Jó 31

Versão Católica (VC, 2024) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Eu havia feito um pacto com meus olhos: não desejaria olhar nunca para uma virgem.
1 “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem.
2 Que parte me daria Deus lá do alto, que sorte o Todo-poderoso me enviaria dos céus?
2 Do contrário, qual seria a minha porção do Deus lá de cima, e que herança receberia do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 A infelicidade não está reservada ao injusto, e o infortúnio ao iníquo?
3 Por acaso, não é a perdição para o ímpio, e a desgraça para os que praticam a maldade?
4 Não conhece Deus os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
4 Será que Deus não vê os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 Se caminhei com a mentira, se meu pé correu atrás da fraude,
5 Se andei com falsidade ou se o meu pé se apressou para o engano
6 que Deus me pese em justas balanças e reconhecerá minha integridade.
6 — que Deus me pese numa balança justa e conhecerá a minha integridade!”
7 Se meus passos se desviaram do caminho, se meu coração seguiu meus olhos, se às minhas mãos se apegou qualquer mácula,
7 “Se os meus passos se desviaram do caminho, se o meu coração segue os meus olhos, e se alguma mancha se apegou às minhas mãos,
8 semeie eu e outro o coma, e que minhas plantações sejam desenraizadas!
8 então que outros comam o que eu semeei, e que seja arrancado o que se produz no meu campo.
9 Se meu coração foi seduzido por uma mulher, se fiquei à espreita à porta de meu vizinho,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, se fiquei rondando a porta do meu próximo,
10 que minha mulher gire a mó para outro e que estranhos a possuam!
10 então que a minha mulher moa os cereais para outro homem, e que outros se deitem com ela.
11 Pois isso teria sido um crime, um delito dependente da justiça,
11 Pois eu teria cometido um crime hediondo, um delito a ser punido pelos juízes.
12 um fogo que devoraria até o abismo, e que teria arruinado todos os meus bens.
12 Isso seria fogo que consome até a destruição e arrancaria toda a minha colheita pela raiz.”
13 Nunca violei o direito de meus escravos, ou de minha serva, em suas discussões comigo.
13 “Se não reconheci o direito do meu servo ou da minha serva quando eles reclamavam contra mim,
14 Que farei eu quando Deus se levantar? Quando me interrogar, que lhe responderei?
14 então que faria eu quando Deus se levantasse no tribunal? E, se ele me interrogasse, que lhe responderia eu?
15 Aquele que me criou no ventre, não o criou também a ele? Um mesmo criador não nos formou no seio da nossa mãe?
15 Aquele que me formou no ventre de minha mãe não os fez também a eles? Ou não é o mesmo Deus que nos formou no ventre materno?”
16 Não recusei aos pobres aquilo que desejavam, não fiz desfalecer os olhos da viúva,
16 “Se retive o que os pobres desejavam ou deixei que os olhos das viúvas esperassem em vão;
17 não comi sozinho meu pedaço de pão, sem que o órfão tivesse a sua parte;
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, sem reparti-lo com os órfãos
18 desde minha infância cuidei deste como um pai, desde o ventre de minha mãe fui o guia da viúva.
18 — porque desde a minha mocidade eu os criei como se fosse pai deles, durante toda a minha vida fui o guia das viúvas —;
19 Se vi perecer um homem por falta de roupas, e o pobre que não tinha com que cobrir-se,
19 se vi alguém perecer por falta de roupa ou notava que o necessitado não tinha com que se cobrir;
20 sem que seus rins me tenham abençoado, aquecido como estava com a lã de minhas ovelhas;
20 se ele não me agradeceu do fundo do coração, quando se aquecia com a lã dos meus cordeiros;
21 se levantei a mão contra o órfão, quando me via apoiado pelos juízes,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, sabendo que eu tinha o apoio dos juízes,
22 que meu ombro caia de minhas costas, que meu braço seja arrancado de seu cotovelo!
22 então que a omoplata caia do meu ombro, e que o meu braço seja arrancado da articulação.
23 Pois o temor de Deus me invadiu, e diante de sua majestade não posso subsistir.
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.”
24 Nunca pus no ouro minha segurança, nem jamais disse ao ouro puro: És minha esperança.
24 “Se no ouro pus a minha esperança ou se eu disse ao ouro fino: ‘Você é a minha garantia’;
25 Nunca me rejubilei por ser grande a minha riqueza, nem pelo fato de minha mão ter ajuntado muito.
25 se me alegrei por ser grande a minha riqueza e por ter a minha mão alcançado muito;
26 Quando eu via o sol brilhar, e a lua levantar-se em seu esplendor,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava em seu esplendor,
27 jamais meu coração deixou-se seduzir em segredo, e minha mão não foi levada à boca para um beijo.
27 e o meu coração se deixou seduzir em segredo, e eu lhes atirei beijos com a mão,
28 Isto seria um crime digno de castigo, pois eu teria renegado o Deus do alto.
28 também isto seria um delito a ser punido pelos juízes, pois eu teria negado a Deus, que está lá em cima.”
29 Nunca me alegrei com a ruína de meu inimigo, e nem exultei quando a infelicidade o feriu.
29 “Se me alegrei com a desgraça do que me odeia e se exultei quando o mal o atingiu
30 Não permiti que minha língua pecasse, reclamando sua morte por uma imprecação.
30 — eu que não deixei a minha boca pecar, rogando praga para que morresse —;
31 Jamais as pessoas de minha tenda me disseram: Há alguém que não saiu satisfeito.
31 se as pessoas que moram na minha tenda não disseram: ‘Quem nos dera encontrar alguém que não se saciou da carne provida por ele’
32 O estrangeiro não passava a noite fora, eu abria a minha porta ao viajante.
32 — pois o estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas estavam sempre abertas para os viajantes! —;
33 Nunca dissimulei minha culpa aos homens, escondendo em meu peito minha iniqüidade,
33 se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniquidade em meu íntimo,
34 como se temesse a multidão e receasse o desprezo das famílias, a ponto de me manter quieto sem pôr o pé fora da porta.
34 porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, fazendo com que eu me calasse e não saísse da porta…”
35 Oh, se eu tivesse alguém para me ouvir! Eis a minha assinatura: que o Todo-poderoso me responda! Que o meu adversário escreva também um memorial.
35 “Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Será que eu não o poria sobre meus ombros, e não cingiria minha fronte com ele como de uma coroa?
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, e a poria sobre mim como se fosse uma coroa.
37 Dar-lhe-ia conta de todos os meus passos, e me apresentaria diante dele altivo como um príncipe.
37 Eu lhe mostraria o número dos meus passos; como príncipe eu me aproximaria dele.”
38 Se minha terra clamou contra mim, e seus sulcos derramaram lágrimas,
38 “Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 se comi seus frutos sem pagar, se afligi a alma de seu possuidor,
39 se comi os seus frutos sem pagar ou se causei a morte aos seus donos,
40 que em vez de trigo produza espinhos, e joio em vez de cevada! Aqui terminam os discursos de Jó.
40 que ela produza espinhos em vez de trigo, e joio em lugar de cevada.” Fim das palavras de Jó.

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