Jó 15

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita:
2 Porventura, responde o sábio como se falasse ao vento e enche de ar o seu ventre?
2 Porventura, dará o sábio em resposta ciência de vento? E encher-se-á a si mesmo de vento oriental,
3 Defende-se ele com fúteis argumentos, e com palavras que não servem para nada?
3 arguindo com palavras que de nada servem e com razões de que nada aproveita?
4 Acabarás destruindo a piedade, reduzes a nada o respeito devido a Deus;
4 Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a ele devida.
5 pois é a iniqüidade que inspira teus discursos e adotas a linguagem dos impostores.
5 Pois a tua iniquidade ensina à tua boca, e tu escolheste a língua dos astutos.
6 É a tua boca que te condena, e não eu; são teus lábios que dão testemunho contra ti mesmo.
6 A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti.
7 És, porventura, o primeiro homem que nasceu, e foste tu gerado antes das colinas?
7 És tu, porventura, o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros?
8 Assististe, porventura, ao conselho de Deus, monopolizaste a sabedoria?
8 Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria?
9 Que sabes tu que nós ignoremos, que aprendeste que não nos seja familiar?
9 Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós?
10 Há entre nós também velhos de cabelos brancos, muito mais avançados em dias do que teu pai.
10 Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.
11 Fazes pouco caso das consolações divinas, e das doces palavras que te são dirigidas?
11 Porventura, fazes pouco caso das consolações de Deus e das suaves palavras que te dirigimos nós?
12 Por que te deixas levar pelo impulso de teu coração, e o que significam esses maus olhares?
12 Por que te arrebata o teu coração? Por que flamejam os teus olhos,
13 É contra Deus que ousas encolerizar-te, e que tua boca profere tais discursos!
13 para voltares contra Deus o teu furor e deixares sair tais palavras da tua boca?
14 Que é o homem para que seja puro e o filho da mulher, para que seja justo?
14 Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce de mulher, para ser justo?
15 Nem mesmo de seus santos Deus se fia, e os céus não são puros a seus olhos;
15 Eis que Deus não confia nem nos seus santos; nem os céus são puros aos seus olhos,
16 quanto mais do ser abominável e corrompido, o homem, que bebe a iniqüidade como a água?
16 quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!
17 Ouve-me; vou instruir-te: eu te contarei o que vi,
17 Escuta-me, mostrar-to-ei; e o que tenho visto te contarei,
18 aquilo que os sábios ensinam, aquilo que seus pais não lhes ocultaram,
18 o que os sábios anunciaram, que o ouviram de seus pais e não o ocultaram
19 {aos quais, somente, foi dada esta terra, e no meio dos quais não tinha penetrado estrangeiro algum}.
19 (aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles):
20 Em todos os dias de sua vida o mau está angustiado, os anos do opressor são em número restrito,
20 Todos os dias o perverso é atormentado, no curto número de anos que se reservam para o opressor.
21 ruídos terrificantes ressoam-lhe aos ouvidos, no seio da paz, lhe sobrevém o destruidor.
21 O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; na prosperidade lhe sobrevém o assolador.
22 Ele não espera escapar das trevas, está destinado ao gume da espada.
22 Não crê que tornará das trevas, e sim que o espera a espada.
23 Anda às tontas à procura de seu pão, sabe que o dia das trevas está a seu lado.
23 Por pão anda vagueando, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está preparado, à mão.
24 A tribulação e a angústia vêm sobre ele como um rei que vai para o combate,
24 Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja,
25 porque levantou a mão contra Deus, e desafiou o Todo-poderoso,
25 porque estendeu a mão contra Deus e desafiou o Todo-Poderoso;
26 correndo contra ele com a cabeça levantada, por detrás da grossura de seus escudos;
26 arremete contra ele obstinadamente, atrás da grossura dos seus escudos,
27 porque cobriu de gordura o seu rosto, e deixou a gordura ajuntar-se sobre seus rins,
27 porquanto cobriu o rosto com a sua gordura e criou enxúndia nas ilhargas;
28 habitando em cidades desoladas, em casas que foram abandonadas, destinadas a se tornarem montões de pedras;
28 habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém devia morar, que estavam destinadas a se fazerem montões de ruínas.
29 não se enriquecerá, nem os seus bens resistirão, não mais estenderá sua sombra sobre a terra,
29 Por isso, não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão seus bens pela terra.
30 não escapará às trevas; o fogo queimará seus ramos, e sua flor será levada pelo vento.
30 Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao assopro da boca de Deus será arrebatado.
31 {Que não se fie na mentira: ficará prisioneiro dela; a mentira será a sua recompensa}.
31 Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.
32 Suas ramagens secarão antes da hora, seus sarmentos não ficarão verdes;
32 Esta se lhe consumará antes dos seus dias, e o seu ramo não reverdecerá.
33 como a vinha, sacudirá seus frutos verdes, como a oliveira, deixará cair a flor.
33 Sacudirá as suas uvas verdes, como a vide, e deixará cair a sua flor, como a oliveira;
34 Pois a raça dos ímpios é estéril, e o fogo devora as tendas do suborno.
34 pois a companhia dos ímpios será estéril, e o fogo consumirá as tendas de suborno.
35 Quem concebe o mal, gera a infelicidade: é o engano que amadurece em seu seio.
35 Concebem a malícia e dão à luz a iniquidade, pois o seu coração só prepara enganos.

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