, alegrarás meu coração e eu poderei responder ao que me ultrajar.
11 Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.
12 O homem prudente percebe o mal e se põe a salvo; os imprudentes passam adiante e agüentam o peso.
12 O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13 Toma a sua veste, porque ficou fiador de outrem, exige o penhor que deve aos estrangeiros.
13 Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.
14 Quem, desde o amanhecer, louva seu vizinho em alta voz é censurado de o ter amaldiçoado.
14 O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.
15 Goteira que cai de contínuo em dia de chuva e mulher litigiosa, tudo é a mesma coisa.
15 O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;
16 Querer retê-la, é reter o vento, ou pegar azeite com a mão.
16 contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
17 O ferro com o ferro se aguça; o homem aguça o homem.
17 Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
18 Quem trata de sua figueira, comerá seu fruto; quem cuida do seu senhor, será honrado.
18 O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.
19 Como o reflexo do rosto na água, assim é o coração do homem para o homem.
19 Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.
20 A morada dos mortos e o abismo nunca se enchem; assim os olhos do homem são insaciáveis.
20 O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21 Há um crisol para a prata, um forno para o ouro; assim o homem {é provado} pela sua reputação.
21 Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.
22 Ainda que pisasses o insensato num triturador, entre os grãos, com um pilão, sua loucura não se separaria dele.
22 Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.
23 Certifica-te bem do estado do teu gado miúdo; atende aos teus rebanhos,
23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,
24 porque a riqueza não é eterna e a coroa não permanece de geração em geração.
24 porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.
25 Quando se abre o prado, quando brotam as ervas, uma vez recolhido o feno das montanhas,
25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,
26 tens ainda cordeiros para te vestir e bodes para pagares um campo,
26 então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,
27 leite de cabra suficiente para teu sustento, para o sustento de tua casa e a manutenção das tuas servas.
27 e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.

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