Salmos 39
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs VC
1 Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua; enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim.
1 Ao mestre de canto, a Iditum. Salmo de Davi. Disse comigo mesmo: Velarei sobre os meus atos, para não mais pecar com a língua. Porei um freio em meus lábios, enquanto o ímpio estiver diante de mim.
2 Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou.
2 Fiquei mudo, mas sem resultado, porque minha dor recrudesceu.
3 Incendeu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua. Disse:
3 Meu coração se abrasava dentro de mim, meu pensamento se acendia como um fogo, então eu me pus a falar:
4 Faze-me conhecer, Senhor , o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.
4 Fazei-me conhecer, Senhor, o meu fim, e o número de meus dias, para que eu veja como sou efêmero.
5 Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá)
5 A largura da mão: eis a medida de meus dias, diante de vós minha vida é como um nada; todo homem não é mais que um sopro.
6 Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.
6 De fato, o homem passa como uma sombra, é em vão que ele se agita; amontoa, sem saber quem recolherá.
7 Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
7 E agora, Senhor, que posso esperar? Minha confiança está em vós.
8 Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.
8 Livrai-me de todas as faltas, não me abandoneis ao riso dos insensatos.
9 Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.
9 Calei-me, já não abro a boca, porque sois vós que operais.
10 Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.
10 Afastai de mim esse flagelo, pois sucumbo ao rigor de vossa mão.
11 Se com repreensões castigas alguém, por causa da iniquidade, logo destróis, como traça, a sua beleza; de sorte que todo homem é vaidade. (Selá)
11 Quando punis o homem, fazendo-lhe sentir a sua culpa, consumis, como o faria a traça, o que ele tem de mais caro. Verdadeiramente, apenas um sopro é o homem.
12 Ouve, Senhor , a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais.
12 Ouvi, Senhor, a minha oração, escutai os meus clamores, não fiqueis insensível às minhas lágrimas. Diante de vós não sou mais que um viajor, um peregrino, como foram os meus pais.
13 Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá e não seja mais.
13 Afastai de mim a vossa ira para que eu tome alento, antes que me vá para não mais voltar.
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