Provérbios 25
VulgSistine: Vulgata Sistina (SM_VULGSISTINE) vs ARA
ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Hae quoque parabolae Salomonis, quas transtulerunt viri Ezechiae regis Iuda.
1 São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2 Gloria Dei est celare verbum, et gloria regum investigare sermonem.
2 A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.
3 Caelum sursum, et terra deorsum, et cor regum inscrutabile.
3 Como a altura dos céus e a profundeza da terra, assim o coração dos reis é insondável.
4 Aufer rubiginem de argento, et egredietur vas purissimum:
4 Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives;
5 Aufer impietatem de vultu regis, et firmabitur iustitia thronus eius.
5 tira o perverso da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
6 Ne gloriosus appareas coram rege, et in loco magnorum ne steteris.
6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;
7 Melius est enim ut dicatur tibi: Ascende huc; quam ut humilieris coram principe.
7 porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe. A respeito do que os teus olhos viram,
8 Quae viderunt oculi tui, ne proferas in iurgio cito: ne postea emendare non possis, cum dehonestaveris amicum tuum.
8 não te apresses a litigar, pois, ao fim, que farás, quando o teu próximo te puser em apuros?
9 Causam tuam tracta cum amico tuo, et secretum extraneo ne reveles:
9 Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem;
10 ne forte insultet tibi cum audierit, et exprobrare non cesset. Gratia et amicitia liberant: quas tibi serva, ne exprobrabilis fias.
10 para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.
11 Mala aurea in lectis argenteis, qui loquitur verbum in tempore suo.
11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12 Inauris aurea, et margaritum fulgens, qui arguit sapientem, et aurem obedientem.
12 Como pendentes e joias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13 Sicut frigus nivis in die messis, ita legatus fidelis ei, qui misit eum, animam ipsius requiescere facit.
13 Como o frescor de neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera a alma dos seus senhores.
14 Nubes, et ventus, et pluviae non sequentes, vir gloriosus, et promissa non complens.
14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.
15 Patientia lenietur princeps, et lingua mollis confringet duritiam.
15 A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos.
16 Mel invenisti, comede quod sufficit tibi, ne forte satiatus evomas illud.
16 Achaste mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.
17 Subtrahe pedem tuum de domo proximi tui, nequando satiatus oderit te.
17 Não sejas frequente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça.
18 Iaculum, et gladius, et sagitta acuta, homo qui loquitur contra proximum suum falsum testimonium.
18 Maça, espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.
19 Dens putridus, et pes lassus, qui sperat super infideli in die angustiae,
19 Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20 et amittit pallium in die frigoris. Acetum in nitro, qui cantat carmina cordi pessimo. Sicut tinea vestimento, et vermis ligno: ita tristitia viri nocet cordi.
20 Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.
21 Si esurierit inimicus tuus, ciba illum: si sitierit, da ei aquam bibere:
21 Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,
22 prunas enim congregabis super caput eius, et Dominus reddet tibi.
22 porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o
23 Ventus aquilo dissipat pluvias, et facies tristis linguam detrahentem.
23 O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado.
24 — ausente —
24 Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.
25 Aqua frigida animae sitienti, et nuncius bonus de terra longinqua.
25 Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
26 Fons turbatus pede, et vena corrupta, iustus cadens coram impio.
26 Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso.
27 Sicut qui mel multum comedit, non est ei bonum: sic qui scrutator est maiestatis, opprimetur a gloria.
27 Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra.
28 Sicut urbs patens et absque murorum ambitu, ita vir, qui non potest in loquendo cohibere spiritum suum.
28 Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.
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