Jó 31

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 “Fiz uma aliança com meus olhos de não olhar com cobiça para nenhuma jovem.
1 “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem.
2 Pois o que Deus, lá de cima, escolheu para nós? Qual é nossa herança do Todo-poderoso, que está lá no alto?
2 Do contrário, qual seria a minha porção do Deus lá de cima, e que herança receberia do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Não é calamidade para os perversos e desgraça para os que praticam o mal?
3 Por acaso, não é a perdição para o ímpio, e a desgraça para os que praticam a maldade?
4 Afinal, ele não vê tudo que faço e cada passo que dou?
4 Será que Deus não vê os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 “Se minha conduta foi falsa, e se procurei enganar alguém,
5 Se andei com falsidade ou se o meu pé se apressou para o engano
6 que Deus me pese numa balança justa, pois conhecerá minha integridade.
6 — que Deus me pese numa balança justa e conhecerá a minha integridade!”
7 Se me desviei de seu caminho, se meu coração cobiçou o que os olhos viram, ou se sou culpado de algum outro pecado,
7 “Se os meus passos se desviaram do caminho, se o meu coração segue os meus olhos, e se alguma mancha se apegou às minhas mãos,
8 que outros comam o que semeei; que minhas plantações sejam arrancadas pela raiz.
8 então que outros comam o que eu semeei, e que seja arrancado o que se produz no meu campo.
9 “Se meu coração foi seduzido por uma mulher, ou se cobicei a esposa de meu próximo,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, se fiquei rondando a porta do meu próximo,
10 que minha esposa se torne serva de outro homem; que outros durmam com ela.
10 então que a minha mulher moa os cereais para outro homem, e que outros se deitem com ela.
11 Pois a cobiça é um pecado vergonhoso, um crime que merece castigo.
11 Pois eu teria cometido um crime hediondo, um delito a ser punido pelos juízes.
12 É fogo que tudo consome, levando à destruição, capaz de destruir tudo que tenho.
12 Isso seria fogo que consome até a destruição e arrancaria toda a minha colheita pela raiz.”
13 “Se fui injusto com meus servos e servas quando me apresentaram suas queixas,
13 “Se não reconheci o direito do meu servo ou da minha serva quando eles reclamavam contra mim,
14 que farei quando Deus me confrontar? Que direi quando ele me chamar para prestar contas?
14 então que faria eu quando Deus se levantasse no tribunal? E, se ele me interrogasse, que lhe responderia eu?
15 Pois o mesmo Deus que me criou, também criou meus servos; formou no ventre materno tanto eles como eu.
15 Aquele que me formou no ventre de minha mãe não os fez também a eles? Ou não é o mesmo Deus que nos formou no ventre materno?”
16 “Acaso me recusei a ajudar os pobres ou acabei com a esperança da viúva?
16 “Se retive o que os pobres desejavam ou deixei que os olhos das viúvas esperassem em vão;
17 Fui mesquinho com meu alimento e me recusei a compartilhá-lo com os órfãos?
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, sem reparti-lo com os órfãos
18 Não! Desde a juventude, tenho cuidado dos órfãos como um pai e, por toda a vida, tenho ajudado as viúvas.
18 — porque desde a minha mocidade eu os criei como se fosse pai deles, durante toda a minha vida fui o guia das viúvas —;
19 Sempre que via alguém passar frio por falta de roupa, e o pobre que não tinha o que vestir,
19 se vi alguém perecer por falta de roupa ou notava que o necessitado não tinha com que se cobrir;
20 acaso eles não me abençoavam por lhes prover roupas de lã para aquecê-los?
20 se ele não me agradeceu do fundo do coração, quando se aquecia com a lã dos meus cordeiros;
21 “Se levantei a mão contra o órfão, certo de que os juízes tomariam meu partido,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, sabendo que eu tinha o apoio dos juízes,
22 que meu ombro seja deslocado e meu braço, arrancado da articulação!
22 então que a omoplata caia do meu ombro, e que o meu braço seja arrancado da articulação.
23 Seria melhor que enfrentar o castigo de Deus; pois, se a majestade de Deus é contra mim, que esperança resta?
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.”
24 “Acaso confiei no dinheiro ou me senti seguro por causa de meu ouro?
24 “Se no ouro pus a minha esperança ou se eu disse ao ouro fino: ‘Você é a minha garantia’;
25 Acaso me vangloriei de minha riqueza e de tudo que possuo?
25 se me alegrei por ser grande a minha riqueza e por ter a minha mão alcançado muito;
26 “Olhei para o sol, que brilha no céu, ou para a lua, que percorre seu resplendor,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava em seu esplendor,
27 e, em segredo, meu coração foi seduzido a lhes lançar beijos de adoração?
27 e o meu coração se deixou seduzir em segredo, e eu lhes atirei beijos com a mão,
28 Se o fiz, devo ser castigado pelos juízes, pois significa que neguei o Deus que está lá no alto.
28 também isto seria um delito a ser punido pelos juízes, pois eu teria negado a Deus, que está lá em cima.”
29 “Alguma vez me alegrei com a desgraça de meus inimigos, ou exultei porque lhes aconteceu algum mal?
29 “Se me alegrei com a desgraça do que me odeia e se exultei quando o mal o atingiu
30 Não, jamais cometi o pecado de amaldiçoar alguém ou de pedir sua morte como vingança.
30 — eu que não deixei a minha boca pecar, rogando praga para que morresse —;
31 “Meus servos nunca disseram: ‘Ele deixa os outros passar fome’.
31 se as pessoas que moram na minha tenda não disseram: ‘Quem nos dera encontrar alguém que não se saciou da carne provida por ele’
32 Nunca deixei o estrangeiro dormir na rua; minha porta sempre esteve aberta para todos.
32 — pois o estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas estavam sempre abertas para os viajantes! —;
33 “Acaso procurei encobrir meus pecados, como outros fazem, e esconder a culpa em meu coração?
33 se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniquidade em meu íntimo,
34 Mantive-me calado e não saí de casa, por medo da multidão ou do desprezo do povo?
34 porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, fazendo com que eu me calasse e não saísse da porta…”
35 “Se ao menos alguém me ouvisse! Vejam, aqui está minha defesa assinada. Que o Todo-poderoso me responda; que meu adversário registre sua denúncia por escrito.
35 “Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Eu enfrentaria a acusação de peito aberto e a usaria como coroa.
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, e a poria sobre mim como se fosse uma coroa.
37 Pois eu diria a Deus exatamente o que tenho feito; compareceria diante dele como um príncipe.
37 Eu lhe mostraria o número dos meus passos; como príncipe eu me aproximaria dele.”
38 “Se a terra protestar contra mim, se todos os seus sulcos clamarem,
38 “Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 se roubei suas colheitas, ou se matei seus donos,
39 se comi os seus frutos sem pagar ou se causei a morte aos seus donos,
40 que cresçam espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada”. Assim terminam as palavras de Jó.
40 que ela produza espinhos em vez de trigo, e joio em lugar de cevada.” Fim das palavras de Jó.

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