Jó 30

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs VC

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VC Versão Católica
1 “Agora, porém, os mais jovens zombam de mim, rapazes cujos pais não são dignos de correr com meus cães pastores.
1 Agora zombam de mim os mais jovens do que eu, aqueles cujos pais eu desdenharia de colocar com os cães de meu rebanho.
2 De que me serve a força deles? Seu vigor já desapareceu!
2 Que faria eu com o vigor de seus braços? Não atingirão a idade madura.
3 Enfraquecidos pela pobreza e pela fome, roem a terra seca, em regiões sombrias e desoladas.
3 Reduzidos a nada pela miséria e a fome, roem um solo árido e desolado.
4 Colhem ervas silvestres entre os arbustos e comem as raízes das giestas.
4 Colhem ervas e cascas dos arbustos, por pão têm somente a raiz das giestas.
5 São expulsos, aos gritos, da companhia das pessoas, como se fossem ladrões.
5 São postos para fora do povo, gritam com eles como se fossem ladrões,
6 Agora, moram em desfiladeiros medonhos, em cavernas e entre as rochas.
6 moram em barrancos medonhos, em buracos de terra e de rochedos.
7 Uivam como animais no meio dos arbustos e ajuntam-se debaixo dos espinheiros.
7 Ouvem-se seus gritos entre os arbustos, amontoam-se debaixo das urtigas,
8 São gente insensata, sem nome nem valor; foram expulsos da terra.
8 filhos de infames e de gente sem nome que são expulsos da terra!
9 “Agora, divertem-se às minhas custas! Sou alvo de piadas e canções vulgares.
9 Agora sou o assunto de suas canções, o tema de seus escárnios;
10 Desprezam-me e ficam longe de mim; só se aproximam para cuspir em meu rosto.
10 afastam-se de mim com horror, não receiam cuspir-me no rosto.
11 Pois Deus cortou a corda de meu arco; já que ele me humilhou, eles não se refreiam mais.
11 Desamarraram a corda para humilhar-me, sacudiram de si todo o freio diante de mim.
12 Essa gente desprezível se opõe a mim abertamente; lançam-me de um lado para o outro e planejam minha desgraça.
12 À minha direita levanta-se a raça deles, tentam atrapalhar meus pés, abrem diante de mim o caminho da sua desgraça.
13 Bloqueiam meu caminho e fazem de tudo para me destruir. Sabem que não tenho quem me ajude;
13 Cortam minha vereda para me perder, trabalham para minha ruína.
14 atacam-me de todos os lados. Quando estou caído, lançam-se sobre mim;
14 Penetram como por uma grande brecha, irrompem entre escombros.
15 vivo aterrorizado. O vento carregou minha honra; minha prosperidade passou como uma nuvem.
15 O pavor me invade. Minha esperança é varrida como se fosse pelo vento, minha felicidade passa como uma nuvem.
16 “Agora, minha vida se esvai; a aflição me persegue durante o dia.
16 Agora minha alma se dissolve, os dias de aflição me dominaram.
17 A noite corrói meus ossos; a dor que me atormenta não descansa.
17 A noite traspassa meus ossos, consome-os; os males que me roem não dormem.
18 Com mão forte, Deus agarra minha roupa; pega-me pela gola de minha túnica.
18 Com violência segura a minha veste, aperta-me como o colarinho de minha túnica.
19 Lança-me na lama; não passo de pó e cinza.
19 Deus jogou-me no lodo, tenho o aspecto da poeira e da cinza.
20 “Clamo a ti, ó Deus, e não me respondes; fico em pé diante de ti, mas não me dás atenção.
20 Clamo a ti, e não me respondes; ponho-me diante de ti, e não olhas para mim.
21 Tu me tratas com crueldade e usas teu poder para me perseguir.
21 Tornaste-te cruel para comigo, atacas-me com toda a força de tua mão.
22 Tu me lanças no redemoinho e me destróis na tempestade.
22 Arrebatas-me, fazes-me cavalgar o tufão, aniquilas-me na tempestade.
23 E sei que me envias para a morte, para o destino de todos os que vivem.
23 Eu bem sei, levas-me à morte, ao lugar onde se encontram todos os viventes.
24 “Por certo, ninguém se voltaria contra os necessitados, quando clamam por socorro em suas dificuldades.
24 Mas poderá aquele que cai não estender a mão, poderá não pedir socorro aquele que perece?
25 Acaso eu não chorava pelos aflitos? Não me angustiava pelos pobres?
25 Não chorei com os oprimidos? Não teve minha alma piedade dos pobres?
26 Esperava o bem, mas em seu lugar veio o mal; aguardava a luz, mas em seu lugar veio a escuridão.
26 Esperava a felicidade e veio a desgraça, esperava a luz e vieram as trevas.
27 Meu coração está agitado e não sossega; dias de aflição me atormentam.
27 Minhas entranhas abrasam-se sem nenhum descanso, assaltaram-me os dias de aflição.
28 Ando nas sombras, sem a luz do sol; levanto-me em praça pública e clamo por socorro.
28 Caminho no luto, sem sol; levanto-me numa multidão de gritos,
29 Contudo, sou considerado irmão dos chacais e companheiro das corujas.
29 tornei-me irmão dos chacais e companheiro dos avestruzes.
30 Minha pele escureceu, e meus ossos ardem de febre.
30 Minha pele enegrece-se e cai, e meus ossos são consumidos pela febre.
31 Minha harpa toca canções fúnebres, e minha flauta acompanha os que choram.”
31 Minha cítara só dá acordes lúgubres, e minha flauta sons queixosos.

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