Lamentações 3

Versão Católica (VC, 2024) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Eu sou o homem que conheceu a dor, sob a vara de seu furor.
1 Eu sou o homem que viu a aflição causada pela vara do furor de Deus.
2 Conduziu-me e me fez caminhar nas trevas e não na claridade.
2 Ele me levou e me fez andar nas trevas e não na luz.
3 Ele não cessa de voltar a mão todos os dias contra mim.
3 Certamente ele voltou a sua mão contra mim, sem parar, todo o dia.
4 Consumiu minha carne e minha pele, partiu meus ossos.
4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, e despedaçou os meus ossos.
5 Em torno de mim acumulou veneno e dor.
5 Construiu rampas de ataque contra mim e me cercou de amargura e dor.
6 Fez-me morar nas trevas como os mortos do tempo antigo.
6 Ele me faz habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito tempo.
7 Cercou-me com muralhas sem saída, carregou-me de pesados grilhões.
7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; prendeu-me com pesadas correntes.
8 Não obstante meus gritos e apelos sufocou a minha prece!
8 Mesmo quando clamo e grito, ele fecha os ouvidos à minha oração.
9 Fechou-me a vereda com pedras e obstruiu o meu caminho.
9 Fechou os meus caminhos com blocos de pedra, fez tortuosas as minhas veredas.
10 Foi ele para mim qual urso de emboscada, qual leão traiçoeiro.
10 Foi para mim como um urso à espreita, como um leão pronto para atacar.
11 Desviou-me para me dilacerar, deixando-me no abandono.
11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; depois me abandonou.
12 Retesou o arco e me tomou para alvo de suas setas.
12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo de suas flechas.
13 Cravou em meus rins as flechas de sua aljava.
13 As flechas da sua aljava atingiram o meu coração.
14 Tornei-me escárnio do meu povo, objeto constante de suas canções.
14 Fui feito motivo de riso para todo o meu povo, e a sua canção de deboche o dia inteiro.
15 Saturou-me de amarguras, saciou-me de absinto.
15 Fartou-me de amarguras, e me saciou de absinto.
16 Quebrou-me os dentes com cascalhos, mergulhou-me em cinzas.
16 Quebrou os meus dentes nas pedras, e cobriu-me de cinza.
17 A paz foi roubada de minha alma, nem sei mais o que é felicidade.
17 Já não sei o que é ter paz e esqueci o que é desfrutar do bem.
18 E eu penso: perdi minha força e minha esperança no Senhor.
18 Então eu disse: “Não tenho mais forças. A minha esperança no
19 A lembrança de meus tormentos e minhas misérias é para mim absinto e veneno.
19 Lembra-te da minha aflição e do meu andar errante, do absinto e da amargura.
20 A pensar nisso sem cessar, minha alma desfalece dentro de mim.
20 Minha alma continuamente se lembra disso e se abate dentro de mim.
21 Eis, porém, o que vou tomar a peito para recuperar a esperança.
21 Quero trazer à memória o que pode me dar esperança.
22 É graças ao Senhor que não fomos aniquilados, porque não se esgotou sua piedade.
22 As misericórdias do de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 Cada manhã ele se manifesta e grande é sua fidelidade.
23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
24 Disse-me a alma: o Senhor é minha partilha, e assim nele confio.
24 A minha porção é o Senhor , diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
25 O Senhor é bom para quem nele confia, para a alma que o procura.
25 O Senhor é bom para os que esperam nele, para aqueles que o buscam.
26 Bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor.
26 Bom é aguardar a salvação do e isso, em silêncio.
27 É bom para o homem carregar seu jugo na mocidade.
27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28 Permaneça só e em silêncio, quando Deus lho determinar!
28 Que ele se assente solitário e fique em silêncio, porque esse jugo Deus pôs sobre ele.
29 Leve sua boca ao pó; haverá, talvez, esperança?
29 Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30 Estenda a face a quem o fere, e se farte de opróbrios!
30 Dê a face ao que o fere e suporte todas as afrontas.
31 Porque o Senhor não repele para sempre.
31 O Senhor não rejeitará para sempre.
32 Após haver afligido, ele tem piedade, porque é grande sua misericórdia.
32 Ainda que entristeça alguém, terá compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias.
33 Não lhe alegra o coração humilhar e afligir os homens.
33 Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
34 Calcar aos pés todos os cativos da terra;
34 Pisar debaixo dos pés todos os prisioneiros da terra,
35 violar o direito de um homem à face do Altíssimo;
35 perverter o direito do homem diante do Altíssimo,
36 lesar os direitos de outros... Não vê tudo isso o Senhor?
