Jó 13

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Vi tudo isso com os próprios olhos; ouvi com os próprios ouvidos, e agora entendo.
1 Eis que tudo isso viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 O que vocês sabem, eu também sei; não são melhores que eu.
2 Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
3 Quero falar diretamente com o Todo-poderoso, quero defender minha causa diante de Deus.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus.
4 Vocês me difamam com mentiras; são médicos incapazes de curar.
4 Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada.
5 Se ao menos se calassem! É a atitude mais sábia que poderiam tomar.
5 Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 Ouçam minha defesa, prestem atenção a meus argumentos.
6 Ouvi agora a minha defesa e atentai para os argumentos dos meus lábios.
7 “Vocês querem defender Deus com mentiras? Apresentam argumentos desonestos em nome dele?
7 Porventura, falareis perversidade em favor de Deus e a seu favor falareis mentiras?
8 Distorcem seu testemunho em favor dele? Acaso são advogados de Deus?
8 Sereis parciais por ele? Contendereis a favor de Deus?
9 O que acontecerá quando ele decidir investigá-los? Conseguirão enganá-lo como enganam qualquer pessoa?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer?
10 Não! Certamente ele os repreenderá se distorcerem às escondidas seu testemunho em favor dele.
10 Acerbamente vos repreenderá, se em oculto fordes parciais.
11 Acaso a majestade dele não os aterrorizará? O terror dele não cairá sobre vocês?
11 Porventura, não vos amedrontará a sua dignidade, e não cairá sobre vós o seu terror?
12 Suas frases feitas valem tanto quanto cinzas; sua defesa é fraca como um pote de barro.
12 As vossas máximas são como provérbios de cinza, os vossos baluartes, baluartes de barro.
13 “Calem-se e deixem-me em paz! Permitam-me falar, e eu arcarei com as consequências.
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
14 Sim, porei minha vida em risco e direi o que penso de fato.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a vida na minha mão.
15 Ainda que Deus me mate, ele é minha única esperança; apresentarei a ele minha causa.
15 Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento.
16 Isto, porém, é o que me salvará: não sou ímpio; se o fosse, não poderia me colocar diante dele.
16 Também isto será a minha salvação, o fato de o ímpio não vir perante ele.
17 “Escutem bem o que vou dizer, ouçam-me com atenção.
17 Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição.
18 Preparei minha defesa; serei declarado inocente.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.
19 Quem pode discutir comigo a esse respeito? E, se provarem que estou errado, me calarei e morrerei.”
19 Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito.
20 “Ó Deus, concede-me estas duas coisas, e não me esconderei de ti.
20 Concede-me somente duas coisas; então, me não esconderei do teu rosto:
21 Remove tua mão de cima de mim e não me assustes com tua temível presença.
21 alivia a tua mão de sobre mim, e não me espante o teu terror.
22 Chama-me, e eu responderei; ou permita que eu fale e responde-me.
22 Interpela-me, e te responderei ou deixa-me falar e tu me responderás.
23 Diga-me, o que fiz de errado? Mostra-me minha rebeldia e meu pecado.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 Por que te afastas de mim? Por que me tratas como teu inimigo?
24 Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo?
25 Atormentarias uma folha soprada pelo vento? Perseguirias a palha seca?
25 Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás a palha seca?
26 “Escreves acusações amargas contra mim e trazes à tona os pecados de minha juventude.
26 Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 Prendes meus pés com correntes, vigias todos os meus caminhos e examinas todas as minhas pegadas.
27 Também pões os meus pés no tronco, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 Eu me consumo como madeira que apodrece, como roupa comida pela traça.”
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça.

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