Jó 30

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Agora, porém, os mais jovens zombam de mim, rapazes cujos pais não são dignos de correr com meus cães pastores.
1 Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr ao lado dos cães do meu rebanho.
2 De que me serve a força deles? Seu vigor já desapareceu!
2 De que também me serviria a força das suas mãos, homens cujo vigor já pereceu?
3 Enfraquecidos pela pobreza e pela fome, roem a terra seca, em regiões sombrias e desoladas.
3 De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados.
4 Colhem ervas silvestres entre os arbustos e comem as raízes das giestas.
4 Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro.
5 São expulsos, aos gritos, da companhia das pessoas, como se fossem ladrões.
5 Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão;
6 Agora, moram em desfiladeiros medonhos, em cavernas e entre as rochas.
6 habitam nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas.
7 Uivam como animais no meio dos arbustos e ajuntam-se debaixo dos espinheiros.
7 Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
8 São gente insensata, sem nome nem valor; foram expulsos da terra.
8 São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados.
9 “Agora, divertem-se às minhas custas! Sou alvo de piadas e canções vulgares.
9 Mas agora sou a sua canção de motejo e lhes sirvo de provérbio.
10 Desprezam-me e ficam longe de mim; só se aproximam para cuspir em meu rosto.
10 Abominam-me, fogem para longe de mim e não se abstêm de me cuspir no rosto.
11 Pois Deus cortou a corda de meu arco; já que ele me humilhou, eles não se refreiam mais.
11 Porque Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
12 Essa gente desprezível se opõe a mim abertamente; lançam-me de um lado para o outro e planejam minha desgraça.
12 À direita se levanta uma súcia, e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição.
13 Bloqueiam meu caminho e fazem de tudo para me destruir. Sabem que não tenho quem me ajude;
13 Arruínam a minha vereda, promovem a minha calamidade; gente para quem já não há socorro.
14 atacam-me de todos os lados. Quando estou caído, lançam-se sobre mim;
14 Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante entre as ruínas.
15 vivo aterrorizado. O vento carregou minha honra; minha prosperidade passou como uma nuvem.
15 Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade.
16 “Agora, minha vida se esvai; a aflição me persegue durante o dia.
16 Agora, dentro de mim se me derrama a alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
17 A noite corrói meus ossos; a dor que me atormenta não descansa.
17 A noite me verruma os ossos e os desloca, e não descansa o mal que me rói.
18 Com mão forte, Deus agarra minha roupa; pega-me pela gola de minha túnica.
18 Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha veste, mal que me cinge como a gola da minha túnica.
19 Lança-me na lama; não passo de pó e cinza.
19 Deus, tu me lançaste na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza.
20 “Clamo a ti, ó Deus, e não me respondes; fico em pé diante de ti, mas não me dás atenção.
20 Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.
21 Tu me tratas com crueldade e usas teu poder para me perseguir.
21 Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates.
22 Tu me lanças no redemoinho e me destróis na tempestade.
22 Levantas-me sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; dissolves-me no estrondo da tempestade.
23 E sei que me envias para a morte, para o destino de todos os que vivem.
23 Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente.
24 “Por certo, ninguém se voltaria contra os necessitados, quando clamam por socorro em suas dificuldades.
24 De um montão de ruínas não estenderá o homem a mão e na sua desventura não levantará um grito por socorro?
25 Acaso eu não chorava pelos aflitos? Não me angustiava pelos pobres?
25 Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
26 Esperava o bem, mas em seu lugar veio o mal; aguardava a luz, mas em seu lugar veio a escuridão.
26 Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão.
27 Meu coração está agitado e não sossega; dias de aflição me atormentam.
27 O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm.
28 Ando nas sombras, sem a luz do sol; levanto-me em praça pública e clamo por socorro.
28 Ando de luto, sem a luz do sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro.
29 Contudo, sou considerado irmão dos chacais e companheiro das corujas.
29 Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes.
30 Minha pele escureceu, e meus ossos ardem de febre.
30 Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre.
31 Minha harpa toca canções fúnebres, e minha flauta acompanha os que choram.”
31 Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram.

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