Jó 7
Leander van Ess, rev.2 (VANESS) vs NAA
1 Steht der Mensch nicht im Streitdienst auf Erden? Sind nicht wie des Tagelöhners Tage seine Tage?
1 “Não é verdade que a vida do ser humano neste mundo é uma luta sem fim? Não são os seus dias como os de um trabalhador diarista?
2 Wie ein Sklave schmachtet er nach Schatten, wie ein Tagelöhner harret er seines Lohns.
2 Como o escravo que suspira pela sombra e como o trabalhador que espera pelo seu salário,
3 So sind mir zugetheilt Monde des Jammers; und Nächte des Kummers mir beschieden.
3 assim me deram por herança meses de desengano e me proporcionaram noites de aflição.
4 Wenn ich mich lege, spreche ich: Wann steh' ich auf; und weicht der Abend, so wälze ich mich müde bis zur Morgendämmerung.
4 Ao deitar-me, pergunto: quando me levantarei? Mas a noite é longa, e estou farto de me virar na cama, até o amanhecer.
5 Mein Fleisch bekleiden Gewürm und Staubesschmutz; meine Haut ist überkrustet, und bricht von Neuem auf.
5 O meu corpo está vestido de vermes e de crostas terrosas; a minha pele racha e de novo forma pus.
6 Meine Tage rollen schneller ab, als die Weberspule; und schwinden hoffnungslos dahin.
6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança.
7 Bedenke, daß ein Hauch mein Leben ist; mein Auge kehrt nicht wieder, zu sehen das Glück;
7 Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver a felicidade.
8 es schauet mich nicht wieder das Auge, das mich sah; schauen deine Augen nach mir - aber ich bin nicht mehr.
8 Os olhos de quem agora me vê não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já terei desaparecido.”
9 Es schwindet die Wolke, und vergeht; so, wer hinabsteigt in die Unterwelt, steigt nicht wieder hinauf;
9 “Assim como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais voltará a subir.
10 kehrt nicht wieder in sein Haus; und es erkennt ihn nicht mehr seine Heimath.
10 Nunca mais voltará para a sua casa, e o lugar onde mora nunca mais o conhecerá.
11 D'rum will auch ich nicht wehren meinem Munde; will reden in der Bedrängniß meines Geistes; will klagen bei dem Kummer meiner Seele.
11 Por isso, não reprimirei a minha boca. Na angústia do meu espírito, falarei; na amargura da minha alma, eu me queixarei.
12 Bin ich ein Meer, ein Ungeheuer, daß du Wache wider mich stellest?
12 Será que eu sou o mar ou algum monstro marinho, para que me ponhas sob guarda?
13 Wenn ich sage: "Mein Bett soll mich trösten, mein Lager mir den Kummer lindern";
13 Quando digo: ‘O meu leito me consolará, a minha cama aliviará a minha queixa’,
14 so schreckest du mich durch Träume; und ängstigest mich mit Schreckbildern.
14 então me assustas com sonhos e me atemorizas com visões.
15 Dann wünsche ich Erwürgung meine Seele; lieber den Tod, als mein Gerippe.
15 Por isso, prefiro ser estrangulado; antes a morte do que esta tortura.
16 Ich verwarf es; nicht ewig werd' ich leben! Laß ab von mir, denn ein Hauch sind meine Tage.
16 Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me em paz, porque os meus dias são um sopro.”
17 Was ist der Mensch, daß du so groß ihn machest; und daß du auf ihn achtest?
17 “Que é o homem, para que tu lhe dês tanta importância, para que dês a ele atenção,
18 Daß du seiner dich annimmst jeden Morgen, jeden Augenblick ihn prüfest?
18 para que a cada manhã o visites, e que a cada momento o ponhas à prova?
19 Wie lange willst du nicht dich abwenden von mir? Nicht so lange mich lassen, bis ich meinen Speichel verschluckt habe?
19 Até quando não desviarás de mim o teu olhar? Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?
20 Hab' ich gesündigt, was that ich dir, du Menschenhüter? Warum hast du mich gemacht zum Verstoß gegen dich, daß ich mir selber zur Last bin?
20 Se pequei, que mal fiz a ti, ó Espreitador da humanidade? Por que fizeste de mim o teu alvo, tornando-me um peso para mim mesmo?
21 Und warum vergibst du nicht mein Vergehen, und tilgest meine Sünde? Bald liege ich doch im Staube, dann suchest du mich, und ich bin nicht mehr.
21 Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me procuras, já terei desaparecido.”
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