Jó 6

Versão Católica (VC, 2024) vs NTLH

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NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000
1 Jó tomou a palavra nestes termos:
1 Então em resposta Jó disse:
2 Ah! se pudessem pesar minha aflição, e pôr na balança com ela meu infortúnio!
2 “Ah! Se a minha desgraça e os meus sofrimentos fossem postos numa balança,
3 esta aqui apareceria mais pesada do que a areia dos mares: eis por que minhas palavras são desvairadas.
3 com certeza pesariam mais do que a areia do mar. E foi por isso que falei com violência.
4 As setas do Todo-poderoso estão cravadas em mim, e meu espírito bebe o veneno delas; os terrores de Deus me assediam
4 As flechas venenosas do Deus Todo-Poderoso estão fincadas em mim, e o veneno entra na minha alma. Com os seus ataques, Deus me tem enchido de terror.
5 Porventura orneja o asno montês, quando tem erva? Muge o touro junto de sua forragem?
5 O jumento fica contente quando come capim, e o boi não reclama quando tem pasto.
6 Come-se uma coisa insípida sem sal? Pode alguém saborear aquilo que não tem gosto algum?
6 Mas quem gosta de comida sem sal? Que gosto tem a clara do ovo?
7 Minha alma recusa-se a tocar nisso, meu coração está desgostoso.
7 Não tenho apetite para comer essas coisas, e tudo o que como me faz mal.
8 Quem me dera que meu voto se cumpra, e que Deus realize minha esperança!
8 “Ah! Se Deus me desse o que estou pedindo! Ah! Se Deus respondesse à minha oração!
9 Que Deus consinta em esmagar-me, que deixe suas mãos cortarem meus dias!
9 Então ele me tiraria a vida; ele me atacaria e acabaria comigo!
10 Teria pelo menos um consolo, e exultaria em seu impiedoso tormento, por não ter renegado as palavras do Santo.
10 Se eu soubesse que Deus faria isso, daria pulos de alegria, mesmo sofrendo muita dor. Pois Deus é santo, e eu nunca fui contra as suas decisões.
11 Pois, que é minha força para que eu espere, qual é meu fim, para me portar com paciência?
11 Onde estão as minhas forças para resistir? Por que viver, se não há esperança?
12 Será que tenho a fortaleza das pedras, e será de bronze minha carne?
12 Será que sou forte como a pedra? Será que o meu corpo é de bronze?
13 Não encontro socorro algum, qualquer esperança de salvação me foi tirada.
13 Não sou capaz de me ajudar a mim mesmo, e não há ninguém que me socorra.
14 Recusar a piedade a um amigo é abandonar o temor ao Todo-poderoso.
14 “Uma pessoa desesperada merece a compaixão dos seus amigos, mesmo que tenha deixado de ao Deus Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos são traiçoeiros como a torrente, como as águas das torrentes que somem.
15 Mas eu não pude contar com vocês, meus amigos, que me desapontaram como um riacho que seca no verão.
16 Rolam agitadas pelo gelo, empoçam-se com a neve derretida.
16 Primeiro ele está cheio de gelo e de neve,
17 No tempo da seca, elas se esgotam, e ao vir o calor, seu leito seca.
17 mas depois vira água, que vai sumindo no calor, até que no fim o seu leito fica seco e duro.
18 as caravanas se desviam das veredas, penetram no deserto e perecem;
18 As caravanas se perdem procurando água; avançam pelo deserto e ali morrem.
19 As caravanas de Tema espreitavam, os comboios de Sabá contavam com elas;
19 Aquelas que vêm de Temá e de Sabá procuram esses ribeirões, cheias de esperança,
20 ficaram transtornados nas suas suposições: ao chegarem ao lugar, ficaram confusos.
20 porém, quando chegam, todos ficam desapontados, e a sua esperança morre ali.
21 É assim que falhais em cumprir o que de vós se esperava nesta hora; a vista de meu infortúnio vos aterroriza.
21 Vocês são como esses ribeirões; vocês veem a minha miséria e ficam com medo.
22 Porventura, disse-vos eu: Dai-me qualquer coisa de vossos bens, dai-me presentes,
22 Por acaso, pedi que vocês me dessem qualquer coisa? Ou que me oferecessem um presente?
23 livrai-me da mão do inimigo, e tirai-me do poder dos violentos?
23 Será que pedi que me salvassem de um inimigo ou que me livrassem das mãos dos bandidos?
24 Ensinai-me e eu me calarei, mostrai-me em que falhei.
24 “Ensinem-me, que eu ficarei calado; mostrem os erros que cometi.
25 Como são eficazes as expressões conforme a eqüidade! Mas em que podereis surpreender-me?
25 Quem fala a verdade convence, mas a acusação de vocês não prova nada.
26 Pretendeis censurar palavras? Palavras desesperadas, leva-as o vento.
26 Será que vocês querem criticar o que eu digo, querem tratar as palavras de um homem desesperado como se elas fossem vento?
27 Seríeis capazes de pôr em leilão até mesmo um órfão, de traficar o vosso amigo!
27 Vocês seriam capazes de vender um órfão em leilão; vocês venderiam até mesmo um amigo!
28 Vamos, peço-vos, olhai para mim face a face, não mentirei.
28 Olhem bem nos meus olhos e digam se estou mentindo.
29 Vinde de novo; não sejais injustos; vinde: estou inocente nessa questão.
29 Retirem o que disseram; não sejam injustos. Não me condenem; eu estou com a razão.
30 Haverá iniqüidade em minha língua? Meu paladar não sabe discernir o mal?
30 Vocês pensam que sou mentiroso? Será que não sei o que é certo e o que é errado?

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