Jó 6

Versão Católica (VC, 2024) vs NVI

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NVI Nova Versão Internacional
1 Jó tomou a palavra nestes termos:
1 Então Jó respondeu:
2 Ah! se pudessem pesar minha aflição, e pôr na balança com ela meu infortúnio!
2 "Se tão-somente pudessem pesar a minha aflição e pôr na balança a minha desgraça!
3 esta aqui apareceria mais pesada do que a areia dos mares: eis por que minhas palavras são desvairadas.
3 Veriam que o seu peso é maior que o da areia dos mares. Por isso as minhas palavras são tão impetuosas.
4 As setas do Todo-poderoso estão cravadas em mim, e meu espírito bebe o veneno delas; os terrores de Deus me assediam
4 As flechas do Todo-poderoso estão cravadas em mim, e o meu espírito suga delas o veneno; os terrores de Deus estão posicionados contra mim.
5 Porventura orneja o asno montês, quando tem erva? Muge o touro junto de sua forragem?
5 Zurra o jumento selvagem, se tiver capim? Muge o boi, se tiver forragem?
6 Come-se uma coisa insípida sem sal? Pode alguém saborear aquilo que não tem gosto algum?
6 Come-se sem sal uma comida insípida? E a clara do ovo, tem algum sabor?
7 Minha alma recusa-se a tocar nisso, meu coração está desgostoso.
7 Recuso-me a tocar nisso; esse tipo de comida causa-me repugnância.
8 Quem me dera que meu voto se cumpra, e que Deus realize minha esperança!
8 "Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo,
9 Que Deus consinta em esmagar-me, que deixe suas mãos cortarem meus dias!
9 se Deus se dispusesse a esmagar-me, a soltar a mão protetora e eliminar-me!
10 Teria pelo menos um consolo, e exultaria em seu impiedoso tormento, por não ter renegado as palavras do Santo.
10 Pois eu ainda teria o consolo, minha alegria em meio à dor implacável, de não ter negado as palavras do Santo.
11 Pois, que é minha força para que eu espere, qual é meu fim, para me portar com paciência?
11 "Que esperança posso ter, se já não tenho forças? Como posso ter paciência, se não tenho futuro?
12 Será que tenho a fortaleza das pedras, e será de bronze minha carne?
12 Acaso tenho a força da pedra? Acaso a minha carne é de bronze?
13 Não encontro socorro algum, qualquer esperança de salvação me foi tirada.
13 Haverá poder que me ajude, agora que os meus recursos se foram?
14 Recusar a piedade a um amigo é abandonar o temor ao Todo-poderoso.
14 "Um homem desesperado deve receber a compaixão de seus amigos, muito embora ele tenha abandonado o temor do Todo-poderoso.
15 Meus irmãos são traiçoeiros como a torrente, como as águas das torrentes que somem.
15 Mas os meus irmãos enganaram-me como riachos temporários, como os riachos que transbordam
16 Rolam agitadas pelo gelo, empoçam-se com a neve derretida.
16 quando o degelo os torna turvos e a neve que se derrete os faz encher,
17 No tempo da seca, elas se esgotam, e ao vir o calor, seu leito seca.
17 mas que param de fluir no tempo da seca, e no calor desaparecem dos seus leitos.
18 as caravanas se desviam das veredas, penetram no deserto e perecem;
18 As caravanas se desviam de suas rotas; sobem para lugares desertos e perecem.
19 As caravanas de Tema espreitavam, os comboios de Sabá contavam com elas;
19 Procuram água as caravanas de Temá, olham esperançosos os mercadores de Sabá.
20 ficaram transtornados nas suas suposições: ao chegarem ao lugar, ficaram confusos.
20 Ficam tristes, porque estavam confiantes; lá chegaram tão-somente para sofrer decepção.
21 É assim que falhais em cumprir o que de vós se esperava nesta hora; a vista de meu infortúnio vos aterroriza.
21 Pois agora vocês de nada me valeram; contemplam minha temível situação, e se enchem de medo.
22 Porventura, disse-vos eu: Dai-me qualquer coisa de vossos bens, dai-me presentes,
22 Alguma vez lhes pedi que me dessem alguma coisa? Ou que da sua riqueza pagassem resgate por mim?
23 livrai-me da mão do inimigo, e tirai-me do poder dos violentos?
23 Ou que me livrassem das mãos do inimigo? Ou que me libertassem das garras de quem me oprime?
24 Ensinai-me e eu me calarei, mostrai-me em que falhei.
24 "Ensinem-me, e eu me calarei; mostrem-me onde errei.
25 Como são eficazes as expressões conforme a eqüidade! Mas em que podereis surpreender-me?
25 Como doem as palavras verdadeiras! Mas o que provam os argumentos de vocês?
26 Pretendeis censurar palavras? Palavras desesperadas, leva-as o vento.
26 Vocês pretendem corrigir o que digo e tratar como vento as palavras de um homem desesperado?
27 Seríeis capazes de pôr em leilão até mesmo um órfão, de traficar o vosso amigo!
27 Vocês seriam capazes de pôr em sorteio o órfão e de vender um amigo por uma bagatela!
28 Vamos, peço-vos, olhai para mim face a face, não mentirei.
28 "Mas agora, tenham a bondade de olhar para mim. Será que eu mentiria na frente de vocês?
29 Vinde de novo; não sejais injustos; vinde: estou inocente nessa questão.
29 Reconsiderem a questão, não sejam injustos; tornem a analisá-la, pois a minha integridade está em jogo.
30 Haverá iniqüidade em minha língua? Meu paladar não sabe discernir o mal?
30 Há alguma iniqüidade em meus lábios? Será que a minha boca não consegue discernir a maldade?

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