Jó 9

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Então, Jó respondeu e disse:
1 Então Jó respondeu:
2 Na verdade sei que assim é; porque como se justificaria o homem para com Deus?
2 “Na verdade, sei que assim é; porque, como pode o mortal ser justo diante de Deus?
3 Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
3 Se quiser discutir com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
4 Ele é sábio de coração, poderoso em forças; quem se endureceu contra ele e teve paz?
4 Ele é sábio de coração e grande em poder; quem ousou desafiá-lo e sobreviveu?
5 Ele é o que transporta as montanhas, sem que o sintam, e o que, no seu furor, as transtorna;
5 Ele é quem remove os montes, sem que saibam que na sua ira ele os transtorna.
6 o que remove a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem;
6 Deus remove a terra do seu lugar, e faz as suas colunas estremecerem.
7 o que fala ao sol, e ele não sai, e sela as estrelas;
7 Ele dá uma ordem ao sol, e este não sai, e sela as estrelas.
8 o que sozinho estende os céus e anda sobre os altos do mar;
8 Sozinho ele estende os céus e anda sobre as costas do mar.
9 o que faz a Ursa, e o Órion, e o Sete-estrelo, e as recâmaras do sul.
9 Ele fez a Ursa Maior, o Órion, o Sete-estrelo e as constelações do Sul.
10 O que faz coisas grandes, que se não podem esquadrinhar, e maravilhas tais que se não podem contar.
10 Deus faz coisas grandes e insondáveis, e maravilhas que não se podem enumerar.
11 Eis que passa por diante de mim, e não o vejo; e torna a passar perante mim, e não o sinto.
11 Eis que ele passa por mim, e não o vejo; segue diante de mim, e não o percebo.
12 Eis que arrebata a presa; quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que fazes?
12 Eis que arrebata a presa! Quem o pode impedir? Quem lhe dirá: ‘O que estás fazendo?’
13 Deus não revogará a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos.
13 Deus não revogará a sua própria ira; debaixo dele se curvam os ajudantes do monstro Raabe.”
14 Quanto menos lhe poderei eu responder ou escolher diante dele as minhas palavras!
14 “Como então poderei eu responder a ele? Como escolher as minhas palavras, para argumentar com ele?
15 A ele, ainda que eu fosse justo, lhe não responderia; antes, ao meu juiz pediria misericórdia.
15 Ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; pelo contrário, pediria misericórdia ao meu Juiz.
16 Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos à minha voz.
16 Ainda que eu o chamasse e ele me respondesse, nem por isso eu creria que ele deu ouvidos à minha voz.
17 Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa.
17 Porque me esmaga com uma tempestade e sem motivo multiplica as minhas feridas.
18 Nem me permite respirar; antes, me farta de amarguras.
18 Não me permite respirar, porque me enche de amargura.
19 Quanto às forças, eis que ele é o forte; e, quanto ao juízo, quem me citará com ele?
19 Se é uma questão de força, ele é o forte; se é uma questão de justiça, ele dirá: ‘Quem pode me intimar?’
20 Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se reto me disser, então, me declarará perverso.
20 Ainda que eu seja justo, a minha boca me condenará; embora eu seja íntegro, ela me declarará culpado.
21 Ainda que perfeito, não estimo a minha alma; desprezo a minha vida.
21 Eu sou íntegro, mas não me importo comigo, não faço caso da minha vida.
22 A coisa é esta; por isso, eu digo que ele consome ao reto e ao ímpio.
22 Para mim, é tudo a mesma coisa; por isso, digo: ele destrói tanto os íntegros como os perversos.
23 Matando o açoite de repente, então, se ri da prova dos inocentes.
23 Se um flagelo mata de repente, ele rirá do desespero dos inocentes.
24 A terra é entregue às mãos do ímpio; Deus cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo?
24 A terra está entregue nas mãos dos ímpios, e Deus ainda cobre o rosto dos juízes. Se ele não é o causador disso, quem seria?”
25 E os meus dias são mais velozes do que um corredor; fugiram e nunca viram o bem.
25 “Os meus dias são mais velozes do que um corredor; fogem sem ter visto a felicidade.
26 Passam como navios veleiros, como águia que se lança à comida.
26 Passam como barcos de junco, como a águia que se lança sobre a presa.
27 Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, mudarei o meu rosto e tomarei alento;
27 Se eu disser: ‘Vou esquecer a minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente’;
28 receio todas as minhas dores, porque bem sei que me não terás por inocente.
28 ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que não me considerarás inocente.
29 E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão?
29 Eu serei condenado; por que, pois, trabalho em vão?
30 Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão,
30 Ainda que me lave com água de neve e purifique as minhas mãos com sabão,
31 mesmo assim me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão.
31 mesmo assim me submergirás no lodo, e as minhas próprias roupas terão nojo de mim.
32 Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo.
32 Porque ele não é ser humano, como eu, a quem eu responda, se formos juntos ao tribunal.
33 Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos.
33 Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós dois.
34 Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror.
34 Que ele tire a sua vara de cima de mim, e que o seu terror não me amedronte!
35 Então, falarei e não o temerei; porque, assim, não estou em mim.
35 Então falarei sem o temer; do contrário, eu não estaria em mim.”

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