Jó 3

Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Depois disto, Jó passou a falar e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
1 Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia.
2 Jó disse:
2 E Jó, falando, disse:
3 “Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: ‘Foi concebido um homem!’
3 Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
4 Que aquele dia se transforme em trevas, e Deus, lá de cima, não se importe com ele, nem resplandeça sobre ele a luz.
4 Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz!
5 Que as trevas e a sombra da morte se apoderem desse dia; que uma nuvem habite sobre ele; que tudo o que pode escurecer o dia o espante.
5 Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; negros vapores do dia o espantem!
6 Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; que ela não se alegre entre os dias do ano, nem entre na conta dos meses.
6 A escuridão tome aquela noite, e não se goze entre os dias do ano, e não entre no número dos meses!
7 Sim, que seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os gritos de alegria.
7 Ah! Que solitária seja aquela noite e suave música não entre nela!
8 Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem instigar o Leviatã.
8 Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para fazer correr o seu pranto.
9 Escureçam-se as estrelas do seu alvorecer; que a noite espere a luz, e a luz não venha; que não veja o despontar da alvorada,
9 Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pestanas dos olhos da alva!
10 pois não fechou as portas do ventre da minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.”
10 Porquanto não fechou as portas do ventre, nem escondeu dos meus olhos a canseira.
11 “Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao sair do ventre de minha mãe?
11 Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei?
12 Por que houve um colo que me acolhesse, e seios, para que eu mamasse?
12 Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?
13 Porque agora eu repousaria tranquilo; dormiria, e então haveria para mim descanso,
13 Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e, então, haveria repouso para mim,
14 com os reis e conselheiros da terra que construíram para si mausoléus;
14 com os reis e conselheiros da terra que para si edificavam casas nos lugares assolados,
15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram as suas casas de prata;
15 ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata;
16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
16 ou, como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz.
17 Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados.
17 Ali, os maus cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados.
18 Ali os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do capataz.
18 Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator.
19 Ali está tanto o pequeno como o grande, e o servo fica livre de seu senhor.”
19 Ali, está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor.
20 “Por que se concede luz ao miserável e vida aos de coração amargurado,
20 Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo,
21 que esperam a morte, e ela não vem, que cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos,
21 que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos;
22 que se alegrariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura?
22 que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?
23 Por que se concede luz ao homem cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?”
23 Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?
24 “Porque em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água.
24 Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.
25 Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
25 Porque o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu.
26 Não tenho descanso, não tenho sossego, não tenho repouso; só tenho inquietação.”
26 Nunca estive descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.

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