Jó 13

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 “Eu vi tudo isso com os meus próprios olhos; escutei tudo com os meus ouvidos e entendi.
1 Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 Meus amigos, eu não sou menos do que vocês: eu também sei o que vocês sabem.
2 Como vós o sabeis, o sei eu também; não vos sou inferior.
3 Mas quero falar com o Deus Todo-Poderoso e discutir com ele a minha questão.
3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me perante Deus.
4 Vocês disfarçam a sua ignorância com mentiras; são como médicos que não curam ninguém.
4 Vós, porém, sois inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada.
5 Ah! Se vocês ficassem calados, poderiam passar por sábios!
5 Tomara que vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 “Escutem agora a minha defesa, prestem atenção às minhas razões.
6 Ouvi agora a minha defesa e escutai os argumentos dos meus lábios.
7 Será que para defender a Deus vocês vão dizer mentiras? Vão falar palavras enganosas a favor dele?
7 Porventura, por Deus falareis perversidade e por ele enunciareis mentiras?
8 Será que vocês vão ficar do lado dele? Vão defender a causa dele no tribunal?
8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis por Deus?
9 Por acaso, seria bom que ele os examinasse? Vocês pensam que podem enganar a Deus como enganam as pessoas?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de qualquer homem?
10 Se vocês forem injustos, mesmo em segredo, ele certamente os repreenderá;
10 Certamente, vos repreenderá, se em oculto fizerdes distinção de pessoas.
11 a sua grandeza os encherá de medo, e os seus terrores cairão sobre vocês.
11 Porventura, não vos espantará a sua alteza? E não cairá sobre vós o seu temor?
12 As explicações antigas que vocês lembram são como cinza, não valem nada; as suas defesas são fracas como torres de barro.
12 As vossas memórias são como a cinza; as vossas alturas, como alturas de lodo.
13 “Fiquem calados, que eu vou falar, aconteça o que acontecer.
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu; e venha sobre mim o que vier.
14 Estou pronto para arriscar a vida, pronto para enfrentar a morte.
14 Por que razão tomaria eu a minha carne com os dentes e poria a minha vida na minha mão?
15 Não tenho mais esperança, pois Deus me matará; mas assim mesmo defenderei a minha causa diante dele.
15 Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei diante dele.
16 Talvez esta coragem venha a salvar-me, pois nenhuma pessoa má iria até a presença dele.
16 Também isto será a minha salvação, porque o ímpio não virá perante ele.
17 Ouçam com atenção o que estou dizendo; escutem as minhas explicações.
17 Ouvi com atenção as minhas razões; e com os vossos ouvidos, a minha demonstração.
18 Estou pronto para defender a minha causa e sei que estou com a razão.
18 Eis que já tenho ordenado a minha causa e sei que serei achado justo.
19 “Mas, se Deus disser: ‘Quem se atreve a discutir comigo no tribunal?’, então terei de me calar e morrer.
19 Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
20 Ó Deus, eu te peço apenas duas coisas e assim não me esconderei de ti:
20 Duas coisas somente faze comigo; então, me não esconderei do teu rosto:
21 não me castigues mais e não me faças sentir tanto medo.
21 Desvia a tua mão para longe de mim e não me espante o teu terror.
22 “Ó Deus, chama-me ao tribunal, e eu responderei; ou eu falarei primeiro, e tu responderás.
22 Chama, pois, e eu responderei; ou, eu falarei e tu, responde-me.
23 Quantas faltas e pecados cometi? De que erros e pecados sou acusado?
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 “Por que te escondes de mim? Por que me tratas como inimigo?
24 Por que escondes o teu rosto e me tens por teu inimigo?
25 Eu sou como a folha levada pelo vento: por que me assustas? Sou como a palha seca: por que me persegues?
25 Porventura, quebrantarás a folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
26 “Tu escreves duras acusações contra mim e queres que eu pague pelos erros da minha mocidade.
26 Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
27 Prendes os meus pés com correntes, vigias todos os meus passos e examinas os rastos que deixo no caminho.
27 Também pões os meus pés em cepos, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés,
28 Assim, vou me acabando como madeira bichada, como uma roupa comida pela traça.
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a veste, a qual rói a traça.

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