36 subverter a justiça num processo — será que o Senhor não veria tais coisas?
37 De quem se executa a ordem, sem que Deus a ordene?
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado?
38 Não é da boca do Altíssimo que procedem males e bens?
38 Por acaso, não é da boca do Altíssimo que procedem tanto o mal como o bem?
39 De que pode o homem em vida queixar-se? Que cada um se queixe de seus pecados.
39 Por que se queixa o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
40 Examinemos, escrutemos o nosso proceder, e voltemos para o Senhor.
40 Examinemos bem os nossos caminhos e voltemos para o
41 Elevemos os corações, tanto quanto as mãos, para Deus lá nos céus.
41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:
42 Pecamos, recalcitramos, e não nos perdoastes.
42 “Nós pecamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.”
43 Cobristes-vos de cólera para nos perseguir. Matastes sem piedade.
43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; nos mataste sem dó nem piedade.
44 Numa nuvem vos envolvestes para impedir que a prece a atravessasse.
44 De nuvens te encobriste para que a nossa oração não passe.
45 E de nós fizestes raspas, refugo das nações.
45 Como lixo e refugo nos puseste no meio dos povos.
46 Contra nós abrem a boca todos os nossos inimigos.
46 Todos os nossos inimigos abriram a boca contra nós.
47 Fosso e terror - é o nosso quinhão, com ruínas e desolação.
47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a desolação e a ruína.
48 Rios de lágrimas correm-me dos olhos, por causa da ruína da filha de meu povo.
48 Dos meus olhos correm rios de lágrimas, por causa da destruição da filha do meu povo.
49 Não cessam meus olhos de chorar, porque não cessa {a desgraça},
49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,
50 até que do alto dos céus o Senhor desça seu olhar.
50 até que o Senhor atenda e veja lá do céu.
51 Minha alma se amargura, ao ver todas as filhas da minha cidade.
51 O que vejo entristece a minha alma: o sofrimento de todas as filhas da minha cidade.
52 Caçaram-me como a um pardal os que, sem razão, me odeiam.
52 Aqueles que sem motivo são meus inimigos caçaram-me como se eu fosse uma ave.
53 Quiseram precipitar-me no fosso rolando uma pedra sobre mim.
53 Lançaram-me vivo numa cova e atiraram pedras sobre mim.
54 Acima de mim subiam as águas: Estou perdido!, exclamei.
54 Águas correram sobre a minha cabeça; então eu disse: “Estou perdido!”
55 Invoquei, Senhor, o vosso nome do profundo fosso.
55 Da mais profunda cova, Senhor , invoquei o teu nome.
56 Ouvistes-me gritar: Não aparteis do meu chamado o vosso ouvido.
56 Ouviste a minha voz, quando pedi: “Não feches os teus ouvidos aos meus lamentos, ao meu clamor.”
57 E vós viestes no dia em que vos invoquei e dissestes: Não tenhas medo!
57 No dia em que te invoquei, chegaste perto de mim e disseste: “Não tenha medo.”
58 Defendestes, Senhor, a minha causa, e minha vida resgatastes.
58 Defendeste a minha causa, Senhor; remiste a minha vida.
59 Vistes, Senhor, o mal que me fizeram: fazei-me justiça.
59 Viste, Senhor , a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60 Vós vedes seus projetos vingativos e suas tramas contra mim.
60 Viste toda a sua vingança, todos os seus planos contra mim.
61 Senhor, ouvistes suas injúrias e todos os seus conluios contra mim;
61 Ouviste as suas afrontas, todos os seus planos contra mim,
62 As palavras de meus inimigos e o que sem cessar estão tramando contra mim.
62 as acusações que me fazem e o que murmuram contra mim, o dia todo.
63 Observai-os: sentados ou de pé, fazem de mim objeto de suas canções.
63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou motivo de zombaria para eles.
64 Dai-lhes, Senhor, a paga, o que merece o seu proceder.
64 Tu, Senhor , lhes retribuirás segundo a obra das mãos deles.
65 Cegai-lhes o coração; feri-os com a vossa maldição;
65 Tu lhes darás dureza de coração, que é a tua maldição sobre eles.
66 persegui-os com vossa cólera, e exterminai-os do nosso universo, Senhor!
66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do

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