Jó 13

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs VC

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VC Versão Católica
1 “Eu vi tudo isso com os meus próprios olhos; escutei tudo com os meus ouvidos e entendi.
1 Meus olhos viram todas essas coisas, meus ouvidos as ouviram e as guardaram;
2 Meus amigos, eu não sou menos do que vocês: eu também sei o que vocês sabem.
2 aquilo que vós sabeis, eu também o sei, não vos sou inferior em nada.
3 Mas quero falar com o Deus Todo-Poderoso e discutir com ele a minha questão.
3 Mas é com o Todo-poderoso que eu desejaria falar, é com Deus que eu desejaria discutir,
4 Vocês disfarçam a sua ignorância com mentiras; são como médicos que não curam ninguém.
4 pois vós não sois mais que impostores, não sois senão médicos que não prestam para nada.
5 Ah! Se vocês ficassem calados, poderiam passar por sábios!
5 Se pudésseis guardar silêncio, tomar-vos-iam por sábios.
6 “Escutem agora a minha defesa, prestem atenção às minhas razões.
6 Escutai, pois, minha defesa, atendei aos quesitos que vou anunciar.
7 Será que para defender a Deus vocês vão dizer mentiras? Vão falar palavras enganosas a favor dele?
7 Para defender Deus, ireis dizer mentiras. Será preciso enganardes em seu favor?
8 Será que vocês vão ficar do lado dele? Vão defender a causa dele no tribunal?
8 Tereis, para com ele, juízos preconcebidos, e vos arvorais em ser seus advogados?
9 Por acaso, seria bom que ele os examinasse? Vocês pensam que podem enganar a Deus como enganam as pessoas?
9 Seria, porventura, bom que ele vos examinasse? Iríeis enganá-lo como se engana um homem?
10 Se vocês forem injustos, mesmo em segredo, ele certamente os repreenderá;
10 Ele não deixará de vos castigar, se tomardes seu partido ocultamente.
11 a sua grandeza os encherá de medo, e os seus terrores cairão sobre vocês.
11 Sua majestade não vos atemorizará? Seus terrores não vos esmagarão?
12 As explicações antigas que vocês lembram são como cinza, não valem nada; as suas defesas são fracas como torres de barro.
12 Vossos argumentos são razões de poeira, vossas dilapidações são obras de barro.
13 “Fiquem calados, que eu vou falar, aconteça o que acontecer.
13 Calai-vos! Deixai-me! Quero falar: aconteça depois o que acontecer!
14 Estou pronto para arriscar a vida, pronto para enfrentar a morte.
14 Lacero a minha carne com os meus dentes, ponho minha vida em minha mão.
15 Não tenho mais esperança, pois Deus me matará; mas assim mesmo defenderei a minha causa diante dele.
15 Se ele me mata, nada mais tenho a esperar, e assim mesmo defenderei minha causa diante dele.
16 Talvez esta coragem venha a salvar-me, pois nenhuma pessoa má iria até a presença dele.
16 Isso já será minha salvação, que o ímpio não seja admitido em sua presença.
17 Ouçam com atenção o que estou dizendo; escutem as minhas explicações.
17 Escutai, pois, meu discurso, dai ouvido às minhas explicações;
18 Estou pronto para defender a minha causa e sei que estou com a razão.
18 estou pronto para defender minha causa, sei que sou eu quem tem razão.
19 “Mas, se Deus disser: ‘Quem se atreve a discutir comigo no tribunal?’, então terei de me calar e morrer.
19 Se alguém quiser demandar contra mim no mesmo instante desejarei calar e morrer.
20 Ó Deus, eu te peço apenas duas coisas e assim não me esconderei de ti:
20 Poupai-me apenas duas coisas! E não me esconderei de tua face:
21 não me castigues mais e não me faças sentir tanto medo.
21 afasta de sobre mim a tua mão, põe um termo ao medo de teus terrores.
22 “Ó Deus, chama-me ao tribunal, e eu responderei; ou eu falarei primeiro, e tu responderás.
22 Chama por mim, e eu te responderei; ou então, falarei eu, e tu terás a réplica.
23 Quantas faltas e pecados cometi? De que erros e pecados sou acusado?
23 Quantas faltas e pecados cometi eu? Dá-me a conhecer minhas faltas e minhas ofensas.
24 “Por que te escondes de mim? Por que me tratas como inimigo?
24 Por que escondes de mim a tua face, e por que me consideras como um inimigo?
25 Eu sou como a folha levada pelo vento: por que me assustas? Sou como a palha seca: por que me persegues?
25 Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?
26 “Tu escreves duras acusações contra mim e queres que eu pague pelos erros da minha mocidade.
26 Pois queres ditar contra mim amargas sentenças, e queres que me sejam imputadas as faltas de minha mocidade,
27 Prendes os meus pés com correntes, vigias todos os meus passos e examinas os rastos que deixo no caminho.
27 queres enfiar os meus pés no cepo, espiar todos os meus passos, e contar os rastos de meus pés?
28 Assim, vou me acabando como madeira bichada, como uma roupa comida pela traça.
28 {E ele se gasta como um pau bichado, como um tecido devorado pela traça}.

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