Salmos 39
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NTLH
1 Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua; enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim.
1 Eu disse: “Vou ter cuidado com a minha maneira de viver e não vou deixar que a minha língua me faça pecar. Enquanto os maus estiverem em volta de mim, não falarei nada.”
2 Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou.
2 Fiquei calado, não disse uma palavra nem mesmo a respeito de coisas boas. Mas o meu sofrimento piorou ainda mais,
3 Incendeu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua. Disse:
3 e o meu coração ficou muito aflito. Quanto mais eu pensava, mais agoniado ficava. Então comecei a perguntar:
4 Faze-me conhecer, Senhor , o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.
4 “Ó Senhor Deus, quanto tempo ainda vou viver? Mostra-me como é passageira a minha vida. Quando é que vou morrer?”
5 Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá)
5 Como é curta a vida que me deste! Diante de ti, a duração da minha vida não é nada. De fato, o ser humano é apenas um sopro.
6 Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.
6 Ele anda por aí como uma sombra. Não adianta nada ele se esforçar; ajunta riquezas, mas não sabe quem vai ficar com elas.
7 Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
7 E agora, Senhor, o que posso esperar? A minha esperança está em ti.
8 Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.
8 Livra-me de todos os meus pecados e não deixes que os tolos zombem de mim.
9 Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.
9 Não falo, não digo nada, pois foste tu que me fizeste sofrer assim.
10 Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.
10 Senhor, para de me castigar, pois estou quase morrendo por causa das tuas chicotadas!
11 Se com repreensões castigas alguém, por causa da iniquidade, logo destróis, como traça, a sua beleza; de sorte que todo homem é vaidade. (Selá)
11 Tu nos repreendes e assim nos castigas por causa dos nossos pecados. Tu destróis, como a traça, aquilo que mais amamos. De fato, o ser humano é apenas um sopro!
12 Ouve, Senhor , a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais.
12 Ó Senhor Deus, ouve a minha oração! Escuta o meu pedido. Não te cales quando choro. Como todos os meus antepassados, sou teu hóspede por pouco tempo.
13 Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá e não seja mais.
13 Desvia de mim o teu olhar, para que eu possa ter um pouco de felicidade, antes que eu vá embora e não exista mais.
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