Cânticos 1

VulgConte: Vulgata Clementina, Conte editore (SM_VULGCONTE) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Osculetur me osculo oris sui.
1 Cântico de cânticos, que é de Salomão.
2 Quia meliora sunt ubera tua vino, fragrantia unguentis optimis.
2 Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho.
3 Oleum effusum nomen tuum: ideo adolescentulæ dilexerunt te. Trahe me.
3 Para cheirar são bons os teus unguentos; como unguento derramado é o teu nome; por isso, as virgens te amam.
4 Post te curremus in odorem unguentorum tuorum.
4 Leva-me tu, correremos após ti. O rei me introduziu nas suas recâmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; os retos te amam.
5 Introduxit me rex in cellaria sua.
5 Eu sou morena e agradável, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.
6 Exultabimus et lætabimur in te, memores uberum tuorum super vinum.
6 Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim. Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha que me pertence não guardei.
7 Recti diligunt te.
7 Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o recolhes pelo meio-dia, pois por que razão seria eu como a que erra ao pé dos rebanhos de teus companheiros?
8 Nigra sum, sed formosa, filiæ Ierusalem, sicut tabernacula Cedar, sicut pelles Salomonis.
8 Se tu o não sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas das ovelhas e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores.
9 Nolite me considerare quod fusca sim, quia decoloravit me sol.
9 Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó amiga minha.
10 Filii matris meæ pugnaverunt contra me, posuerunt me custodem in vineis: vineam meam non custodivi.
10 Agradáveis são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares.
11 Indica mihi, quem diligit anima mea, ubi pascas, ubi cubes in meridie, ne vagari incipiam post greges sodalium tuorum.
11 Enfeites de ouro te faremos, com pregos de prata.
12 Si ignoras te o pulcherrima inter mulieres, egredere, et abi post vestigia gregum, et pasce hœdos tuos iuxta tabernacula pastorum.
12 Enquanto o rei está assentado à sua mesa, dá o meu nardo o seu cheiro.
13 Equitatui meo in curribus Pharaonis assimilavi te amica mea.
13 O meu amado é para mim um ramalhete de mirra; morará entre os meus seios.
14 Pulchræ sunt genæ tuæ sicut turturis: collum tuum sicut monilia.
14 Como um cacho de Chipre nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado.
15 Murenulas aureas faciemus tibi, vermiculatas argento.
15 Eis que és formosa, ó amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.
16 Dum esset rex in accubitu suo, nardus mea dedit odorem suum. Fasciculus myrrhæ dilectus meus mihi, inter ubera mea commorabitur. Botrus Cypri dilectus meus mihi, in vineis Engaddi. Ecce tu pulchra es amica mea, ecce tu pulchra es, oculi tui columbarum. Ecce tu pulcher es dilecte mi, et decorus. Lectulus noster floridus. Tigna domorum nostrarum cedrina, laquearia nostra cypressina.
16 Eis que és gentil e agradável, ó amado meu; o nosso leito é viçoso.
17 — ausente —
17 As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas, de cipreste.

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