Jó 38
Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARIB
1 Depois disto, o Senhor , do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
1 Depois disso o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho, dizendo:
2 Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
3 Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber.
3 Agora cinge os teus lombos, como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás.
4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento.
4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular,
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre;
8 Ou quem encerrou com portas o mar, quando este rompeu e saiu da madre;
9 quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas?
9 quando eu lhe pus nuvens por vestidura, e escuridão por faixas,
10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas,
10 e lhe tracei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos,
11 e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas?
11 e lhe disse: Até aqui virás, porém não mais adiante; e aqui se quebrarão as tuas ondas orgulhosas?
12 Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar,
12 Desde que começaram os teus dias, deste tu ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar,
13 para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos?
13 para que agarrasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela?
14 A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos;
14 A terra se transforma como o barro sob o selo; e todas as coisas se assinalam como as cores dum vestido.
15 dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta.
15 E dos ímpios é retirada a sua luz, e o braço altivo se quebranta.
16 Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo?
16 Acaso tu entraste até os mananciais do mar, ou passeaste pelos recessos do abismo?
17 Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?
17 Ou foram-te descobertas as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
18 Tens ideia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes.
18 Compreendeste a largura da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isso.
19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar,
19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar,
20 para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa?
20 para que às tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas para a sua casa?
21 Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias!
21 De certo tu o sabes, porque já então eras nascido, e porque é grande o número dos teus dias!
22 Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva,
22 Acaso entraste nos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
23 que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
23 que eu tenho reservado para o tempo da angústia, para o dia da peleja e da guerra?
24 Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra?
24 Onde está o caminho para o lugar em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
25 Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões;
25 Quem abriu canais para o aguaceiro, e um caminho para o relâmpago do trovão;
26 para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente;
26 para fazer cair chuva numa terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há gente;
27 para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva?
27 para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer a tenra relva?
28 Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
28 A chuva porventura tem pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
29 De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu?
29 Do ventre de quem saiu o gelo? E quem gerou a geada do céu?
30 As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta.
30 Como pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.
31 Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?
31 Podes atar as cadeias das Plêiades, ou soltar os atilhos do Oriom?
32 Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?
32 Ou fazer sair as constelações a seu tempo, e guiar a ursa com seus filhos?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra?
33 Sabes tu as ordenanças dos céus, ou podes estabelecer o seu domínio sobre a terra?
34 Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
34 Ou podes levantar a tua voz até as nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35 Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?
35 Ou ordenarás aos raios de modo que saiam? Eles te dirão: Eis-nos aqui?
36 Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?
36 Quem pôs sabedoria nas densas nuvens, ou quem deu entendimento ao meteoro?
37 Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar,
37 Quem numerará as nuvens pela sabedoria? Ou os odres do céu, quem os esvaziará,
38 para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?
38 quando se funde o pó em massa, e se pegam os torrões uns aos outros?
39 Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos,
39 Podes caçar presa para a leoa, ou satisfazer a fome dos filhos dos leões,
40 quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
40 quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?
41 Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando os seus pintainhos clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?
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