Jó 31

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Fiz uma aliança com meus olhos de não olhar com cobiça para nenhuma jovem.
1 Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?
2 Pois o que Deus, lá de cima, escolheu para nós? Qual é nossa herança do Todo-poderoso, que está lá no alto?
2 Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Não é calamidade para os perversos e desgraça para os que praticam o mal?
3 Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio, para os que praticam a maldade?
4 Afinal, ele não vê tudo que faço e cada passo que dou?
4 Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 “Se minha conduta foi falsa, e se procurei enganar alguém,
5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
6 que Deus me pese numa balança justa, pois conhecerá minha integridade.
6 (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade);
7 Se me desviei de seu caminho, se meu coração cobiçou o que os olhos viram, ou se sou culpado de algum outro pecado,
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer mancha,
8 que outros comam o que semeei; que minhas plantações sejam arrancadas pela raiz.
8 então, semeie eu, e outro coma, e sejam arrancados os renovos do meu campo.
9 “Se meu coração foi seduzido por uma mulher, ou se cobicei a esposa de meu próximo,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo,
10 que minha esposa se torne serva de outro homem; que outros durmam com ela.
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois a cobiça é um pecado vergonhoso, um crime que merece castigo.
11 Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes;
12 É fogo que tudo consome, levando à destruição, capaz de destruir tudo que tenho.
12 pois seria fogo que consome até à destruição e desarraigaria toda a minha renda.
13 “Se fui injusto com meus servos e servas quando me apresentaram suas queixas,
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
14 que farei quando Deus me confrontar? Que direi quando ele me chamar para prestar contas?
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu?
15 Pois o mesmo Deus que me criou, também criou meus servos; formou no ventre materno tanto eles como eu.
15 Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?
16 “Acaso me recusei a ajudar os pobres ou acabei com a esperança da viúva?
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 Fui mesquinho com meu alimento e me recusei a compartilhá-lo com os órfãos?
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou
18 Não! Desde a juventude, tenho cuidado dos órfãos como um pai e, por toda a vida, tenho ajudado as viúvas.
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.);
19 Sempre que via alguém passar frio por falta de roupa, e o pobre que não tinha o que vestir,
19 se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta;
20 acaso eles não me abençoavam por lhes prover roupas de lã para aquecê-los?
20 se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros;
21 “Se levantei a mão contra o órfão, certo de que os juízes tomariam meu partido,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta,
22 que meu ombro seja deslocado e meu braço, arrancado da articulação!
22 então, caia a omoplata do meu ombro, e seja arrancado o meu braço da articulação.
23 Seria melhor que enfrentar o castigo de Deus; pois, se a majestade de Deus é contra mim, que esperança resta?
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.
24 “Acaso confiei no dinheiro ou me senti seguro por causa de meu ouro?
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio;
25 Acaso me vangloriei de minha riqueza e de tudo que possuo?
25 se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito;
26 “Olhei para o sol, que brilha no céu, ou para a lua, que percorre seu resplendor,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente,
27 e, em segredo, meu coração foi seduzido a lhes lançar beijos de adoração?
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão,
28 Se o fiz, devo ser castigado pelos juízes, pois significa que neguei o Deus que está lá no alto.
28 também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima.
29 “Alguma vez me alegrei com a desgraça de meus inimigos, ou exultei porque lhes aconteceu algum mal?
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio e se exultei quando o mal o atingiu
30 Não, jamais cometi o pecado de amaldiçoar alguém ou de pedir sua morte como vingança.
30 (Também não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecações a sua morte.);
31 “Meus servos nunca disseram: ‘Ele deixa os outros passar fome’.
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem haverá aí que não se saciou de carne provida por ele
32 Nunca deixei o estrangeiro dormir na rua; minha porta sempre esteve aberta para todos.
32 (O estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas abria ao viandante.)!
33 “Acaso procurei encobrir meus pecados, como outros fazem, e esconder a culpa em meu coração?
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
34 Mantive-me calado e não saí de casa, por medo da multidão ou do desprezo do povo?
34 porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não saí da porta.
35 “Se ao menos alguém me ouvisse! Vejam, aqui está minha defesa assinada. Que o Todo-poderoso me responda; que meu adversário registre sua denúncia por escrito.
35 Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
36 Eu enfrentaria a acusação de peito aberto e a usaria como coroa.
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, atá-la-ia sobre mim como coroa;
37 Pois eu diria a Deus exatamente o que tenho feito; compareceria diante dele como um príncipe.
37 mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele.
38 “Se a terra protestar contra mim, se todos os seus sulcos clamarem,
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
39 se roubei suas colheitas, ou se matei seus donos,
39 se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos,
40 que cresçam espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada”. Assim terminam as palavras de Jó.
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Fim das palavras de Jó.

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