Jó 31

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 “Fiz uma aliança com meus olhos de não olhar com cobiça para nenhuma jovem.
1 Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
2 Pois o que Deus, lá de cima, escolheu para nós? Qual é nossa herança do Todo-poderoso, que está lá no alto?
2 Porque qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Não é calamidade para os perversos e desgraça para os que praticam o mal?
3 Porventura, não é a perdição para o perverso, e o desastre, para os que praticam iniquidade?
4 Afinal, ele não vê tudo que faço e cada passo que dou?
4 Ou não vê ele os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 “Se minha conduta foi falsa, e se procurei enganar alguém,
5 Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano
6 que Deus me pese numa balança justa, pois conhecerá minha integridade.
6 (pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade);
7 Se me desviei de seu caminho, se meu coração cobiçou o que os olhos viram, ou se sou culpado de algum outro pecado,
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou alguma coisa,
8 que outros comam o que semeei; que minhas plantações sejam arrancadas pela raiz.
8 então, semeie eu, e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
9 “Se meu coração foi seduzido por uma mulher, ou se cobicei a esposa de meu próximo,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu andei rondando à porta do meu próximo,
10 que minha esposa se torne serva de outro homem; que outros durmam com ela.
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois a cobiça é um pecado vergonhoso, um crime que merece castigo.
11 Porque isso seria uma infâmia e delito, pertencente aos juízes.
12 É fogo que tudo consome, levando à destruição, capaz de destruir tudo que tenho.
12 Porque é fogo que consome até à perdição e desarraigaria toda a minha renda.
13 “Se fui injusto com meus servos e servas quando me apresentaram suas queixas,
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
14 que farei quando Deus me confrontar? Que direi quando ele me chamar para prestar contas?
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
15 Pois o mesmo Deus que me criou, também criou meus servos; formou no ventre materno tanto eles como eu.
15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
16 “Acaso me recusei a ajudar os pobres ou acabei com a esperança da viúva?
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 Fui mesquinho com meu alimento e me recusei a compartilhá-lo com os órfãos?
17 ou sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
18 Não! Desde a juventude, tenho cuidado dos órfãos como um pai e, por toda a vida, tenho ajudado as viúvas.
18 (porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e o guiei desde o ventre da minha mãe);
19 Sempre que via alguém passar frio por falta de roupa, e o pobre que não tinha o que vestir,
19 se a alguém vi perecer por falta de veste e, ao necessitado, por não ter coberta;
20 acaso eles não me abençoavam por lhes prover roupas de lã para aquecê-los?
20 se os seus lombos me não abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros;
21 “Se levantei a mão contra o órfão, certo de que os juízes tomariam meu partido,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, porque na porta via a minha ajuda,
22 que meu ombro seja deslocado e meu braço, arrancado da articulação!
22 então, caia do ombro a minha espádua, e quebre-se o meu braço desde o osso.
23 Seria melhor que enfrentar o castigo de Deus; pois, se a majestade de Deus é contra mim, que esperança resta?
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
24 “Acaso confiei no dinheiro ou me senti seguro por causa de meu ouro?
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
25 Acaso me vangloriei de minha riqueza e de tudo que possuo?
25 se me alegrei de que era muita a minha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito;
26 “Olhei para o sol, que brilha no céu, ou para a lua, que percorre seu resplendor,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa;
27 e, em segredo, meu coração foi seduzido a lhes lançar beijos de adoração?
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
28 Se o fiz, devo ser castigado pelos juízes, pois significa que neguei o Deus que está lá no alto.
28 também isto seria delito pertencente ao juiz; pois assim negaria a Deus, que está em cima.
29 “Alguma vez me alegrei com a desgraça de meus inimigos, ou exultei porque lhes aconteceu algum mal?
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se eu exultei quando o mal o achou
30 Não, jamais cometi o pecado de amaldiçoar alguém ou de pedir sua morte como vingança.
30 (também não deixei pecar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição);
31 “Meus servos nunca disseram: ‘Ele deixa os outros passar fome’.
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem se não terá saciado com a sua carne!
32 Nunca deixei o estrangeiro dormir na rua; minha porta sempre esteve aberta para todos.
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
33 “Acaso procurei encobrir meus pecados, como outros fazem, e esconder a culpa em meu coração?
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio,
34 Mantive-me calado e não saí de casa, por medo da multidão ou do desprezo do povo?
34 trema eu perante uma grande multidão, e o desprezo das famílias me apavore, e eu me cale, e não saia da porta.
35 “Se ao menos alguém me ouvisse! Vejam, aqui está minha defesa assinada. Que o Todo-poderoso me responda; que meu adversário registre sua denúncia por escrito.
35 Ah! Quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu intento é que o Todo-Poderoso me responda e que o meu adversário escreva um livro.
36 Eu enfrentaria a acusação de peito aberto e a usaria como coroa.
36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria como coroa.
37 Pois eu diria a Deus exatamente o que tenho feito; compareceria diante dele como um príncipe.
37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
38 “Se a terra protestar contra mim, se todos os seus sulcos clamarem,
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus regos juntamente chorarem;
39 se roubei suas colheitas, ou se matei seus donos,
39 se comi a sua novidade sem dinheiro e sufoquei a alma dos seus donos,
40 que cresçam espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada”. Assim terminam as palavras de Jó.
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Acabaram-se as palavras de Jó.

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